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Com demissão de até 6 mil funcionários até 2028, HP aposta pesado em IA para cortar custos, elevar produtividade, ajustar preços de computadores e enfrentar mudanças no mercado de PCs e impressoras

Publicado el 26/11/2025 a las 15:07
HP planeja demissão de até 6 mil funcionários até 2028, aposta em IA para cortar custos, subir produtividade e ajustar preços de computadores e impressoras.
HP planeja demissão de até 6 mil funcionários até 2028, aposta em IA para cortar custos, subir produtividade e ajustar preços de computadores e impressoras.
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Com a demissão de até 6 mil funcionários prevista até o fim de 2028, a HP usa inteligência artificial para enxugar despesas, ganhar produtividade, ajustar margens e aumentar preços de PCs, enquanto tenta proteger lucros num mercado de computadores e impressoras em rápida transformação e concorrência acirrada no mundo inteiro

Se você trabalha com tecnologia, esse movimento da HP acende um alerta em neon. A empresa anunciou um plano com demissão de até 6 mil funcionários até 2028, mirando uma economia bilionária ao trocar parte do trabalho humano por inteligência artificial. A promessa oficial é eficiência e produtividade, mas quem sente o impacto direto é quem está hoje na folha de pagamento.

Ao mesmo tempo em que acelera a IA, a companhia admite que os preços dos computadores devem subir para compensar o custo da nova infraestrutura de computação. Em resumo, a HP tenta equilibrar a conta com uma combinação de demissão de até 6 mil funcionários, corte de despesas internas e repasse de parte dessa pressão para o consumidor final, num mercado de PCs e impressoras que não perdoa descuido.

O que a HP anunciou com o plano de demissão

No comunicado recente, a HP detalhou que pretende reduzir entre 4 mil e 6 mil funcionários até o fim de 2028, como parte de um plano de adoção de inteligência artificial para aumentar a produtividade.

Esse ajuste pode representar pouco mais de 10 por cento do quadro atual, que gira em torno de 58 mil empregados no mundo, segundo o relatório anual da companhia.

Na prática, a empresa está dizendo ao mercado que pretende ser mais enxuta e automatizada. A demissão de até 6 mil funcionários aparece como peça central desse pacote, apresentada como um movimento necessário para ajustar a estrutura ao novo momento da tecnologia, em que a IA deixa de ser promessa e vira linha obrigatória de investimento.

IA, corte de custos e PCs mais caros

O plano de IA da HP tem um objetivo financeiro direto. A empresa afirma que quer gerar aproximadamente 1 bilhão de dólares em economias anuais até o fim do ano fiscal de 2028, encaixando a tecnologia no coração da estratégia de corte de custos.

Automação, simplificação de processos e redução de equipes fazem parte do mesmo desenho.

Enquanto reduz quadro, a empresa também reorganiza sua precificação. O presidente executivo Enrique Lores disse ao Wall Street Journal que a HP pretende elevar os preços dos computadores e trabalhar com novos fornecedores para compensar os altos custos da computação baseada em IA.

Ou seja, a demissão de até 6 mil funcionários é um lado da moeda, e o aumento de preço dos PCs é o outro, tudo para fechar a matemática de um setor cada vez mais caro de operar.

Em quais áreas a IA mais ameaça os empregos

O movimento da HP não acontece no vácuo. Analistas do setor destacam que a automação por IA afeta principalmente atendimento ao cliente, moderação de conteúdo, entrada de dados e certas tarefas de programação, justamente funções em que a repetição é alta e a lógica pode ser parcialmente reproduzida por modelos de linguagem e sistemas automatizados.

Dentro desse cenário, a demissão de até 6 mil funcionários se encaixa em uma tendência maior, em que as empresas tecnológicas ajustam times inteiros à medida que novas ferramentas de IA conseguem executar rotinas que, até pouco tempo atrás, dependiam exclusivamente de times humanos espalhados pelo mundo.

Mudança no modelo de negócios e pressão no mercado de PCs e impressoras

A HP vem tentando transformar seu modelo de negócios em meio à mudança nos padrões de demanda por PCs e impressoras. A empresa enfrenta um mercado em que a explosão de vendas da pandemia já passou, e o consumidor pensa duas vezes antes de trocar de máquina ou impressora.

Nesse contexto, a demissão de até 6 mil funcionários é apresentada como resposta à necessidade de adaptação a um mercado mais competitivo e menos explosivo.

A companhia busca manter relevância combinando hardware, serviços e soluções ligadas à IA, enquanto equilibra custos, margens e investimentos na nova geração de produtos.

Números recentes de lucro e receita da HP

Mesmo com o plano de cortes na mesa, a HP ainda entrega números robustos. No último trimestre, a empresa registrou lucro de 795 milhões de dólares, contra 906 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior. Houve queda, mas não se trata de um cenário de colapso.

A receita, por sua vez, cresceu 4,2 por cento, chegando a 14,6 bilhões de dólares, impulsionada principalmente pelas vendas de PCs, que compensaram a queda na comercialização de impressoras.

A empresa tenta vender a ideia de que a demissão de até 6 mil funcionários não é um sinal de fraqueza absoluta, e sim de ajuste fino para não perder fôlego no médio prazo.

HP segue caminho de Google, Microsoft e Amazon na era da IA

A decisão da HP acompanha uma rota parecida com a de outros gigantes de tecnologia. Nos últimos dois anos, Google, Microsoft e Amazon anunciaram cortes relevantes de pessoal, justificando a necessidade de realocar recursos, inclusive postos de trabalho, para projetos ligados à inteligência artificial e nuvem.

Essa combinação de demissão em massa com discurso de reinvenção pela IA virou quase um padrão do setor. As companhias falam em “realocar”, “otimizar”, “focar em áreas estratégicas”, mas, na prática, há um redesenho profundo do mapa de empregos em tecnologia.

A HP entra de vez nesse grupo ao apostar na demissão de até 6 mil funcionários como parte do pacote de modernização.

Demissão de até 6 mil funcionários é ajuste ou mudança estrutural

O recado da HP ao mercado é de confiança na capacidade da IA de elevar produtividade e reduzir custos.

Para dentro de casa, porém, a demissão de até 6 mil funcionários até 2028 significa anos de incerteza para equipes espalhadas pelo mundo, com ondas de cortes graduais e reestruturações internas constantes.

Ao olhar de fora, fica a sensação de que essa não é uma demissão pontual para arrumar um trimestre ruim, mas sim parte de uma mudança estrutural na forma como empresas gigantes imaginam seu quadro de pessoal em tempos de IA. Times menores, mais automatizados e com foco em tarefas de maior valor agregado viram a nova meta.

Diante de um cenário em que a HP planeja economia bilionária com IA, aumento de preço nos computadores e demissão de até 6 mil funcionários em poucos anos, você acha que essa transformação é um mal necessário para manter a empresa competitiva ou é um sinal de que a onda da inteligência artificial está passando por cima demais de quem está na linha de frente do trabalho?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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