A tecnologia de pré-fabricação segmental permite que a Coreia do Sul construa infraestrutura ferroviária de alta velocidade em tempo recorde, enquanto outros países ainda dependem de métodos tradicionais lentos e custosos
A Coreia do Sul conquistou reconhecimento internacional não apenas pela sua tecnologia, mas também pela impressionante velocidade com que constrói pontes e viadutos para ferrovias de alta velocidade. O segredo está em um método revolucionário conhecido como PSM (Precast Segmental Method), ou Método de Segmentos Pré-fabricados, que tem transformado a indústria da construção civil no país asiático.
O método foi amplamente aplicado na ferrovia de alta velocidade Honam, um dos maiores projetos de infraestrutura da Coreia do Sul.
De acordo com informações técnicas do projeto, a construção incluiu a Ponte Mangyong River, onde segmentos de concreto de 25 metros de comprimento foram produzidos em fábrica e instalados no local com precisão milimétrica.
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Segundo dados da Railway Technology, a linha Honam de 231 quilômetros teve sua primeira fase iniciada em dezembro de 2009 e entrou em operação em abril de 2015. O projeto, estimado em aproximadamente 10,6 bilhões de dólares, reduziu o tempo de viagem entre Seul e Gwangju de mais de 12 horas para apenas 90 minutos.
Fabricação industrial eleva qualidade da construção de pontes
O diferencial do método PSM começa nas fábricas de pré-fabricação. Ao contrário da construção tradicional, onde o concreto é moldado e curado no próprio canteiro de obras exposto às variações climáticas, cada segmento é produzido em ambiente controlado com temperatura, vibração e proporções da mistura rigorosamente monitoradas.
Essa abordagem industrial garante resistência estrutural superior e precisão dimensional que seria impossível alcançar em condições de campo. De acordo com especialistas em engenharia civil, a pré-fabricação elimina problemas comuns como cura irregular do concreto e erros de execução, resultando em estruturas mais duráveis e confiáveis.
Os segmentos de 25 metros pesam aproximadamente 800 toneladas e são fabricados como vigas ocas retangulares de concreto protendido. Após rigorosa inspeção de qualidade, as peças são armazenadas até o momento da instalação no canteiro de obras.
A produção em massa permite que múltiplos segmentos sejam fabricados simultaneamente enquanto as fundações e pilares estão sendo construídos no local, reduzindo drasticamente o cronograma total da obra.
Equipamentos especializados aceleram montagem no canteiro
O transporte dos segmentos até o local de instalação é realizado por carretas especiais multieixo projetadas para suportar cargas extremamente pesadas sem causar deformações. Uma vez no canteiro, guindastes de grande porte ou pórticos lançadores posicionam cada segmento sobre os pilares com precisão milimétrica.
De acordo com informações da ASBI (American Segmental Bridge Institute), o método span-by-span (vão por vão) permite taxas de instalação impressionantes de 2 a 4 vãos por turno em projetos bem planejados. Isso representa uma velocidade de construção várias vezes superior aos métodos convencionais.
O equipamento crucial nesse processo é o launching girder (pórtico lançador), uma estrutura de treliça de aço que se move ao longo do alinhamento da ponte. Este sistema elimina a necessidade de andaimes ou escoramento abaixo da estrutura, tornando o método ideal para pontes sobre rios, rodovias ou terrenos de difícil acesso.
Segundo dados técnicos, cada segmento é içado pelo sistema de guincho do pórtico lançador e posicionado sobre apoios temporários nos pilares. A sequência de instalação é cuidadosamente planejada com sensores de alinhamento e macacos hidráulicos que ajustam a posição com precisão de milímetros.
Protensão integra segmentos em estrutura contínua
Após o posicionamento, segmentos adjacentes são conectados através de adesivo epóxi de alta resistência aplicado nas superfícies de contato. Esta conexão garante juntas impermeáveis e transferência uniforme de cargas entre os elementos.
O passo seguinte é fundamental: cabos de protensão são inseridos através de dutos que percorrem toda a extensão do vão. Utilizando macacos hidráulicos, esses cabos são tracionados, comprimindo todos os segmentos e transformando-os em uma viga contínua capaz de suportar seu próprio peso e as cargas dinâmicas dos trens.
De acordo com a Freyssinet, líder mundial em sistemas de protensão, esse processo elimina tensões de tração no concreto e aumenta significativamente a capacidade de carga da estrutura. A técnica também minimiza a formação de fissuras durante a operação da ferrovia de alta velocidade.
Após a conclusão de um vão, o pórtico lançador avança para o próximo trecho através de um processo chamado auto-lançamento. Esta operação envolve deslizar ou rolar a massiva estrutura de treliça ao longo de trilhos temporários colocados sobre o deck recém-completado, permitindo progresso rápido e sistemático.
Vantagens ambientais e de segurança consolidam método
O método PSM oferece benefícios significativos além da velocidade de construção. Segundo estudos publicados na revista científica Advances in Bridge Engineering, a construção pré-fabricada reduz drasticamente o tempo de obra, melhora o controle de qualidade e minimiza impactos ambientais comparado aos métodos tradicionais.
Como a maior parte das operações ocorre na fábrica, a geração de ruído, poeira e resíduos no canteiro de obras é drasticamente reduzida. O método também protege ecossistemas próximos, pois elimina a necessidade de concretagem extensiva em áreas sensíveis como margens de rios.
A segurança dos trabalhadores é outro aspecto crítico. Com menos trabalho manual e montagem de formas em estruturas elevadas, os riscos de acidentes são significativamente menores. A mecanização do processo de instalação, usando guindastes e sistemas de elevação sincronizados, garante precisão sem necessidade de andaimes extensos.
Do ponto de vista econômico, embora o investimento inicial em instalações de pré-fabricação seja elevado, a economia total é substancial. Segundo análises da indústria, o cronograma reduzido se traduz em menores custos de mão de obra, menos atrasos climáticos e menor desperdício de materiais.
A linha Honam é composta por 48,35% de viadutos (111,7 km) e 21,26% de túneis (49,12 km), segundo dados da Wikipedia. Este projeto demonstra a viabilidade técnica de aplicar o método PSM em larga escala para infraestrutura de transporte de alta velocidade.
Precisão e controle de qualidade definem padrão coreano
A engenharia de precisão é o alicerce do sucesso sul-coreano na construção de pontes. Antes da instalação dos segmentos, os pilares são construídos e alinhados com precisão de milímetros. Apoios temporários são instalados no topo dos pilares para receber as vigas pré-fabricadas.
O uso de misturadores automáticos de concreto, câmaras de cura e moldes de precisão nas fábricas garante dimensões consistentes e acabamento superficial uniforme para cada segmento. O processo de protensão controlada aumenta a durabilidade da estrutura, reduzindo necessidades de manutenção a longo prazo.
De acordo com informações técnicas do setor, o sistema mecanizado de instalação usando pórticos e sistemas de elevação sincronizados assegura colocação precisa sem necessidade de escoramento extensivo. Isso torna o método ideal para viadutos de grandes vãos que cruzam rios e áreas urbanas densas.
A monitorização contínua durante toda a operação é realizada por engenheiros que verificam alinhamento, níveis de tensão e condições das juntas. O uso de sensores avançados e sistemas de controle computadorizados em pórticos lançadores modernos aumenta tanto a precisão quanto a segurança.
Experiência internacional amplia aplicação do método
A tecnologia PSM não é exclusividade coreana, mas a Coreia do Sul se destacou pela implementação sistemática e em larga escala. De acordo com a Railway News, o projeto Honam demonstra um notável equilíbrio entre tecnologias inovadoras e colaboração internacional.
O método teve origem na Europa Ocidental, particularmente na França e Alemanha, durante a década de 1950. A primeira ponte de concreto segmentado pré-fabricado foi construída em 1962 sobre o rio Sena, na França. Desde então, a técnica evoluiu e se expandiu globalmente.
Para o projeto Honam, a RAIL.ONE forneceu aproximadamente 530.000 dormentes de concreto bi-bloco, produzidos em plantas em Icheon e Cheonan operadas em parceria com a Taemyung Industrial Co. Ltd. Este exemplo ilustra a colaboração internacional necessária para projetos de grande escala.
Taiwan também adotou método semelhante de lançamento de vãos completos para suas pontes ferroviárias de alta velocidade, onde segmentos pré-fabricados de 800 toneladas foram manufaturados em pátios de moldagem e transportados por veículos modulares autopropelidos especializados.
Segundo especialistas, a combinação de precisão de engenharia, materiais avançados e processos automatizados torna o PSM a solução preferida para pontes de concreto de grandes vãos em todo o mundo. O método representa o futuro da construção de infraestrutura de transporte.
O que você acha sobre a adoção do método PSM? Será que nossa indústria da construção está preparada para implementar essas tecnologias de pré-fabricação em larga escala? Existem projetos em nosso país que poderiam se beneficiar dessa abordagem inovadora? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Lo.mas.critico de la ingeniería son los obstáculos de la corrupción
Eso no me parece nada de el otro mundo aquí en Bogotá el IDU y la alcaldía desaparecería el dinero de ésas obras en menos de un mes😅😅😅😅
Importante conocer de nuevas tecnologías para acelerar ejecución de proyectos