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Livros vão mudar: cientistas descobrem que Júpiter é menor e mais achatado do que indicavam cálculos antigos após nova medição com a sonda Juno, obrigando a atualização de livros científicos e mudando a compreensão sobre a formação do Sistema Solar

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 10/02/2026 a las 09:42
Novas medições da sonda Juno mostram que Júpiter é menor e mais achatado, levando cientistas a revisar dados clássicos do Sistema Solar
Novas medições da sonda Juno mostram que Júpiter é menor e mais achatado, levando cientistas a revisar dados clássicos do Sistema Solar
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Nova análise baseada em dados recentes da sonda Juno aponta revisão nas dimensões de Júpiter e refina parâmetros usados há décadas em estudos planetários e modelos científicos.

Uma nova análise baseada em dados da sonda Juno indicou que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que apontavam as referências adotadas por décadas para o maior planeta do Sistema Solar.

A diferença, medida em poucos quilômetros, leva à revisão de valores usados em tabelas científicas e materiais de referência, além de aprimorar modelos empregados no estudo da estrutura interna do planeta.

Os resultados foram apresentados em um estudo publicado na revista Nature Astronomy, a partir de medições realizadas durante passagens específicas da Juno em relação à Terra e a Júpiter.

Esse tipo de observação permitiu reduzir margens de incerteza presentes em estimativas anteriores, que se baseavam principalmente em dados coletados por missões como Pioneer e Voyager, realizadas entre as décadas de 1970 e 1980.

Revisão das dimensões redefine parâmetros usados há décadas

De acordo com o estudo, Júpiter tem raio equatorial 4 quilômetros menor e raio polar 12 quilômetros menor do que os valores aceitos anteriormente.

A diferença reforça a caracterização do planeta como um corpo significativamente achatado nos polos, em razão de sua rápida rotação.

Na prática, isso significa que o diâmetro equatorial é cerca de 8 quilômetros menor do que o estimado até então.

Já o diâmetro entre os polos foi reduzido em aproximadamente 24 quilômetros.

Esses números passam a integrar bases de dados usadas por pesquisadores e instituições científicas como referência padrão.

Os autores destacam que, embora as alterações sejam pequenas em escala absoluta, a precisão é um fator central em estudos planetários.

Modelos que descrevem a gravidade, a rotação e a distribuição de massa de Júpiter dependem diretamente desses parâmetros geométricos.

Por isso, atualizações se tornam necessárias quando novas medições mais detalhadas ficam disponíveis.

Técnica de ocultação de rádio melhora a precisão das medições

Para chegar às novas estimativas, os cientistas utilizaram o método de ocultação de rádio.

Nessa técnica, sinais emitidos pela sonda atravessam a atmosfera do planeta antes de serem captados por antenas na Terra.

Ao passar por camadas com diferentes densidades, esses sinais sofrem variações mensuráveis, que servem de base para cálculos sobre a forma e o tamanho do planeta.

A análise desses desvios permite estimar o contorno de Júpiter mesmo na ausência de uma superfície sólida visível.

Segundo os pesquisadores, o método é especialmente útil em planetas com atmosferas espessas e complexas, como é o caso de Júpiter.

Nessas condições, nuvens densas impedem observações diretas do interior do planeta.

Além disso, o estudo considerou a influência dos chamados ventos zonais, correntes atmosféricas intensas e persistentes.

Esses ventos podem alterar a distribuição de massa do planeta e influenciar sua forma observável.

Ao incorporar esses efeitos, os cálculos buscam representar de forma mais fiel a estrutura observada.

Impacto das novas medidas nos estudos planetários

Especialistas em ciência planetária apontam que ajustes modestos nos valores de raio podem afetar interpretações mais amplas sobre a composição e o funcionamento interno de Júpiter.

Modelos que combinam dados de gravidade, rotação e atmosfera precisam manter coerência entre si.

Nesse contexto, a precisão geométrica passa a ser um elemento relevante.

Essas revisões também têm implicações para o estudo de exoplanetas.

Em observações feitas fora do Sistema Solar, o tamanho de planetas gigantes é frequentemente estimado por métodos indiretos, como o trânsito em frente à estrela hospedeira.

Ter parâmetros mais precisos para um gigante gasoso próximo, como Júpiter, ajuda a calibrar comparações e reduzir incertezas em análises de mundos distantes.

Outro aspecto destacado pelos pesquisadores é o papel de missões de longa duração.

A Juno foi lançada em 2011 e passou a orbitar Júpiter em 2016.

Desde então, acumulou dados ao longo de vários anos.

Esse período prolongado permitiu observar o planeta sob diferentes ângulos e condições.

Com isso, houve ampliação da cobertura de latitudes e melhoria na qualidade estatística das medições.

Relação entre Júpiter e a formação do Sistema Solar

Júpiter ocupa uma posição central nas teorias sobre a formação do Sistema Solar.

O planeta é considerado um dos primeiros a se formar e exerce forte influência gravitacional sobre os demais corpos.

Segundo os autores do estudo, refinar parâmetros básicos como raio equatorial e polar contribui para modelos que investigam a distribuição de massa e os processos internos do planeta.

Esses modelos são usados para reconstruir condições presentes nas fases iniciais do Sistema Solar.

Naquele período, o disco de gás e poeira ainda estava em formação.

Uma caracterização mais precisa de Júpiter serve como ponto de comparação para testar hipóteses sobre o crescimento de planetas gigantes.

Também permite analisar sua interação com o ambiente ao redor.

À medida que novas medições continuam a ajustar valores considerados consolidados, pesquisadores avaliam até que ponto revisões desse tipo podem influenciar interpretações sobre a origem e a evolução dos planetas do Sistema Solar e de sistemas planetários observados em outras regiões da galáxia.

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Eloin Mosquitinho
Eloin Mosquitinho
11/02/2026 21:32

😮😮😮😮 e agora 🤔
Eu queria ser um mosquitinho para ir voando pra lá e poder analisar de perto essa descoberta!

Lobita Purpura
Lobita Purpura
11/02/2026 21:29

Terrível descobrir uma coisa que vc acha que era grande e depois de anos descobre que é menor 😑

Conversei com um rapaz por anos, relacionamento online,na chamada de vídeo ele era fascinante e grande, quando conheci de verdade, fiquei perplexa, além de ser sem conteúdo,o bastão era pequeno 🙄

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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