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Com 1.000 cv e um peso de 12,7 kg – este motor elétrico bate recordes de eficiência e densidade de potência

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 01/12/2025 às 08:14
Atualizado em 01/12/2025 às 08:20
Motor ELÉTRICO axial da YASA atinge 1.000 cv com apenas 12,7 kg e inaugura novo padrão de eficiência para futuros modelos AMG
Motor ELÉTRICO axial da YASA atinge 1.000 cv com apenas 12,7 kg e inaugura novo padrão de eficiência para futuros modelos AMG
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Motor elétrico axial de 12,7 kg e 1.000 cv desenvolvido pela YASA redefine a densidade de potência, supera recordes anteriores e fortalece a base elétrica da Mercedes AMG para a próxima geração de veículos de alto desempenho

O desenvolvimento de motores de fluxo axial ganhou força porque representa uma mudança na forma de gerar potência com eficiência. Essa tecnologia se tornou central para a YASA, subsidiária da Mercedes-Benz, que busca superar limitações dos motores radiais usados em grande parte dos veículos elétricos atuais.

A configuração axial altera a orientação do campo magnético, que passa a operar paralelo ao eixo de rotação. Essa mudança abre espaço para estruturas compactas, reduz massa e melhora a eficiência energética. Além disso, permite aproveitar melhor o enrolamento, ampliando torque e reduzindo calor.

O uso dessa arquitetura também diminui a necessidade de metais caros, já que a transferência de energia ocorre diretamente da bobina para a carcaça externa. Essa característica influencia custos e favorece a adoção de projetos mais leves e eficientes no setor automotivo.

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O protótipo de 12,7 kg e 1.000 cv

O novo motor de fluxo axial desenvolvido pela YASA alcançou uma densidade de potência de 80 hp/kg. Em parâmetros técnicos, esse resultado corresponde a 59 kW/kg, índice que reforça a ruptura com padrões anteriores do mercado.

A unidade pesa 12,7 kg e pode atingir 750 kW de potência máxima, superando 1.000 hp. Esse desempenho ultrapassou o recorde anterior da própria empresa e triplicou a densidade apresentada pelos melhores motores radiais disponíveis.

O avanço representa crescimento de 40% em relação ao registro anterior da YASA. O salto técnico demonstra que os estudos evoluíram em ritmo acelerado, indo além das projeções previstas pelos engenheiros que acompanham a evolução dos projetos.

Esse resultado redefine parâmetros de motores elétricos de alto desempenho e fortalece a posição da empresa como desenvolvedora de soluções compactas, eficientes e adequadas a aplicações exigentes.

A vantagem estrutural do fluxo axial

Os motores de fluxo radial utilizam campo magnético perpendicular ao eixo. A YASA adotou o fluxo axial, cujo formato recebeu o apelido de motor panqueca por causa de sua geometria plana e mais compacta em comparação aos modelos convencionais.

Essas unidades são mais leves, ocupam menos espaço e podem gerar até quatro vezes mais torque que motores radiais do mesmo segmento. Também alcançam o dobro da densidade de potência, favorecendo aplicações em veículos com exigência de alto desempenho.

A compactação obtida ajuda projetistas a desenvolver arquiteturas mais flexíveis, com ganhos de espaço interno ou redução da massa total do conjunto. Isso influencia autonomia e dinâmica, aspectos valorizados no setor elétrico.

A importância da armadura segmentada

A YASA utiliza uma armadura segmentada e sem garfo como base de sua nova arquitetura. O conceito elimina a carcaça de ferro existente no estator de motores tradicionais, diminuindo a massa de ferro em até 80%.

Essa redução limita perdas magnéticas e diminui o peso total. A medida libera desempenho e permite que o motor alcance indicadores inéditos em um conjunto de dimensões extremamente reduzidas, reforçando a densidade elevada registrada nos testes.

O design facilita processos de produção em larga escala, já que utiliza menos cobre, ferro e ímanes permanentes que motores radiais. Essa simplificação reduz custos e contribui para possibilitar a fabricação de unidades mais acessíveis no futuro.

Estabilidade térmica e potência contínua

A potência de pico precisa ser acompanhada de capacidade de operação contínua. A YASA integrou um sistema de resfriamento direto a óleo, recurso pensado para preservar desempenho durante uso prolongado e reduzir riscos de superaquecimento.

Motores radiais podem perder até metade da potência quando mantidos em funcionamento contínuo. O modelo de fluxo axial desenvolvido pela empresa mantém desempenho estimado entre 350 kW e 400 kW sem sofrer queda brusca, segundo projeções internas.

Essa estabilidade torna o protótipo adequado a situações de grande exigência, como uso em pista. A manutenção dessa potência contínua reforça a viabilidade de aplicação em segmentos que demandam entrega constante e controle térmico eficiente.

Comparações de desempenho

As métricas apresentadas mostram diferenças marcantes entre motores radiais líderes, o motor YASA anterior e o novo protótipo. Enquanto unidades radiais de referência atingem aproximadamente 20 kW/kg, o motor anterior da YASA alcançou 42 kW/kg.

O novo recorde chegou a 59 kW/kg, consolidando o avanço. A densidade de potência em hp/kg também ultrapassou o marco anterior, atingindo cerca de 80 hp/kg. O peso caiu de 13,1 kg para 12,7 kg, enquanto a potência de pico avançou de 550 kW para 750 kW.

Esses dados evidenciam um salto sucessivo nas etapas de desenvolvimento. Cada atualização aumentou desempenho, reduziu massa e ampliou a vantagem competitiva da arquitetura de fluxo axial sobre alternativas radiais.

A estratégia Mercedes-AMG

A compra da YASA em 2021 teve objetivo de assegurar espaço estratégico no setor elétrico. A Mercedes-Benz pretende incorporar a tecnologia nas novas plataformas da linha AMG, voltadas a veículos de alto desempenho.

A compactação dessas unidades influencia diretamente o design automotivo. A descrição de que o motor é pequeno o bastante para caber em uma mala reforça essa versatilidade e permite imaginar aplicações mais variadas em projetos futuros.

Modelos como o Concept AMG GT XX devem tirar proveito da instalação de múltiplos motores de fluxo axial. Isso ampliaria densidade de torque e potência, criando um perfil de condução adequado às pretensões esportivas da divisão AMG.

Caminho para a produção em massa

O principal obstáculo atual está na adaptação dos processos industriais. As linhas de produção foram historicamente estruturadas para motores radiais, o que exige reorganização e novas metodologias para fabricar motores axiais em escala.

O investimento da Mercedes-Benz indica confiança na superação desses limites. A combinação entre desenvolvimento técnico acelerado e suporte industrial pode viabilizar a introdução dessa tecnologia em séries maiores.

O avanço contínuo sugere que a produção em massa está mais próxima. A consolidação desse passo deve redefinir padrões automotivos e sinalizar um período em que motores de alta densidade ganharão espaço em produtos comerciais.

Com informações de yasa.com

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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