Com projeto assinado por escritório premiado e torre de 45 andares na Rua Dr. Melo Alves, herdeiros apostam em um prédio de R$ 1,3 bilhão com unidades gigantes, ultra-luxo e foco total em exclusividade no coração dos Jardins
Os herdeiros por trás do Plenitude apostam em uma estratégia clara no mercado de alto padrão em São Paulo: menos unidades, mais metragem, mais serviços e um nível de exclusividade que reforça o bairro dos Jardins como vitrine do luxo imobiliário brasileiro. Instalado em um terreno de cerca de 3,2 mil m², adquirido após dois anos de negociações, o empreendimento já nasce com VGV estimado em R$ 1,3 bilhão e um triplex avaliado acima de R$ 150 milhões.
Com 45 andares e 156 metros de altura, o edifício Plenitude mira um público de alta renda que busca sensação de casa suspensa, localização premium e arquitetura assinada. Os herdeiros envolvidos no projeto usam o prédio como símbolo de capital, status e legado familiar, combinando apartamentos de 531 m² a mais de 1.000 m², fachada ativa com lojas e um pacote de amenidades que o coloca na faixa dos empreendimentos mais caros de São Paulo.
Como os herdeiros usam o Plenitude para marcar território no mercado de luxo

O Plenitude nasce em um dos endereços mais disputados do país: a Rua Dr. Melo Alves, entre Oscar Freire e Estados Unidos, área que concentra grifes, gastronomia de alto padrão e serviços voltados ao público de renda muito alta.
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Para os herdeiros, o endereço é parte central da estratégia, porque consolida a imagem de um ativo único, com proteção natural de valor e liquidez diferenciada em relação a outros bairros.
O projeto arquitetônico é assinado pelo Studio MK27, de Marcio Kogan, referência em linguagem minimalista e sofisticada.
A combinação de torre esguia, grandes panos de vidro e pé-direito alto cria a narrativa de marca que os herdeiros buscam: um prédio que não é apenas caro, mas que carrega discurso de design autoral, raridade e contemporaneidade.
Apartamentos gigantes acima de 500 m² e lógica de “uma unidade por andar”
Os apartamentos do Plenitude começam em metragens de aproximadamente 531 m² e chegam a mais de 1.030 m², com plantas desenhadas para funcionar como casas suspensas.
As unidades oferecem de 4 a 5 suítes e entre 5 e 7 vagas de garagem, número muito acima da média até mesmo entre prédios de alto padrão da cidade.
A torre trabalha com lógica de pouquíssimas unidades e forte sensação de exclusividade, com configuração de um apartamento por andar em boa parte dos pavimentos.
Para o público-alvo dos herdeiros, isso significa três camadas relevantes de valor: mais privacidade, maior controle de fluxo no elevador e uma percepção de clube restrito, onde cada família ocupa um pavimento inteiro.
Triplex acima de R$ 150 milhões e patamar de preço de ultra-luxo
O topo da torre é ocupado por uma cobertura triplex anunciada acima de R$ 150 milhões, valor que posiciona o imóvel na faixa das unidades mais caras da cidade.
Para os herdeiros, o triplex funciona também como peça de marketing, ajudando a fixar o Plenitude na categoria de ultra-luxo e ancorando o valor das demais unidades.
O tíquete médio das demais unidades supera a marca de R$ 25 milhões, de acordo com as informações do mercado.
Em termos de narrativa de investimento, o projeto se apresenta como ativo de longo prazo, voltado a famílias que buscam blindagem patrimonial em um estoque imobiliário muito limitado.
A altura de 156 metros e a vista permanente para o Jardim Europa completam o pacote de diferenciais que sustentam esse preço.
Áreas comuns com foco em bem-estar, saúde e sociabilidade controlada
No pavimento de lazer, o prédio concentra uma série de áreas desenhadas para uso cotidiano da família e de convidados, sem perder a lógica de exclusividade.
Entre os principais ambientes, o condomínio oferece:
- piscina com raia de 25 metros
- spa com sauna seca e úmida, sala de massagem e sala de flutuação
- salão de festas e brinquedoteca
- quadra de tênis e beach tênis
- vestiários de apoio para áreas molhadas
Um destaque específico é o pavimento inteiro dedicado à academia com cerca de 500 m², incluindo estúdios de pilates e bike.
Esse desenho mostra a leitura dos herdeiros sobre o novo luxo urbano, no qual bem-estar, corpo e rotina esportiva são parte central da experiência residencial, e não apenas um complemento.
Unidades NR, fachada ativa e a estratégia de cidade integrada
Além das residências gigantes, a torre incorpora dois pavimentos com unidades não residenciais (NR) entre 25 m² e 40 m², exclusivamente para uso dos moradores.
Esses espaços podem operar como home office, adega, sala de jogos ou recreação infantil, com acesso por entrada separada e lógica de privacidade reforçada.
Mantendo o valor de metro quadrado equivalente ao das unidades residenciais, as NR funcionam como extensões flexíveis dos apartamentos, permitindo que os herdeiros e demais compradores criem espaços de trabalho, recepção ou lazer sem impactar a planta principal.
Na base da torre, a fachada ativa com lojas integra o edifício ao fluxo urbano, gerando vitalidade diurna e noturna em um dos eixos mais valorizados dos Jardins.
Terreno raro, negociação longa e símbolo de capital familiar
O terreno de aproximadamente 3,2 mil m² foi consolidado após dois anos de negociação com lojistas e moradores da região, com valor próximo de R$ 240 milhões.
Essa etapa revela o grau de complexidade do projeto e o apetite de capital dos herdeiros envolvidos.
Comprar, desativar, negociar indenizações e viabilizar um único lote nessa área dos Jardins é um processo que poucos grupos conseguem financiar.
Para os herdeiros, o prédio funciona como monumento urbano e instrumento de preservação de riqueza, alocado em um ativo físico com oferta extremamente restrita.
Em um mercado em que terrenos grandes nos Jardins praticamente não existem mais, o Plenitude se consolida como peça rara tanto para uso próprio quanto para composição de portfólio patrimonial.
O que o Plenitude sinaliza sobre o futuro do ultra-luxo em São Paulo
O Plenitude sintetiza três movimentos que ajudam a explicar o novo ciclo de luxo imobiliário em São Paulo: concentração de capital em poucos ativos icônicos, busca por metragens muito acima da média e reforço da ideia de endereço como marca.
No segmento em que atuam esses herdeiros, o metro quadrado deixa de ser apenas métrica financeira e passa a representar pertencimento a um círculo restrito de famílias, marcas e modos de vida.
Ao apostar em apartamentos gigantes, triplex acima de R$ 150 milhões e uma torre de 45 andares em um terreno raro, o projeto cria um novo ponto de referência para o mercado de ultra-luxo paulistano.
Para você, que acompanha esse movimento no setor imobiliário: você acha que projetos liderados por herdeiros em endereços icônicos como os Jardins tendem a ampliar ou a concentrar ainda mais a desigualdade de acesso à moradia nas grandes cidades?
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