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Clientes Itaú, Caixa, Santander, Banco do Brasil e Bradesco em alerta: contas estão sendo encerradas por um motivo que poucos conhecem

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 13/11/2025 a las 15:42
Bancos brasileiros ampliam regras de segurança e podem encerrar contas suspeitas de fraudes, contas laranja ou ligadas a apostas não autorizadas.
Bancos brasileiros ampliam regras de segurança e podem encerrar contas suspeitas de fraudes, contas laranja ou ligadas a apostas não autorizadas.
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Mudanças recentes nos bancos brasileiros intensificam o monitoramento de contas e ampliam a adoção de medidas preventivas, afetando clientes de grandes instituições e reforçando práticas internas de segurança financeira no país.

Clientes de bancos como Itaú, Caixa Econômica Federal, Santander, Banco do Brasil e Bradesco passaram a lidar, desde o fim de outubro de 2025, com mudanças relevantes nos procedimentos internos de monitoramento de contas.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) colocou em vigor uma nova autorregulação que orienta o encerramento de contas classificadas pelas instituições como suspeitas de envolvimento em fraudes, lavagem de dinheiro ou operações não autorizadas vinculadas a apostas online.

Segundo a Febraban, a iniciativa busca padronizar práticas de prevenção e dar mais agilidade à identificação de contas usadas em esquemas ilícitos.

As regras também atendem a parâmetros estabelecidos pelo Banco Central, que tem reforçado diretrizes para reduzir riscos operacionais dentro do sistema bancário.

A ampliação dos mecanismos de controle ocorre em um contexto de crescimento dos crimes financeiros.

De acordo com dados divulgados pelo setor, houve aumento de registros envolvendo golpes digitais, movimentações atípicas via Pix e redes de apostas não autorizadas.

Esse cenário motivou os bancos a adotar critérios mais rigorosos de monitoramento.

Regras mais rígidas para contas suspeitas

A nova autorregulação determina que as instituições participantes adotem procedimentos capazes de identificar contas vinculadas a fraudes, entre elas as chamadas contas laranja e contas frias.

A Febraban define conta laranja como aquela aberta regularmente, mas utilizada para finalidades ilícitas com conhecimento do titular.

Já a conta fria é criada sem o consentimento da pessoa cujos dados foram utilizados, prática frequentemente associada a crimes de falsidade documental e vazamentos de informações pessoais.

Especialistas em segurança bancária explicam que essas contas são consideradas pontos de apoio para movimentar valores provenientes de atividades criminosas.

Movimentações incompatíveis com o perfil econômico, acúmulo de transações de origens variadas em curto período e vínculos com contas já identificadas como de risco estão entre os critérios frequentemente utilizados para acionar bloqueios ou encerramentos.

A autorregulação também prevê que o banco informe o cliente sobre o encerramento do relacionamento e registre internamente os motivos técnicos da decisão, permitindo auditoria posterior.

O procedimento deve observar as normas já vigentes do Banco Central.

Controle sobre contas ligadas a apostas não autorizadas

Outro ponto previsto na norma trata das contas associadas a empresas de apostas esportivas e jogos online que não possuem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão do Ministério da Fazenda responsável pela regulação do setor.

Os bancos devem encerrar contas de operadores que não constam na lista oficial de autorizados.

De acordo com profissionais que acompanham a regulação do mercado de apostas, alguns sites utilizam contas de intermediários para processar depósitos e saques, criando estruturas paralelas aos meios formais de pagamento.

A autorregulação orienta que contas que funcionam como suporte para esse tipo de operação também sejam interrompidas.

Intercâmbio de informações entre instituições financeiras

As instituições financeiras participantes do mecanismo podem compartilhar, dentro dos limites regulatórios, informações sobre contas encerradas por suspeita de fraude.

Segundo analistas do setor, essa prática reduz a possibilidade de que uma pessoa envolvida em irregularidades consiga abrir nova conta em outra instituição para continuar operando.

As informações relevantes podem ser encaminhadas ao Banco Central, que possui sistemas próprios de prevenção à lavagem de dinheiro e monitoramento de condutas irregulares.

A integração entre bancos e reguladores é citada por especialistas como uma das principais formas de reduzir vulnerabilidades no sistema financeiro.

Impactos para correntistas sem relação com irregularidades

Ainda que o foco das novas medidas seja o combate a fraudes, clientes comuns podem perceber maior rigor nos mecanismos de verificação.

Em algumas situações, movimentações consideradas fora do padrão podem gerar pedidos de comprovação de origem dos recursos ou bloqueios temporários para análise.

Profissionais de prevenção a riscos orientam que os correntistas evitem ceder acesso à conta a terceiros, já que esse tipo de comportamento pode ser interpretado como uso incompatível com o perfil do cliente.

O mesmo vale para o empréstimo de chaves Pix, cartões ou senhas.

Nos casos em que há bloqueio ou encerramento, os especialistas recomendam que o cliente procure imediatamente os canais de atendimento, registre protocolo e acione a ouvidoria, caso necessário.

A análise interna pode esclarecer eventuais inconsistências ou confirmar indícios que levaram o banco a adotar a medida.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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