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Cientistas calculam que até 36 civilizações alienígenas podem existir na Via Láctea agora, estariam a milhares de anos-luz da Terra e reacendem a pergunta mais assustadora do universo: se eles estão lá fora, por que nunca responderam?

Escrito por Bruno Teles
Publicado el 20/01/2026 a las 15:53
Cientistas estimam civilizações alienígenas na Via Láctea, analisam vida inteligente semelhante à Terra e reforçam o Paradoxo de Fermi ao questionar por que, mesmo com bilhões de estrelas, o universo permanece em silêncio absoluto.
Cientistas estimam civilizações alienígenas na Via Láctea, analisam vida inteligente semelhante à Terra e reforçam o Paradoxo de Fermi ao questionar por que, mesmo com bilhões de estrelas, o universo permanece em silêncio absoluto.
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Um estudo de junho de 2020 da Universidade de Nottingham, liderado pelo astrofísico Christopher Conselice, propôs que podem existir até 36 civilizações alienígenas inteligentes na Via Láctea com potencial de comunicação, usando um modelo chamado Limite Copernicano Astrobiológico Forte.

A hipótese parte de uma premissa dura: se condições semelhantes às da Terra se repetem em outros mundos, então vida inteligente poderia surgir e durar tempo suficiente para tentar se comunicar. O problema começa quando essa vida está espalhada por uma galáxia antiga, gigantesca e lenta demais para conversas em escala humana.

A discussão ganha peso porque não é só imaginação sobre ETs. A conta foi feita a partir de variáveis e restrições claras, e o resultado cai exatamente no ponto mais desconfortável do debate: se existem civilizações alienígenas, por que não há resposta, ruído, vestígio ou contato evidente?

O que o estudo afirma e quem assina a estimativa

Cientistas estimam civilizações alienígenas na Via Láctea, analisam vida inteligente semelhante à Terra e reforçam o Paradoxo de Fermi ao questionar por que, mesmo com bilhões de estrelas, o universo permanece em silêncio absoluto.

O levantamento foi atribuído a cientistas da Universidade de Nottingham, com liderança do professor de astrofísica Christopher Conselice, e foi publicado em junho de 2020.

O número que virou manchete, 36, não é apresentado como certeza absoluta, e sim como estimativa baseada em um cenário considerado “forte” dentro do próprio modelo.

A proposta é que existam civilizações capazes de emitir sinais detectáveis, ou seja, não apenas vida microbiana, mas sociedades tecnológicas que em tese poderiam produzir comunicação em escala interestelar.

Como a Equação de Drake foi simplificada e quais fatores entraram no cálculo

Cientistas estimam civilizações alienígenas na Via Láctea, analisam vida inteligente semelhante à Terra e reforçam o Paradoxo de Fermi ao questionar por que, mesmo com bilhões de estrelas, o universo permanece em silêncio absoluto.

Em vez de usar toda a Equação de Drake, os pesquisadores simplificaram o problema e focaram em três blocos principais:

Taxa de formação de estrelas
A ideia é que a quantidade de estrelas geradas ao longo do tempo define o tamanho do “tabuleiro” onde sistemas planetários aparecem.

Proporção de estrelas com planetas em zonas habitáveis
Aqui entra o recorte mais direto: estrelas que possuam planetas em regiões onde a temperatura poderia permitir condições parecidas com as da Terra.

Probabilidade de vida inteligente se desenvolver
Esse é o ponto mais sensível, porque exige supor não só vida, mas vida inteligente, com duração suficiente para existir ao mesmo tempo que outra civilização e ter chance de sinalizar.

O modelo assume, de forma explícita, que as condições que permitiram a evolução na Terra podem ser replicadas em outros planetas na Via Láctea, gerando a possibilidade de sociedades tecnológicas.

O Limite Copernicano Astrobiológico Forte e a aposta em “mundos parecidos com a Terra”

Cientistas estimam civilizações alienígenas na Via Láctea, analisam vida inteligente semelhante à Terra e reforçam o Paradoxo de Fermi ao questionar por que, mesmo com bilhões de estrelas, o universo permanece em silêncio absoluto.

O estudo foi descrito como baseado no Limite Copernicano Astrobiológico Forte, um enquadramento que trata a Terra como um exemplo não especial demais, ou seja, não como uma exceção absoluta, mas como um caso que poderia se repetir onde as condições sejam semelhantes.

O raciocínio é que, se o planeta Terra não é um acidente estatisticamente impossível, então existirão outros lugares com combinação parecida de fatores.

Essa suposição é o motor que permite chegar ao número de civilizações alienígenas com potencial de comunicação.

A escala da Via Láctea torna a busca quase impraticável

A Via Láctea é apresentada como tendo 10 bilhões de anos, com mais de 100 bilhões de estrelas. Essa dimensão cria dois problemas simultâneos:

Localização
Mesmo que existam 36 civilizações alienígenas, elas podem estar distribuídas em uma estrutura enorme, o que dificulta qualquer varredura completa e rápida.

Tempo
Em astronomia, distância vira atraso. Um sinal emitido hoje pode levar séculos ou milênios para chegar a um detector distante, dependendo do ponto da galáxia.

Esse é o tipo de detalhe que muda o tom do debate: não é só “tem ou não tem vida”, é “mesmo que tenha, dá para perceber?”.

A distância média de 17 mil anos luz e por que conversar seria um pesadelo

O dado que torna tudo mais frio é a distância média sugerida: cerca de 17 mil anos luz entre essas possíveis civilizações e a Terra.

Na prática, isso coloca a comunicação em uma escala incompatível com qualquer expectativa humana.

Se um sinal viajasse na velocidade da luz, ele ainda assim levaria milhares de anos para cruzar esse espaço.

E, se houvesse resposta, o retorno demoraria mais milhares de anos.

Uma conversa vira um intervalo de milênios, e a chance de duas civilizações estarem tecnologicamente ativas no mesmo período vira outro gargalo.

O Paradoxo de Fermi e o silêncio que incomoda mais do que o número 36

O Paradoxo de Fermi surge exatamente desse choque: se o universo e a galáxia têm espaço e tempo de sobra para vida surgir, por que não vemos evidências?

O estudo entra nessa discussão como combustível, porque ele sugere uma quantidade não desprezível de civilizações alienígenas, mas o céu continua silencioso no que diz respeito a sinais inequívocos.

O paradoxo não é uma prova de ausência, e sim um problema lógico: expectativa versus observação.

As hipóteses citadas para explicar o silêncio: Grande Filtro e autodestruição

Duas explicações aparecem como tentativas de fechar o buraco:

Grande Filtro
A ideia de uma barreira no caminho do desenvolvimento de vida inteligente. Esse filtro poderia estar em qualquer etapa, desde o surgimento da vida até a capacidade tecnológica de emitir sinais detectáveis.

Autodestruição antes da comunicação interestelar
Mesmo que civilizações alienígenas surjam, elas poderiam colapsar antes de dominar tecnologia e estabilidade social para sustentar comunicação interestelar por tempo suficiente.

Essas hipóteses são desconfortáveis porque deslocam a pergunta para a Terra: se o filtro existe, a humanidade já passou por ele ou ainda vai encarar essa barreira?

O que o SETI representa dentro desse cenário

No cenário apresentado, iniciativas como o SETI entram como esforço contínuo de detecção de sinais de vida inteligente.

O ponto central é que, mesmo com distâncias gigantescas, observar e procurar ainda faz sentido, porque um único sinal consistente mudaria o debate inteiro.

Ao mesmo tempo, a ausência de detecção clara até agora alimenta o próprio paradoxo e reforça o peso do “silêncio” como parte do mistério.

Você acredita que o silêncio existe porque civilizações alienígenas estão longe demais, ou porque quase todas desaparecem antes de conseguir se comunicar?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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