Com faturamento mensal acima de R$ 1,4 milhão, a Lanzi acelera a produção própria de tapetes automotivos, organiza 400 SKUs em um galpão de 1000 m² e prepara a fábrica para dobrar capacidade, reduzir dependência de terceiros e consolidar liderança rentável no Mercado Livre até o fim deste ano desafiador.
Se você acha que produção própria é papo de empresa gigantesca, precisa conhecer a rotina da Lanzi em Caçapava, interior de São Paulo. Ali, uma operação que já fatura cerca de R$ 1,4 milhão por mês começou a transformar revenda em produção própria, com tapetes automotivos feitos dentro da casa e uma meta clara na cabeça: dobrar a capacidade até o fim do ano.
Enquanto muita gente ainda briga por preço no marketplace, a Lanzi decidiu subir de nível. Hoje a produção própria já responde por uma fatia relevante do negócio e nasce dentro de uma fábrica em expansão, com máquinas de corte digital, costureiras dedicadas e um plano concreto para sair dos 40 jogos por dia e chegar perto de 100 jogos diários, mantendo o posto de líder em tapetes no Mercado Livre desde 2022.
Como a produção própria virou arma secreta da Lanzi

Durante anos, a Lanzi viveu basicamente de revenda. Os tapetes automotivos saíam de parceiros industriais e seguiam para o Mercado Livre, Shopee e outros canais.
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A virada começou quando a empresa percebeu que, para escalar de verdade, não dava mais para depender só do estoque de terceiros. Foi aí que a produção própria entrou em cena como próximo passo natural.
A fábrica começou enxuta, com apenas quatro pessoas dedicadas à produção própria e um processo bem desenhado: molde artesanal dentro do carro, digitalização em sistema de confecção, corte preciso em máquina automatizada, solda reforçada na área do motorista e acabamento caprichado nas costuras.
Cada carro ganha um molde específico, pensado para cobrir melhor o assoalho e entregar mais valor do que um tapete genérico, o que fortalece ainda mais a marca nos marketplaces.
Faturamento de R$ 1,4 milhão e 400 SKUs organizados em 1000 m²

A operação de hoje está bem longe do improviso. A Lanzi ocupa um galpão de 1000 m² em Caçapava, com aluguel em torno de R$ 16.000, dividido entre fábrica, estoque, logística e setor administrativo.
São 18 colaboradores tocando uma estrutura que reúne mais de 400 SKUs de tapetes automotivos, com variação de modelos e cores para atender diferentes carros e perfis de clientes.
Dois porta pallets ficam reservados só para a produção própria, com jogos fabricados e estocados conforme a curva de vendas.
O restante do espaço abriga o carro chefe da empresa, a linha premium de tapetes, que mantém a Lanzi como líder da categoria no Mercado Livre desde 2022.
A organização de SKUs, o controle de estoque digitalizado e a separação clara entre revenda e produção própria permitem crescer sem virar um caos de mercadoria empilhada.
Mercado Livre, Shopee e full: onde a produção própria ganha escala
Hoje, o faturamento da Lanzi vem principalmente do Mercado Livre, que responde por algo entre 65 e 70 por cento das vendas, dependendo do mês. Em segundo lugar aparece a Shopee, com cerca de 15 por cento, seguida por Amazon, Magalu, TikTok e o e commerce próprio.
A produção própria já aparece nesses canais com produtos exclusivos, que só existem com a marca Lanzi, reforçando autoridade e margem.
Uma parte importante da estratégia é o uso de fulfilment. A empresa envia regularmente produtos para o full do Mercado Livre e já começou a colocar itens da produção própria nesse modelo. Isso aumenta velocidade de entrega e destaque nos anúncios.
Quando a produção própria é pensada junto com full e frete rápido, o tapete deixa de ser só mais um item barato e passa a ser uma solução completa de conveniência para o cliente, o que ajuda a puxar o faturamento para cima.
Da revenda à indústria: o salto da capacidade de produção própria
No papel, a meta parece simples: sair de 40 jogos de tapetes acabados por dia para cerca de 100 jogos diários até o fim do ano. Na prática, isso significa ajustar máquina, fluxo, equipe e capital de giro.
A produção própria ainda representa por volta de 15 por cento do faturamento, mas já pressiona a empresa a investir em maquinário, pessoas e processos, com um planejamento estratégico que olha para os próximos anos, não só para o mês atual.
Para chegar nesse novo patamar, a empresa está reforçando o time da fábrica, revisando a estrutura de corte, costura e acabamento e calibrando o estoque de insumos. A ideia é manter a lógica de trabalhar sob demanda, estocando mais apenas os modelos que disparam nas vendas.
Quanto mais a produção própria ganha ritmo, menor a dependência de fornecedores externos e maior a segurança para planejar margens e promoções ao longo do ano.
Sistemas, estoque digital e controle fino para não perder dinheiro
Por trás do barracão cheio de tapetes, existe uma camada de sistema que segura a operação em pé. A Lanzi usa um ERP para cuidar da emissão de notas, financeiro e contas a pagar, além de uma plataforma de gestão de expedição e WMS para controlar estoque e picking.
O inventário passou a ser 100 por cento digitalizado, com produtos bipados e contagem automática, o que reduz erros e retrabalho.
Esse controle é ainda mais importante quando a produção própria entra no jogo. Erro de cadastro, SKU repetido ou perda de mercadoria pode matar a margem de um lote inteiro.
Com a base de dados organizada, a empresa sabe exatamente quais jogos de tapetes estão saindo mais, quais cores precisam ser repostas e onde faz sentido aumentar a produção própria em vez de comprar de parceiros. No fim, quem manda na decisão não é a intuição do dia, são os números do estoque e do caixa.
Caixa, tributo e coragem para investir na própria fábrica
Nem tudo foi linha reta. A empreendedora por trás da Lanzi já contou que quase ficou sem fôlego por causa do financeiro e do tributário.
Folha de pagamento, impostos, estoque alto e fluxo de caixa apertado quase travaram o negócio. A virada veio quando a empresa passou a enxergar claramente números, margens e prazos, construindo caixa em vez de só girar dinheiro.
Foi essa construção de caixa que deu coragem para investir na produção própria. Comprar máquina, reformar galpão antigo, montar uma fábrica e contratar gente não é decisão de impulso.
Sem caixa e sem planejamento, produção própria vira risco desnecessário; com caixa e plano, vira motor de crescimento e diferencial competitivo dentro dos marketplaces, especialmente em categorias com guerra de preço o tempo todo.
Cultura, equipe e rotina para manter a produção própria de pé
Quem visita a operação percebe que não é só sobre máquina e SKU. Há um trabalho forte de cultura, propósito e gestão de pessoas por trás da produção própria. A equipe passa por alinhamentos constantes, leitura em conjunto e reforço de valores.
A ideia é que todo mundo saiba por que a empresa está investindo em fábrica, qual a importância de cada etapa do processo e como isso impacta o salário e a estabilidade de 18 famílias diretas.
Ao mesmo tempo, a rotina da proprietária concilia empresa e maternidade. Ela chega ao galpão pela manhã, acompanha reuniões, cobra resultado e volta para buscar os filhos na escola.
A produção própria nasce num cenário em que o negócio precisa funcionar mesmo quando a dona não está presente o dia inteiro, o que força a criação de lideranças intermediárias, processos claros e autonomia para o time tomar decisões no dia a dia.
Produção própria como futuro da marca Lanzi nos marketplaces
O plano para os próximos anos é claro: fortalecer a indústria, avançar na importação e fazer com que a produção própria represente uma fatia cada vez maior do faturamento.
Com isso, a empresa quer aumentar margem, controlar melhor a qualidade e criar linhas exclusivas que só o cliente encontra nos canais oficiais da marca. Ser líder em tapetes no Mercado Livre é bom; ser líder com produto fabricado dentro de casa é ainda mais estratégico.
Com galpão de 1000 m², 400 SKUs cadastrados, 18 colaboradores, faturamento mensal já na casa de R$ 1,4 milhão e uma produção própria que promete dobrar a capacidade até o fim do ano, a Lanzi mostra que não é preciso estar em uma grande capital para jogar o jogo grande do e commerce.
O que decide é planejamento, controle de números e coragem para transformar estoque de terceiros em produção própria com marca forte e cliente fiel.
Diante de tudo isso, você acha que já está na hora de transformar o seu negócio em produção própria também ou ainda pretende depender só de fornecedores e torcer para que nada falhe no meio do caminho?
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