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Com cimento, gesso e detergente, experimento cria bloco 70% mais leve que o concreto, flutua na água, mantém resistência e revela fórmula surpreendente gerada por microbolhas de ar

Escrito por Bruno Teles
Publicado el 17/11/2025 a las 19:37
Actualizado el 17/11/2025 a las 19:38
Experimento revela um bloco 70% mais leve que o concreto usando concreto, cimento, gesso e detergente, com microbolhas de ar que reduzem peso e mantêm resistência em aplicações de obra.
Experimento revela um bloco 70% mais leve que o concreto usando concreto, cimento, gesso e detergente, com microbolhas de ar que reduzem peso e mantêm resistência em aplicações de obra.
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Mistura experimental com cimento, gesso, detergente e microbolhas de ar cria um bloco 70% mais leve que o concreto tradicional, capaz de flutuar na água sem perder rigidez estrutural aparente

Em um experimento detalhado de bancada, um criador de conteúdo em construção civil mostrou como a combinação de cimento, gesso, detergente e água pode resultar em um bloco 70% mais leve que o concreto, com densidade tão reduzida que a peça é capaz de flutuar em uma bacia cheia de água. A proposta não é substituir, de imediato, o concreto convencional em estruturas críticas, mas revelar o potencial de misturas alternativas baseadas em ar aprisionado e microbolhas estáveis.

A fórmula parte de materiais comuns, facilmente encontrados em qualquer obra, mas aplicados em uma lógica de laboratório: água medida, dosagem precisa de aditivos, controle de proporções e uso de fibra de vidro para reforço. O resultado é um bloco 70% mais leve que o concreto, com textura cremosa na fase fresca, alto volume final e um comportamento incomum depois de curado, unindo baixa massa aparente e resistência suficiente para manuseio, corte e furos sem fraturas imediatas.

Como nasce o bloco 70% mais leve que o concreto

O ponto de partida do experimento é a montagem de um traço cuidadosamente medido.

Entram em cena 5 litros de água limpa, 7 kg de cimento, 1 kg de gesso, 35 g de fibra de vidro picada e 50 ml de aditivo plastificante, todos combinados em sequência específica.

O molde de teste é um caixote de madeira de 50 cm de comprimento, 20 cm de largura e 10 cm de altura, preparado com óleo de motor usado para evitar aderência na hora da desforma.

Essa base líquida, ainda semelhante a uma massa de cimento tradicional, só se transforma em bloco 70% mais leve que o concreto quando recebe o componente que muda tudo: uma espuma rica em microbolhas de ar, gerada a partir de detergente doméstico.

O ganho de volume é visível e imediato, alterando densidade, fluidez e aparência da mistura.

O papel do detergente e a formação das microbolhas de ar

O detergente não é adicionado diretamente ao cimento. Antes, ele é transformado em espuma estável em um tambor de 30 litros.

Com 150 ml de detergente de louça e 1 litro de água, uma betoneira improvisada acoplada em uma furadeira, adaptada com palha de aço e abraçadeiras plásticas, cria uma massa espumosa que ocupa todo o volume do recipiente.

Essa espuma é o coração do bloco 70% mais leve que o concreto.

As microbolhas de ar geradas pelo detergente funcionam como um agregador de leveza.

Quando incorporadas à massa cimentícia, elas reduzem drasticamente o peso específico sem desintegrar a estrutura.

Em vez de um concreto denso, o que se obtém é um compósito poroso controlado, no qual o ar passa a fazer parte do “esqueleto” interno do material.

Mistura, plastificação e reforço com fibra de vidro

Enquanto a espuma é preparada, a base cimentícia é montada em outra cuba.

Primeiro, água e aditivo plastificante são combinados para facilitar a trabalhabilidade.

Em seguida, os 7 kg de cimento são incorporados em etapas, com auxílio de uma furadeira com pá misturadora, até que a pasta fique homogênea, sem grumos e sem pó acumulado no fundo.

A adição de 35 g de fibra de vidro picada tem função técnica clara: criar uma rede de microreforços, reduzindo fissuras e aumentando a coesão interna.

Essa etapa é fundamental para que o bloco 70% mais leve que o concreto não se torne friável demais.

A massa ganha corpo, mas ainda mantém fluidez suficiente para receber, depois, a espuma detergente sem perder uniformidade.

Quando a espuma entra em cena e o volume dispara

Com a base já plastificada e reforçada, é iniciado o passo decisivo.

A espuma criada com detergente é adicionada gradualmente na cuba de cimento sob agitação contínua.

Visualmente, o efeito é imediato: o nível da mistura sobe, o peso aparente diminui e a textura muda para algo descrito como mais cremoso, leve e aerado.

É nesse momento que o bloco 70% mais leve que o concreto começa, de fato, a nascer.

O som da furadeira diminui porque a massa oferece menos resistência.

A coloração suaviza e o conjunto passa a se comportar como um concreto celular caseiro, em que o ar é distribuído em milhões de microcavidades internas.

Ainda assim, a pasta cimentícia e a fibra de vidro garantem integridade e coesão.

Gesso como acelerador e etapa crítica de tempo

A etapa final da mistura envolve a entrada de 1 kg de gesso, que funciona como acelerador de pega e agente de rigidez inicial.

A reação é rápida, o que obriga a concluir a mistura e o lançamento em poucos minutos.

Após a incorporação total do gesso, o material atinge o ponto ideal para moldagem.

É nesse estado que a massa espumada, base do bloco 70% mais leve que o concreto, é despejada nos moldes previamente untados, sem necessidade de vibração.

A fluidez é suficiente para preencher cantos e bordas, e a baixa densidade evita segregação.

O ambiente de cura precisa ser arejado, seco e protegido da chuva, condição fundamental para que cimento, gesso e espuma consolidem uma matriz uniforme e estável.

Cura, desforma e diferença de peso em relação ao concreto comum

Após cerca de 36 horas de cura, começa a fase de desforma.

A retirada gradual das laterais dos moldes revela um bloco de superfície lisa, cantos bem definidos e textura surpreendentemente homogênea.

Ao toque, o material não se comporta como concreto pesado.

Segundo o experimento, um bloco de dimensões equivalentes pesaria, em concreto tradicional, algo próximo de 24 kg, enquanto a peça produzida pela mistura espumada alcançou cerca de 7 kg, consolidando a ideia de um bloco 70% mais leve que o concreto.

Apesar da diferença brutal de peso, o produto mantém resistência suficiente para ser manuseado, transportado, cortado com serra e furado, sem colapsar imediatamente.

O teste que chamou atenção: o bloco que flutua na água

O momento mais didático do experimento é o teste de flutuação.

Em uma grande bacia com água, o bloco já curado é colocado com cuidado sobre a superfície.

Em vez de afundar, como seria esperado para um elemento cimentício denso, o bloco 70% mais leve que o concreto permanece flutuando, completamente sustentado pela água.

A explicação está na rede de microbolhas de ar aprisionadas internamente.

Ao reduzir a densidade global do material para valores inferiores à densidade da água, o empuxo passa a ser suficiente para mantê-lo na superfície.

O teste visual reforça a ideia de que essa tecnologia caseira se aproxima, em conceito, de concretos celulares e materiais leves usados industrialmente, ainda que em escala experimental.

Potenciais usos e limites de um material tão leve

Do ponto de vista técnico, um bloco 70% mais leve que o concreto abre discussões importantes para aplicações onde peso é um fator crítico, como enchimentos leves, elementos não estruturais, painéis decorativos, isolamento térmico ou acústico.

A facilidade de corte e perfuração, mostrada no experimento, também favorece soluções modulares e personalizadas.

No entanto, é preciso cautela. Não há, no experimento, ensaios formais de resistência à compressão, durabilidade, fogo ou aderência com outros materiais.

Por isso, qualquer uso estrutural seria inadequado sem ensaios normatizados.

O valor do teste está, sobretudo, em demonstrar o potencial da técnica para inspirar estudos, protótipos e pesquisas mais aprofundadas em materiais leves baseados em microbolhas de ar.

O que o experimento ensina sobre inovação na construção

Mais do que uma receita pronta, o experimento do bloco 70% mais leve que o concreto mostra como entender o comportamento químico e físico de materiais comuns pode gerar soluções inesperadas.

Cimento, gesso, detergente e fibra de vidro, usados diariamente em contextos diferentes, ganham um novo papel quando combinados com método, medição e controle de processo.

A criação de um compósito que flutua, reduz peso em mais de 70% e ainda assim mantém resistência para manuseio expõe o espaço que existe entre o “faça você mesmo” e a engenharia formal, especialmente quando a prática é conduzida com cuidado, documentação visual e etapas bem definidas.

Para você, que acompanha tendências de construção e materiais, um bloco 70% mais leve que o concreto seria algo que você consideraria usar em reformas ou projetos decorativos, se houvesse laudos técnicos comprovando segurança e durabilidade?

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Wilson Ramires
Wilson Ramires
19/11/2025 18:26

Eu trabalho com cubas de concreto artesanal alto padrão e placas de gesso 3d bem como placas cimenticia vou fazer uma experiência com essa técnica pra ver se aprova

Milton
Milton
19/11/2025 03:54

36 horas para desenformar??? Pra que gesso então se com cimento puro desenformar em 24 horas?

Guilherme Richter
Guilherme Richter(@guiricht)
Member
Em resposta a  Milton
19/11/2025 09:48

Engenharia química responde: o tempo de cura para a maior resistência depende da composição dos materiais e não de um material da composição.

O tempo de cura maior, deve ser para atingir o nível de resistência desejado.

Considerando o aumento de volume, e redução de peso, o tempo maior na produção não inviabiliza o processo.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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