Trilha curta em Praia Grande revela piscinas naturais escondidas e paisagens formadas por paredões gigantes, atraindo visitantes que buscam contato direto com a natureza.
Em Praia Grande, no extremo Sul de Santa Catarina, uma trilha de cerca de 2 quilômetros leva visitantes ao interior do Cânion Malacara e termina em poços de água cristalina cercados por paredões de até aproximadamente 500 metros de altura.
O caminho, aberto no leito do rio e em meio à mata, fica em área do Parque Nacional da Serra Geral e pode ser percorrido em poucas horas, sempre na companhia de um guia credenciado.
Piscinas naturais e paisagens dos cânions
Ao longo do trajeto, o visitante caminha literalmente dentro do cânion, acompanhando o curso do rio Malacara.
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O vale é mais aberto do que em outros cânions da região, o que permite observar com clareza as paredes rochosas recortadas pela vegetação.
Em vários trechos, o curso d’água se alarga e forma piscinas naturais de fundo pedregoso, onde a água é transparente e convida ao banho em dias quentes.

Esses poços compõem um dos cenários mais procurados por quem visita Praia Grande, conhecida como “cidade dos cânions”.
Mesmo assim, o Malacara costuma ser menos movimentado do que cânions mais famosos, como Itaimbezinho e Fortaleza, o que garante um ambiente ainda relativamente tranquilo para quem busca contato mais direto com a natureza.
Durante o verão, os poços funcionam como uma espécie de recompensa ao fim da caminhada: muitos turistas encerram a trilha com um mergulho prolongado nas águas frias que descem da serra.
No inverno, a maioria evita entrar no rio, mas a vista das paredes íngremes e da mata fechada continua atraindo grupos durante todo o ano.
Caminho rústico e travessias pelo rio
A rota até as piscinas naturais é simples, porém rústica, com pouca interferência humana na paisagem.
Não há passarelas, corrimãos ou pontes estruturadas: o caminho utiliza pedras, trechos de areia e partes do próprio leito do rio como referência.
Em vários pontos, é preciso atravessar o curso d’água, em geral com água na altura dos tornozelos ou dos joelhos, dependendo do nível do rio.
De acordo com operadoras locais e com o Geoparque Mundial da UNESCO Caminhos dos Cânions do Sul, a trilha que leva às principais piscinas naturais tem cerca de 2 km de extensão, classificada como percurso “úmido”, já que boa parte do trajeto é feita sobre pedras e trechos molhados.
O tempo médio para completar o passeio, incluindo paradas para descanso e banho, varia de 2h30 a 4 horas, a depender do ritmo do grupo e das condições do rio.
Embora o percurso seja curto e sem grandes subidas, agências de turismo e pousadas da região consideram a caminhada de dificuldade entre moderada e média para alta, principalmente pela necessidade de andar sobre pedras soltas, atravessar o rio diversas vezes e manter equilíbrio em terreno irregular.
Pessoas com boa mobilidade e algum condicionamento costumam completar a trilha sem dificuldades, mas o passeio não é recomendado para quem tem problemas de locomoção ou está totalmente sedentário.

Ao longo do caminho, são comuns pequenas pausas em pontos estratégicos para descanso, contemplação e fotos.
Esses trechos funcionam como mirantes naturais: dali é possível observar a mudança da vegetação, o desenho sinuoso do cânion e as diferentes tonalidades de verde da mata que recobre as encostas.
Fauna, flora e paredões elevados
A trilha do Cânion Malacara atravessa áreas de Mata Atlântica e de transição para a chamada mata nebular, típica das regiões mais altas e úmidas da Serra Geral.
Caminhando pelo vale, o visitante tem chance de ver bromélias, samambaias, grandes figueiras e outras espécies nativas que se desenvolvem nas encostas e às margens do rio.
A fauna também costuma chamar a atenção.
Guias locais relatam a observação frequente de aves como tucanos, sabiás e pica-paus, além de pequenos mamíferos e insetos típicos da floresta úmida.
O som constante da água corrente se mistura ao canto dos pássaros, reforçando a sensação de isolamento em relação à área urbana mais próxima.
Em termos geológicos, o Malacara integra o conjunto de cânions que marcam a divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Levantamentos turísticos e geológicos indicam que o cânion possui cerca de 3,5 km de extensão e paredes que podem chegar a até 700 metros de altura em alguns pontos, embora o visitante da trilha principal enxergue, na prática, paredões variando a partir de algumas centenas de metros.
Acesso à trilha do Cânion Malacara
O acesso à trilha é feito por Praia Grande, cidade catarinense que serve de porta de entrada para diversos cânions da região.
O município está a aproximadamente 286 km de Florianópolis e a pouco mais de 100 km de Criciúma, por rodovias estaduais e federais, em percurso geralmente feito de carro ou em excursões organizadas.
A entrada oficial da trilha do Malacara fica na localidade de Vila Rosa, em frente ao Hotel ou Pousada Pedra Afiada, zona rural de Praia Grande, a poucos quilômetros do centro.

A partir dali, os grupos seguem por estrada de chão até o início efetivo da caminhada pelo interior do cânion.
Por ser uma área de parque nacional e envolver travessia de rio em ambiente sujeito a elevação repentina do nível da água, o acesso é controlado.
Operadoras locais e o próprio parque exigem que a trilha seja feita obrigatoriamente com acompanhamento de guia ou condutor autorizado, responsável por avaliar as condições do tempo, orientar o grupo e zelar pela segurança.
Nos períodos de chuva intensa ou previsão de temporais, guias costumam cancelar a saída por causa do risco de cabeça d’água, quando o volume do rio aumenta rapidamente.
Também é comum a recomendação de uso de calçado fechado com boa aderência, roupa leve, proteção solar e repelente, além de mochila pequena para levar água e lanche.
Turismo de natureza em Praia Grande
A trilha do Malacara integra o conjunto de atrativos que vêm consolidando Praia Grande como destino de turismo de natureza, com foco em caminhadas, cavalgadas, passeios de 4×4 e atividades de observação de paisagens em mirantes elevados.
Ao lado de outros cânions, como Churriado, Índios Coroados e Fortaleza, o Malacara oferece uma experiência diferente por permitir o acesso ao interior do vale, em contato permanente com o rio.
Mesmo com a crescente divulgação da região em roteiros nacionais, a trilha ainda costuma receber grupos menores se comparada a outros destinos de serra mais famosos no país.
Para muitos visitantes, isso é justamente o diferencial: a chance de caminhar entre paredões altos, ouvir apenas o barulho da água e terminar o percurso em piscinas naturais de água transparente, sem grandes aglomerações.
Sabendo que uma trilha relativamente curta pode levar você a poços de água cristalina cercados por cânions gigantes e ainda pouco movimentados, qual experiência você viveria primeiro ao explorar o Malacara?
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