Arqueólogos do INAH descobriram em Xochistlahuaca, Guerrero, uma cidade pré-hispânica de 1.200 anos, com muralhas, quadra de jogo de bola e arquitetura preservada que revela uma antiga organização social complexa e fortificações estratégicas
Ao longo das colinas da comunidade de El Carmen, em Xochistlahuaca, arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) descobriram uma cidade perdida pré-hispânica com cerca de 1.200 anos. O achado, anunciado em 15 de outubro, remonta ao período Epiclássico, entre 650 e 950 d.C.
Localizada na Costa Chica de Guerrero, a antiga cidade faz parte do sítio arqueológico Paso Temprano, também chamado de Corral de Piedra.
O local impressiona os pesquisadores pelo excelente estado de conservação das estruturas.
-
Por mais de 400 anos, marinheiros relataram cruzar um oceano que brilhava no escuro como neve, sem ondas e sem reflexos, apenas um brilho uniforme se estendendo até o horizonte, e em 2019 um satélite registrou o fenômeno cobrindo mais de 100.000 km² por mais de 40 noites seguidas ao sul de Java, mas os cientistas ainda não sabem exatamente o que desencadeia o processo
-
Japão vira referência com processo genial que recicla 100 toneladas de plástico por dia usando técnica que remove contaminantes, sensores ópticos que separam PP e PE em segundos e linhas industriais que transformam toneladas de resíduos em paletes reutilizáveis.
-
China criou máquina ‘impossível’ que muda a agricultura ao combinar drones, tratores autônomos com navegação centimétrica, sensores e inteligência artificial
-
A cidade flutuante movida a 2 reatores nucleares que abandona o vapor, usa campos eletromagnéticos para lançar aeronaves ao céu e inaugura uma nova era dos porta-aviões de guerra
“É como se os séculos não tivessem passado, ou como se já tivesse sido explorado. É possível observar como eram as casas, os corredores e a distribuição dos espaços”, afirmou o arqueólogo Miguel Pérez Negrete, que realizou a inspeção com o colega Cuauhtémoc Reyes Álvarez.
Arquitetura e organização social da cidade perdida
O sítio se estende por mais de 1,2 km e reúne áreas palacianas, muralhas defensivas e uma quadra de jogo de bola. Esses elementos sugerem uma sociedade organizada e hierarquizada.
O sistema construtivo, conhecido como “paramento mixteco”, utiliza blocos verticais intercalados com lajes menores, semelhante ao visto em Tehuacalco. Essa técnica mostra o domínio arquitetônico dos povos que habitaram a região.
Segundo Negrete, o acesso ao local é difícil por causa da altitude, mas revela diferentes setores à medida que se avança.
As primeiras áreas apresentam unidades arquitetônicas isoladas, seguidas por duas zonas habitacionais chamadas Pueblo Viejo, com vestígios de quartos, vestíbulos e corredores.

Estruturas defensivas e rituais na cidade perdida
O sítio inclui também um amplo setor defensivo, delimitado por muralhas e passagens estreitas ladeadas por desfiladeiros. Esse traçado estratégico reforça o caráter militar e protetor da cidade.
O ponto central é o setor cerimonial, que abriga uma quadra de jogo de bola em forma de “L”, com 49 metros de comprimento e 8 de largura.
Nas extremidades, há promontórios naturais parcialmente revestidos por muros de pedra.
“Na parte leste, observam-se restos de muros, um cômodo de 4,5 por 11 metros e uma estela lisa semelhante a um altar”, explicou o arqueólogo. “A arquitetura mais alta revela maior cuidado na disposição das pedras.”
Origem ainda desconhecida
Apesar de ser conhecida há gerações pelos moradores nahuas como Ciudad Antigua, a origem de Paso Temprano permanece incerta.
Há indícios de que os amuzgos e os mixtecos ocuparam a região no fim do período pré-hispânico.
Negrete ressalta que novas pesquisas serão fundamentais para entender quem construiu a cidade e de quem seus habitantes buscavam se proteger.
A posição estratégica, com cumes e penhascos fortificados, sugere uma função defensiva clara.
“Nos próximos anos, o estudo de Paso Temprano poderá definir uma cultura arqueológica local que floresceu entre o Epiclássico e o Pós-Clássico Inicial em Guerrero”, concluiu.
Com informações de Revista Galileu.
-
Uma pessoa reagiu a isso.