Em Argentina, o governo de Javier Milei registrou inflação anual de 31,5% em 2025 para consolidar a desaceleração, provocando queda forte frente a 2023 e 2024 e chamando atenção do mercado.
A Argentina terminou 2025 com uma marca que chamou atenção: inflação anual de 31,5%, apontada como a mais baixa dos últimos 8 anos.
O dado é apresentado como o nível mais baixo desde 2017 e veio depois de o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na Argentina ter subido 2,8% em dezembro, segundo informou nesta terça feira o Instituto Nacional de Estatística e Censos, o Indec.
Mesmo com uma leve aceleração no último mês do ano, atribuída a fatores sazonais no informe oficial, a dinâmica inflacionária manteve tendência de queda no acumulado de 2025, consolidando um processo de desaceleração.
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Analistas e projeções privadas citadas no contexto do dado indicam que esse movimento pode continuar ao longo de 2026, o que mantém as expectativas do mercado sob acompanhamento constante.
O dado de 31,5% em 2025 virou destaque na Argentina por ser o menor nível anual desde 2017
O número de 31,5% foi tratado como a inflação anual mais baixa em 8 anos na Argentina e como o menor nível desde 2017, reforçando a leitura de desaceleração em comparação com os anos anteriores.
O resultado ao programa econômico na Argentina, do governo do presidente Javier Milei, que tomou posse em dezembro de 2023, em um cenário descrito como de forte herança inflacionária.
A virada de patamar na Argentina chama atenção porque contrasta com uma sequência recente de índices elevados e recoloca as projeções para 2026 no centro do debate.
O que o Indec informou sobre dezembro e por que o mês teve influência sazonal
De acordo com o Indec, o IPC subiu 2,8% em dezembro, e o informe oficial apontou que houve uma leve aceleração no último mês do ano.
Ainda assim, a avaliação do acumulado de 2025 manteve uma tendência descendente, com a alta de dezembro relacionada a fatores estacionais, segundo o próprio relatório.
Esse detalhe ajuda a entender por que o fechamento do ano veio com um mês acima do que parte do mercado vinha observando, sem romper a trajetória geral de queda no ano.
Transporte liderou a alta do mês com 4,0%, e Habitação e energia veio na sequência com 3,4%
No recorte de dezembro, algumas divisões subiram acima da média geral do mês.
Segundo o Indec, a maior alta foi em Transporte, com 4,0%, seguida por Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com 3,4%.
O comunicado na Argentina também destacou que, nas regiões, a divisão com maior incidência na variação mensal foi Alimentos e bebidas não alcoólicas, ponto que costuma pesar no bolso e tende a chamar atenção rapidamente.
A comparação com 2023 e 2024 mostra o tamanho da desaceleração em apenas dois anos na Argentina
O fechamento de 2025 com 31,5% reforça a desaceleração quando colocado lado a lado com os anos anteriores.
Em 2024, o IPC havia sido de 117,8%, o que já representava uma queda relevante frente aos 211,4% registrados em 2023, último ano do governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner.
Nesse contexto, o texto destaca que o resultado de 2025 mantém a tendência descendente mesmo considerando a inércia e a herança inflacionária recebida pelo governo Milei em dezembro de 2023.
Projeções para 2026 apontam 20,5% no ano, e Milei fala em inflação mensal começando com zero em agosto
Além do dado anual, as expectativas seguem no radar do mercado e foram citadas como um termômetro do que pode vir na sequência.
O último Relevamento de Expectativas de Mercado, o REM, estima inflação de 20,5% para todo 2026, o que indicaria nova desaceleração em relação a 2025.
Do lado do Poder Executivo, Javier Milei se mostrou otimista e projetou que, em agosto de 2026, a inflação mensal começaria com o dígito zero, alinhada ao objetivo oficial de caminhar para estabilidade total de preços.
No fim, a inflação de 31,5% em 2025 fica marcada como um grande logro dentro da narrativa do governo, por ser o menor registro anual em oito anos e por servir de base para as projeções dos próximos períodos.

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