Você sabia que cerca de 80 por cento de todo o nióbio que é vendido no mundo é extraído de Minas Gerais e produzido em Araxá? A partir do dia 18 deste mês, a produção de ferro nióbio em Araxá será suspensa temporariamente, para obras de reparo e manutenção, informou no dia 29 de abril, a CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração. Produção recorde de nióbio em 2019 posiciona o Brasil como líder mundial neste tipo de exploração
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De acordo com a empresa a suspensão das atividades ocorrerá até o dia 17 do mês que vem. A CBMM informou também que consederá férias coletiva a todos os funcionários da linha de produção ( a empresa não informou o número de funcionários).
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A nota emitida pela empresa informa que a interrupção das atividades de produção do nióbio estavam previstas para ocorrer nos próximos dois meses, mas que por conta do plano de produção esperado para o primeiro quadrimestre de 2020 ter superado as expectativas, a companhia decidiu adiantar o processo.
A mineradora destacou ainda que a interrupção das atividades neste momento irá proporcionar maior tranquilidade para a retomada da produção do metal e do volume de vendas no segundo semestre do ano.
Sobre o nióbio
Atualmente, o nióbio produzido em Araxá – MG é exportado para mais de 50 países e tem como maior destino as empresas siderúrgicas.
O metal é usado principalmente na produção de aços especiais e superligas e funciona como um «melhorador»: bastam 400 gramas por tonelada para produzir aços mais leves e resistentes.
O nióbio é empregado atualmente em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, navios, aparelhos de ressonância magnética, aceleradores de partículas, lentes e até piercings e bijuterias. O metal é vendido, sobretudo, na forma da liga ferronióbio (com cerca de dois terços de teor de nióbio e um terço de ferro), obtida a partir de diversas etapas de processamento.
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