Planta de 80 mil m² em Minas Gerais inaugura novo modelo industrial para reciclagem automotiva no país, com capacidade para triturar até 300 mil veículos por ano e fornecer centenas de toneladas de sucata por hora à indústria do aço.
O Grupo SADA inaugurou em 25 de fevereiro de 2026, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Igarapé Reciclagens (IGAR), uma planta industrial de 80 mil m² projetada para reciclar veículos em fim de vida útil e com capacidade anunciada de até 300 mil automóveis por ano.
Com investimento informado de R$ 200 milhões, a empresa afirma que a unidade opera como a primeira planta integrada do país para esse tipo de reciclagem, reunindo em um mesmo complexo a desmontagem, a descontaminação, o desmonte e a trituração dos veículos.
Segundo dados divulgados pelo grupo e por publicações do setor, a linha industrial pode gerar entre 100 e 120 toneladas de sucata por hora, volume que será direcionado principalmente à indústria siderúrgica, com foco na reinserção do metal como matéria-prima no ciclo produtivo.
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Reciclagem de veículos em fim de vida útil ganha escala industrial

Na prática, a operação começa pela recepção de automóveis que chegaram ao fim da vida útil, seja por desgaste ao longo do tempo, seja por perda total, e avança para etapas em que componentes e fluidos são removidos antes do processamento mecânico.
Depois dessa fase inicial, a estrutura industrial realiza o desmonte e a separação de materiais, com triagem de itens como aço, vidro, borracha e resíduos automotivos, para que cada parte siga um destino compatível com as exigências ambientais e com a demanda do mercado.
Ao concentrar todas as etapas em uma única instalação, a IGAR passa a operar como um polo de logística reversa na cadeia automotiva, com capacidade diária divulgada em patamar de centenas a cerca de mil veículos, conforme diferentes comunicações públicas sobre o projeto.
Parceria com a ArcelorMittal garante destino à sucata
Uma parte relevante do material já tem destino definido: a ArcelorMittal firmou um contrato para receber sucata processada pela IGAR, com envio às unidades industriais da siderúrgica e integração de etapas de armazenamento, movimentação e gestão logística do material.

O acordo também prevê um entreposto em Igarapé dedicado ao fluxo da sucata, e a própria IGAR ficará responsável pela operação e pela logística, segundo informações divulgadas pela empresa sobre a estratégia de circularidade.
Embora o projeto mencione um contrato milionário, o valor do acordo não aparece detalhado nas divulgações públicas consultadas, e as empresas destacaram principalmente o desenho operacional, o fornecimento contínuo e a gestão integrada do fluxo do material.
Grupo SADA amplia atuação na cadeia automotiva
A inauguração ocorre no ano em que o Grupo SADA completa 50 anos, movimento que amplia o portfólio da companhia em um segmento no qual ela já atua com inspeção pré-entrega, personalização, armazenamento, movimentação, gestão de estoque e distribuição de veículos.
Ao entrar na etapa final do ciclo de vida do automóvel, a empresa passa a atuar também no tratamento do veículo fora de uso, conectando o descarte e a reciclagem ao fornecimento de insumos para siderúrgicas, com foco no reaproveitamento de materiais.
Publicações especializadas relataram ainda a expectativa operacional inicial de reciclar cerca de 50 mil veículos no primeiro ano, patamar inferior à capacidade máxima projetada, enquanto o mercado se adapta às rotas de destinação e ao modelo industrial integrado.
Inauguração reúne representantes do transporte automotivo
A cerimônia de inauguração reuniu representantes do setor de transporte automotivo, incluindo dirigentes do Sindicato Nacional dos Cegonheiros, entidade ligada ao transporte de veículos e a operações logísticas que podem influenciar o abastecimento da planta.
Na avaliação de fontes do setor, a disponibilidade de automóveis em fim de vida útil, a organização da coleta e a estrutura de movimentação são fatores centrais para manter o ritmo industrial prometido, sobretudo em projetos que dependem de escala para atingir eficiência.
Com a instalação em Igarapé, a IGAR passa a integrar, em Minas Gerais, um fluxo que vai do recebimento do veículo ao fornecimento de sucata para a indústria do aço, em uma operação que o grupo descreve como um passo para ampliar a logística reversa no país.
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