As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram US$ 19,8 bilhões em 2025, alta de 15,5% sobre 2024, com 43,5% da pauta estadual, queda de 5% no volume embarcado e liderança do café, que respondeu por mais da metade da receita total
O agronegócio de Minas Gerais encerrou 2025 com exportações recordes de US$ 19,8 bilhões, alta de 15,5% sobre 2024, participação de 43,5% na pauta estadual e volume de 16,2 milhões de toneladas, confirmando o setor como principal motor das vendas externas mineiras.
Desempenho recorde consolida liderança do agronegócio
O resultado registrado em 2025 confirmou o bom desempenho observado ao longo do ano e representou o maior valor já alcançado pelas exportações agropecuárias mineiras desde o início da série histórica, em 1997. O setor manteve-se como o principal exportador do estado.
Apesar do avanço expressivo da receita, o volume embarcado apresentou queda aproximada de 5% no acumulado de janeiro a dezembro, totalizando 16,2 milhões de toneladas. Ainda assim, o crescimento em valor garantiu o melhor fechamento anual do segmento.
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Avaliação oficial destaca resiliência e crescimento relativo
Segundo o secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, o agronegócio mineiro demonstrou força e resiliência em 2025, reafirmando sua importância como gerador de emprego, renda e alimentos para o Brasil e o mundo.
De acordo com o secretário, Minas Gerais foi o estado que mais cresceu nas vendas externas do segmento entre os principais exportadores do país, mesmo diante de um cenário internacional marcado por adversidades econômicas e barreiras tarifárias, ficando em terceiro lugar no ranking nacional.
Diversidade de produtos e ampliação de mercados
A pauta exportada pelo agronegócio mineiro reuniu 650 produtos enviados a 178 países ao longo de 2025. Os principais destinos foram China, com US$ 4,6 bilhões, Estados Unidos, com US$ 1,9 bilhão, Alemanha, com US$ 1,8 bilhão, além de Itália e Japão, ambos com US$ 1 bilhão.
João Albanez ressaltou a ampliação de mercados e a diversificação da pauta, que incluiu, além das cadeias tradicionais como café, soja, carnes, produtos florestais e setor sucroalcooleiro, o crescimento de itens como mel, queijos e doce de leite, fortalecendo a presença mineira no exterior.
Café lidera e responde por mais da metade da receita
O café manteve-se como o principal produto do agronegócio mineiro em 2025. A combinação entre redução de estoques globais e prêmios crescentes para cafés especiais influenciou positivamente as cotações internacionais e o cenário de comercialização.
No ano, o café alcançou US$ 11,4 bilhões em exportações, respondendo por 57,2% do valor total do agro mineiro. O volume embarcado foi de 27,4 milhões de sacas, consolidando o produto como carro-chefe do setor, mesmo com oscilações no mercado global.
Carnes, soja e sucroalcooleiro apresentam resultados distintos
O segmento de carnes bovina, suína e de frango registrou o maior valor exportado de toda a série histórica, com US$ 1,85 bilhão, e volume de 513 mil toneladas, configurando o melhor desemepenho já observado para o setor.
O complexo soja somou US$ 2 bilhões em receita e 4,7 milhões de toneladas, com quedas de 9,8% no valor e de 1,2% no volume. Já o complexo sucroalcooleiro apresentou retração de 20%, fechando o ano com US$ 2 bilhões e 4 milhões de toneladas embarcadas.
Queijos e doce de leite reforçam posição internacional
Queijos e doce de leite garantiram a liderança de Minas Gerais nas exportações desse segmento frente a outros estados. Os queijos alcançaram US$ 10 milhões em receita, enquanto o doce de leite somou US$ 838 milhões.
Os dados indicam não apenas crescimento em receita, mas também uma reconfiguração qualitativa da inserção internacional dos derivados mineiros, especialmnete daqueles associados à identidade produtiva do estado.

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