Especialistas explicam como o estilo de vida influencia o diabetes e alertam para riscos como neuropatia diabética e pé diabético.
O diabetes e sua relação direta com o estilo de vida serão tema central do programa “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista”, exibido neste sábado (7), às 19h30.
O cardiologista Dr. Roberto Kalil recebe especialistas para discutir causas, riscos, tratamentos e formas de prevenção da doença, que já atinge cerca de 16,6 milhões de adultos no Brasil — o equivalente a 10,6% da população adulta, segundo o Atlas do Diabetes 2025, da International Diabetes Federation.
O debate ocorre em estúdio, com análise clínica e científica acessível ao público.
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O objetivo é ampliar a conscientização sobre fatores evitáveis e estimular mudanças de hábitos.
Logo na abertura do programa, os convidados reforçam que, apesar da alta incidência, o diabetes pode ser prevenido ou controlado com ajustes consistentes no estilo de vida.
Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso aparecem como pilares fundamentais.
Especialistas detalham causas e avanço do diabetes
Participam da entrevista as endocrinologistas Sharon Nina Admoni e Priscilla Cukier, ambas integrantes do Grupo de Diabetes do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Sharon também coordena o Ambulatório de Pé Diabético da instituição.
Durante a conversa, os especialistas aprofundam as origens metabólicas da doença.
Eles explicam que o diabetes tipo 2 — o mais comum — está fortemente associado ao estilo de vida contemporâneo, marcado por sedentarismo, alimentação ultraprocessada e ganho de peso progressivo.
Além disso, destacam que o diagnóstico tardio ainda é um dos principais desafios.
Muitas pessoas convivem anos com glicemia elevada sem sintomas claros, o que acelera complicações silenciosas.
Circunferência abdominal surge como sinal de alerta
Um dos pontos enfatizados no debate é a circunferência abdominal como indicador de risco metabólico.
O acúmulo de gordura visceral — aquela concentrada na região do abdômen — está diretamente ligado à resistência à insulina.
Segundo os especialistas, quanto maior a circunferência abdominal, maior a probabilidade de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares.
Por isso, a medida é utilizada clinicamente como ferramenta simples de triagem.
Assim, mudanças no estilo de vida voltadas à redução dessa gordura central têm impacto direto na prevenção da doença.
Complicações graves preocupam médicos
Outro eixo do programa aborda as complicações crônicas do diabetes não controlado. Entre elas, a neuropatia diabética ganha destaque.
A condição ocorre quando níveis elevados de glicose danificam nervos periféricos, provocando dormência, dor, formigamento e perda de sensibilidade — principalmente em pés e pernas.
Com o tempo, isso aumenta o risco de ferimentos não percebidos.
Nesse contexto, surge uma das complicações mais severas: o pé diabético.
Pé diabético pode levar à morte em até cinco anos
Sharon Nina Admoni detalha que o pé diabético envolve infecções, úlceras e destruição de tecidos profundos associadas à neuropatia diabética e à má circulação.
Sem tratamento adequado, o quadro pode evoluir para amputações.
Em casos extremos, infecções sistêmicas elevam o risco de mortalidade.
Os especialistas alertam que pacientes com pé diabético avançado podem ter redução significativa da expectativa de vida, com risco de morte em até cinco anos quando não há controle clínico efetivo.
Tratamentos evoluíram, mas prevenção ainda é o melhor caminho
Durante o programa, também são apresentadas as opções terapêuticas atuais.
Medicamentos modernos, insulinas de longa duração e tecnologias de monitoramento contínuo da glicose ampliaram o controle da doença.
Entretanto, os médicos são unânimes: nenhuma terapia substitui hábitos saudáveis.
Alimentação balanceada, sono adequado, redução do estresse e atividade física regular seguem como base do tratamento.
Portanto, o estilo de vida continua sendo tanto fator de risco quanto ferramenta de proteção.
Conscientização é essencial para frear avanço do diabetes
Com milhões de brasileiros afetados, a discussão pública sobre diabetes torna-se estratégica.
Programas educativos e acesso à informação ajudam no diagnóstico precoce e na adesão ao tratamento.
Além disso, compreender sinais como aumento da circunferência abdominal ou sintomas de neuropatia diabética pode antecipar intervenções médicas.
Assim, especialistas defendem que prevenção, educação em saúde e acompanhamento contínuo são as formas mais eficazes de conter o avanço da doença no país.
Veja mais em: Dr. Kalil e especialistas explicam relação entre estilo de vida e diabetes | CNN Brasil
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