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Com 227 metros de comprimento e deslocamento de 28,7 mil toneladas, o INS Viraat, da Índia, ficou conhecido como um dos porta-aviões mais antigos e emblemáticos já operados pelo país asiático

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 14/03/2026 às 13:01
INS Viraat nasceu na Marinha Indiana? Não: virou porta-aviões da Índia, marcou a aviação naval e atravessou décadas de serviço.
INS Viraat nasceu na Marinha Indiana? Não: virou porta-aviões da Índia, marcou a aviação naval e atravessou décadas de serviço.
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O INS Viraat marcou gerações da aviação naval indiana ao operar por décadas como navio-almirante da frota, carregando caças Sea Harrier e helicópteros militares enquanto ajudava o país a consolidar experiência estratégica em operações de porta-aviões

O INS Viraat entrou para a história como um dos porta-aviões mais emblemáticos já operados pela Índia. Com 227 metros de comprimento e deslocamento total de cerca de 28,7 mil toneladas, o navio desempenhou papel central na construção da aviação naval indiana ao longo de quase três décadas de serviço ativo.

Antes de integrar a marinha indiana, o INS Viraat teve uma trajetória ainda mais longa. O navio foi originalmente construído para a Marinha Real Britânica e operou por décadas sob outro nome antes de ser adquirido pela Índia, tornando-se uma das embarcações mais duradouras de sua categoria no mundo.

A origem britânica do INS Viraat

INS Viraat nasceu na Marinha Indiana? Não: virou porta-aviões da Índia, marcou a aviação naval e atravessou décadas de serviço.

A história do INS Viraat começa no Reino Unido.

O navio foi originalmente comissionado em 1959 como HMS Hermes, pertencente à classe Centaur da Marinha Real Britânica.

Durante décadas, ele operou como um dos principais porta-aviões britânicos.

A embarcação participou de diferentes operações militares e ganhou notoriedade internacional durante conflitos envolvendo forças britânicas.

Após anos de serviço, o navio acabou sendo desativado pela Marinha britânica em 1984.

No entanto, sua história estava longe de terminar.

Poucos anos depois, a Índia decidiu adquirir o navio para reforçar suas capacidades navais.

A entrada do INS Viraat na Marinha Indiana

INS Viraat nasceu na Marinha Indiana? Não: virou porta-aviões da Índia, marcou a aviação naval e atravessou décadas de serviço.

Em 1987, o antigo HMS Hermes foi oficialmente incorporado à Marinha Indiana e recebeu o nome INS Viraat.

A compra fazia parte de uma estratégia mais ampla de Nova Delhi para fortalecer sua presença naval e desenvolver experiência em operações com porta-aviões.

A Índia já possuía experiência com o INS Vikrant, outro porta-aviões que havia operado na frota indiana desde os anos 1960.

Mesmo assim, o INS Viraat passou a assumir papel central nas operações navais do país.

Durante anos ele funcionou como navio-almirante da Marinha Indiana, comandando grupos de batalha e exercícios militares no Oceano Índico.

Estrutura e capacidades do INS Viraat

Vídeo do YouTube

O INS Viraat possuía características que o tornaram um porta-aviões versátil para a estratégia naval indiana.

Com 227 metros de comprimento, o navio era capaz de transportar diversas aeronaves de combate e helicópteros militares.

Entre as principais aeronaves operadas estavam os caças Sea Harrier, conhecidos por sua capacidade de decolagem curta e pouso vertical.

Essas aeronaves permitiam que o porta-aviões operasse com maior flexibilidade em missões navais.

O navio também podia transportar cerca de duas dezenas de aeronaves, incluindo helicópteros utilizados em missões de patrulha marítima, guerra antissubmarino e apoio logístico.

Além disso, o INS Viraat possuía sistemas de defesa antiaérea e equipamentos eletrônicos que permitiam operar em cenários de conflito naval.

Modernizações e décadas de operação

Ao longo dos anos, o INS Viraat passou por diversas modernizações para prolongar sua vida útil.

Essas atualizações permitiram adaptar o navio às mudanças tecnológicas da aviação naval.

A Índia investiu em melhorias no convés de voo, nos sistemas de radar e nos equipamentos de combate.

Essas modificações permitiram que o porta-aviões continuasse operando mesmo décadas após sua construção original.

Graças a essas atualizações, o INS Viraat permaneceu ativo por quase 30 anos na Marinha Indiana.

Durante esse período, o navio participou de exercícios militares, operações de vigilância marítima e missões estratégicas na região do Oceano Índico.

O papel do INS Viraat na estratégia naval da Índia

O INS Viraat foi fundamental para consolidar a experiência da Índia em operações com porta-aviões.

Operar uma embarcação desse tipo exige treinamento complexo de pilotos, equipes de convés e comandantes navais.

Cada pouso e decolagem de aeronave envolve procedimentos altamente coordenados.

Durante décadas, o navio funcionou como uma plataforma de aprendizado para a aviação naval indiana.

Essa experiência ajudou a Índia a avançar no desenvolvimento de novas embarcações.

Posteriormente, o país incorporou outros porta-aviões, como o INS Vikramaditya, que assumiu o papel de principal navio da frota a partir de 2013.

O fim da carreira do INS Viraat

Depois de uma longa trajetória no mar, o INS Viraat foi oficialmente retirado de serviço em 2016.

No total, o navio acumulou mais de cinco décadas de operação somando seu período nas marinhas britânica e indiana.

Durante esse tempo, ele percorreu milhares de milhas náuticas e participou de inúmeros exercícios militares.

Seu longo histórico operacional fez com que o navio fosse considerado um dos porta-aviões mais antigos ainda em serviço no mundo antes da aposentadoria.

O INS Viraat acabou se tornando um símbolo da evolução da marinha indiana e da história da aviação naval no país.

A trajetória do INS Viraat mostra como um único navio pode atravessar diferentes períodos da história naval mundial.

Construído no Reino Unido, incorporado pela Índia e operado por décadas, o porta-aviões desempenhou papel central na consolidação da aviação naval indiana.

Mais do que uma embarcação militar, o INS Viraat representou uma etapa fundamental no desenvolvimento da estratégia marítima da Índia.

E você, acredita que porta-aviões tradicionais como o INS Viraat ainda terão papel relevante nas marinhas do futuro ou novas tecnologias devem substituir esses gigantes do mar?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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