Menina prodígio de 6 anos, moradora de Brasília, está entre 35 semifinalistas do Prêmio Sócios Mirins do ITA, superando adolescentes. A jovem prodígio é a mais nova da disputa nacional e pode representar o Distrito Federal no polo aeroespacial brasileiro, caso conquiste a vaga final.
Aos 6 anos, a prodígio Luna Abiorana Guedes já enfrenta concorrentes até 14 anos em uma das seleções estudantis mais disputadas do país. A jovem prodígio de Brasília foi escolhida entre 700 participantes e garantiu vaga entre os 35. Destacou-se em 2023 ao ser a participante mais jovem a concorrer e se tornar finalista do Prêmio Sócios Mirins, ligado ao ITA.
A classificação coloca a prodígio como a criança mais nova da competição. Caso seja selecionada entre os 10 vencedores, ela poderá representar o Distrito Federal e visitar o polo aeroespacial brasileiro em São José dos Campos.
A família prodígio e o histórico de conquistas

O talento não surgiu isolado. A prodígio tem um exemplo dentro de casa. O irmão mais velho, Theo Abiorana Guedes, também já foi reconhecido na mesma competição no ano anterior, sendo um dos 10 selecionados.
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Theo também ganhou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, reforçando o ambiente familiar voltado ao conhecimento científico.
A trajetória dos dois irmãos mostra como o estímulo desde cedo faz diferença no desenvolvimento de altas habilidades.
Habilidades que apareceram muito cedo
Segundo a mãe, Fernanda Abiorana, a prodígio já demonstrava facilidade com números ainda na primeira infância. Aos 3 anos, realizava contas de adição e subtração.
Aos 5, já calculava potências, como números elevados ao quadrado e ao cubo.
Além do raciocínio lógico, a prodígio também avançou na linguagem.
Aos 4 anos, já sabia ler e escrever. Hoje desenvolve um pequeno livro sobre energia renovável, mostrando interesse por temas científicos e ambientais.
Asteroides identificados e reconhecimento internacional
O interesse pelo espaço levou a prodígio a participar da 24ª edição de um programa de caça a asteroides, realizado em parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a NASA.
Durante a atividade, ela identificou dois possíveis asteroides que seguem em análise preliminar.
A confirmação oficial desses corpos celestes pode levar anos, mas o feito já coloca a prodígio entre jovens participantes de projetos científicos de alcance internacional.
A experiência reforça a afinidade da menina com astronomia e observação espacial.
Xadrez, competições e novas medalhas

A prodígio também se destaca no xadrez. Ela começou a aprender o jogo em 2022 e, no ano seguinte, conquistou o segundo lugar em um torneio interescolar.
A família conta que ela gosta de competir e subir ao pódio.
Na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, a prodígio alcançou 83 pontos em 100 possíveis. Mesmo sem medalha nessa edição, o desempenho contribuiu para fortalecer seu currículo na seleção do prêmio ligado ao ITA.
Como funciona o Prêmio Sócios Mirins do ITA
O projeto é organizado pela Associação dos Engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica e seleciona 10 crianças que se destacam em áreas ligadas à ciência, engenharia e inventividade.
Os vencedores têm a oportunidade de conhecer o polo aeroespacial brasileiro, visitando instituições como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, a Embraer e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Para a prodígio, a experiência pode representar um passo importante na construção de um futuro científico.
Ela não venceu a edição final, mas foi reconhecida por altas habilidades em matemática e ciências, sendo semifinalista entre centenas de crianças mais velhas.
Identificação precoce e apoio às altas habilidades
Os pais destacam a importância de identificar cedo as altas habilidades.
Segundo eles, quando a criança não é reconhecida, pode se sentir desmotivada ou entediada na escola.
O acompanhamento especializado ajudou a orientar o desenvolvimento dos dois filhos.
Na rede pública do Distrito Federal, centenas de estudantes com altas habilidades recebem atendimento suplementar em salas de recursos específicas, com atividades voltadas tanto para talentos acadêmicos quanto artísticos.
Esse suporte busca garantir que o potencial de cada prodígio seja estimulado de forma adequada.
Você acha que crianças prodígio deveriam ter programas educacionais especiais desde a primeira infância?
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