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Com 105 mil metros quadrados, pista de boliche, garagem para 30 carros e salas de luxo que nunca foram habitadas, a mansão The One revela o projeto de mais de US$ 500 milhões que acabou vendido em leilão e se tornou o maior fracasso imobiliário de Los Angeles

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado el 01/12/2025 a las 22:45
Com 105 mil metros quadrados, pista de boliche, garagem para 30 carros e salas de luxo que nunca foram habitadas, a mansão The One revela o projeto de mais de US$ 500 milhões que acabou vendido em leilão e se tornou o maior fracasso imobiliário de Los Angeles
Foto: Reprodução/Youtube
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A mansão The One, projetada para valer mais de US$ 500 milhões, virou o maior fracasso imobiliário de Los Angeles após ser vendida em leilão por apenas US$ 126 milhões.

A história de The One começa com uma ambição quase impossível: construir, em pleno Bel-Air, a maior e mais extravagante residência privada já projetada nos Estados Unidos. Uma casa tão grande, tão exagerada e tão luxuosa que deveria romper todos os padrões de mercado e inaugurar um novo capítulo no mundo das mega-mansões. O projeto mirava um único marco: ser a primeira residência de meio bilhão de dólares da história.

Nile Niami, produtor de cinema transformado em empreendedor, apostou tudo na ideia. Queria criar não uma casa, mas um símbolo: um monumento ao luxo extremo, algo que misturasse design, exagero, tecnologia e uma escala digna de resort. Nos primeiros esboços, a casa parecia possível. Nas primeiras obras, parecia grandiosa. Mas com o tempo, o que era sonho começou a se transformar em peso.

105 mil metros quadrados de exagero, luxo e complexidade estrutural

The One impressiona por números. São 105 mil pés quadrados de área construída, cerca de 9.700 m², distribuidos entre:

  • 21 quartos, alguns deles maiores que apartamentos inteiros
  • 42 banheiros
  • Cinemas subterrâneos, salas de festa e salão de jogos
  • Pista de boliche completa
  • Spa profissional
  • Boate interna
  • Piscinas múltiplas espalhadas pelo terreno
  • Garagem para mais de 30 carros, incluindo plataforma giratória
  • Vista panorâmica de 360° sobre Los Angeles e o Oceano Pacífico
  • Jardins suspensos, chef’s kitchen, lounges, sala de vidros especiais
  • Espaços projetados como se fossem alas de um hotel 6 estrelas

O arquiteto Paul McClean, conhecido por projetos para celebridades, conseguiu criar um design que equilibrava água, vidro, concreto e vistas abertas, transformando a mansão em um colosso arquitetônico quase mitológico.

Video de YouTube

Mas toda grandeza tem um preço, e no caso de The One, ele se tornaria mais alto do que qualquer investidor poderia suportar.

O buraco financeiro que transformou o luxo extremo em colapso

Enquanto a mansão crescia, as dívidas cresciam ainda mais rápido. O projeto estourou prazos, orçamentos, contratos e licenças. A construção se arrastou por mais de uma década e acumulou:

  • Dívidas superiores a US$ 165 milhões
  • Empréstimos que não foram pagos
  • Custos de manutenção diários absurdos sem receita
  • Pressão de credores e do próprio condado

Para completar, a casa ainda não havia recebido o certificado de ocupação ou seja, mesmo pronta, não podia ser legalmente habitada sem cumprir exigências estruturais e de segurança. O que deveria ser “a casa mais cara do mundo” virou um passivo quase impossível de manter.

Video de YouTube

A queda: do preço sonhado de US$ 500 milhões ao leilão público

Com os problemas financeiros agravados, The One foi parar nas mãos da Justiça. A solução encontrada foi radical: colocar a mansão em leilão aberto, com lance inicial muito inferior ao sonhado.

O mercado assistiu ao desfecho quase inacreditável:

  • A casa anunciada por US$ 500 milhões
  • Foi vendida por US$ 126 milhões (cerca de US$ 141 milhões com taxas)
  • Para Richard Saghian, dono da Fashion Nova

O valor ainda é gigantesco, mas representa menos de 30% do preço-alvo inicial.
Para o mercado imobiliário de luxo, acostumado a valorização absurda, a queda foi considerada uma derrota histórica.

Por que The One virou o maior fracasso imobiliário de Los Angeles

A resposta está na soma de fatores:

Não havia público real disposto a pagar US$ 500 milhões

O mercado de ultraluxo tem compradores raros — e nenhum deles demonstrou interesse real pelo imóvel ao preço original.

O tamanho virou um problema

Uma casa com quase 10 mil m² exige manutenção anual de milhões de dólares — algo que espanta até bilionários.

Problemas legais e estruturais afastaram compradores

Sem certificado de ocupação, a mansão exigia reparos e ajustes caros.

Dívidas e pressão de credores colapsaram o projeto

Niami perdeu completamente o controle financeiro.

A mansão virou símbolo do “luxo que deu errado”

Veículos internacionais como The Guardian, Forbes e Los Angeles Times classificaram o caso como o maior fracasso imobiliário da história moderna de LA.

The One não fracassou por falta de luxo. Fracassou porque o luxo não foi suficiente para justificar o custo, o tamanho e a complexidade absurda do projeto.

Mesmo assim, The One segue sendo uma das casas mais impressionantes do mundo

O que torna a história ainda mais forte é o contraste:

  • Um dos maiores imóveis particulares do planeta
  • Uma das estruturas residenciais mais complexas já construídas
  • Uma das vistas mais caras de Los Angeles
  • Mas também um dos piores investimentos imobiliários da história recente

The One virou um monumento à ambição e ao limite entre sonho e ruína.

Hoje, nas mãos de um novo proprietário, há planos de revitalização, modernização e uso do imóvel, mas The One continua sendo, antes de tudo, um caso emblemático sobre como luxo e excesso podem colidir com finanças, prazos e realidade.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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