Avanço de obra no Centro-Sul do Paraná reúne pavimento rígido, viadutos em desnível e nova ponte, com investimento milionário, cronograma em andamento e impacto direto na logística regional e na durabilidade da principal ligação rodoviária entre municípios estratégicos.
A duplicação e a restauração em concreto da PRC-466, no trecho entre Turvo e o distrito de Palmeirinha, em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, atingiram 13,14% de execução, revelou nesta quarta-feira (09) o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).
A obra prevê 27,02 quilômetros de intervenções, inclui novos viadutos e uma segunda ponte sobre o Rio Turvo e tem investimento de R$ 293,7 milhões.
A estimativa informada pelo órgão é concluir os serviços em junho de 2027, considerando o cronograma divulgado em janeiro de 2026.
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O projeto começa no acesso ao parque industrial de Turvo e segue até o fim do perímetro urbano de Palmeirinha.
A proposta do DER/PR é executar uma nova pista paralela à atual e, ao mesmo tempo, reabilitar a estrutura existente, para que os dois sentidos passem a operar em pavimento rígido de concreto, com vida útil projetada de 30 anos.
Terraplenagem e duplicação da PRC-466 avançam no trecho Turvo–Palmeirinha
Neste estágio, os trabalhos se concentram principalmente na terraplenagem, etapa em que equipes fazem a movimentação de solo para implantar a plataforma da futura pista de concreto.
A faixa nova será construída ao lado da rodovia já em operação, o que exige organização de canteiro e execução por frentes para manter a circulação e, ao mesmo tempo, avançar na infraestrutura.

Enquanto isso, a pista atual passa por serviços de conservação e manutenção para ficar em condições adequadas de receber a próxima fase de restauração.
A lógica é preparar o pavimento asfáltico existente para servir como base estrutural de uma nova camada de concreto, reduzindo intervenções profundas e encurtando a transição para a solução definitiva.
Whitetopping garante durabilidade de 30 anos ao pavimento de concreto
De acordo com o DER/PR, a restauração prevista para a pista já existente será feita por meio do whitetopping, técnica em que o asfalto passa a funcionar como base para a aplicação de um revestimento de concreto.
Na prática, o método busca entregar um resultado equivalente ao de uma rodovia executada integralmente em pavimento rígido, tanto em desempenho quanto em vida útil estimada, segundo a autarquia.
Ao optar por essa solução, o projeto mantém o foco em durabilidade e estabilidade do pavimento, sobretudo em trechos com fluxo constante de veículos pesados.
O DER/PR afirma que, com a combinação de pista nova em concreto e restauração da pista antiga com a mesma tecnologia, o segmento passa a operar com padrão único de qualidade.
Sistema de drenagem reforça segurança e vida útil da rodovia
Além do pavimento, a obra inclui a implantação e a ampliação de dispositivos de drenagem, etapa decisiva para a durabilidade de qualquer rodovia.
Estão previstos bueiros de concreto, drenos profundos e outras estruturas que conduzem a água para fora do corpo estradal, reduzindo o risco de infiltrações e de danos progressivos à plataforma.
O DER/PR também informa que está sendo prolongada uma galeria celular de concreto já existente sob a pista atual.
Esse tipo de intervenção costuma ser necessário quando a geometria da estrada muda ou quando a drenagem original precisa ser ampliada para atender à duplicação e ao novo arranjo de pistas.
Segunda ponte sobre o Rio Turvo entra na fase estrutural

Um dos pontos centrais do projeto é a construção de uma segunda ponte sobre o Rio Turvo.
Segundo o DER/PR, a estrutura está na etapa de infraestrutura, com execução das bases de concreto, e deve entrar na fase seguinte com o início da mesoestrutura, quando começam a ser montados os pilares que sustentam o tabuleiro.
A nova ponte é planejada para atender ao desenho duplicado da rodovia, acompanhando a implantação da pista paralela.
Com isso, o tráfego tende a ganhar mais capacidade e separação entre fluxos, especialmente em áreas em que travessias por pontes costumam funcionar como gargalos.
Viadutos tipo diamante substituem rotatórias e melhoram a fluidez
O pacote de obras prevê ainda dois novos viadutos, ambos no modelo Diamante, conforme detalha o DER/PR.
Nesse formato, entradas e saídas da rodovia ocorrem pela pista da direita em cada sentido, com rotatórias conectando a passagem superior e permitindo os movimentos entre o tráfego local e o de longa distância.
Um viaduto será construído em Turvo, no entroncamento com a Avenida XV de Novembro.
O outro ficará em Palmeirinha, no entroncamento com a Rua Manoel Moreira de Campos.
A previsão do órgão é que as estruturas substituam rotatórias em nível, solução frequentemente usada para organizar cruzamentos, mas que pode ampliar pontos de conflito entre veículos e reduzir a fluidez quando a demanda cresce.
Por enquanto, os serviços ligados aos viadutos estão concentrados no pátio de vigas, onde ocorre a fabricação de vigas pré-moldadas que depois serão lançadas nas estruturas.
Esse tipo de produção, feita fora do local final de instalação, é comum para acelerar etapas e padronizar componentes.
Serviços complementares incluem iluminação, sinalização e segurança viária
O projeto inclui retornos em nível, abrigos para parada de ônibus, passeios para pedestres, iluminação rodoviária, sinalização horizontal e vertical e instalação de dispositivos de segurança.
A proposta, segundo o DER/PR, é entregar um corredor mais estruturado para deslocamentos regionais e conexões com áreas urbanas ao longo do traçado.

Além disso, o objetivo é melhorar a organização dos acessos e das travessias.
Mesmo com a duplicação, parte dessas melhorias depende do avanço simultâneo de várias frentes, como drenagem, terraplenagem e obras de arte especiais.
Por isso, as etapas tendem a acontecer em paralelo, com diferentes pontos do trecho recebendo intervenções em momentos distintos.
Outras obras na PRC-466 somam bilhões em investimentos
O trecho Turvo–Palmeirinha é uma das intervenções em andamento na PRC-466.
Em outra frente, entre Pitanga e Turvo, o DER/PR informa que a duplicação e restauração em concreto alcançaram 11,84% de execução, com medição de dezembro.
O investimento total desse segmento é de R$ 514.230.020,00.
Nesse trecho, a autarquia aponta a terraplenagem como principal serviço em andamento e inclui, no escopo, viadutos, pontes e uma passarela, além do uso de whitetopping na pista existente.
A previsão divulgada é finalizar esse segmento em abril de 2027.
Já a duplicação em concreto entre Guarapuava e Palmeirinha, considerada complementar para a ligação até Pitanga, aparece em fase avançada.
Em atualização divulgada pela Agência Estadual de Notícias (AEN), a obra chegou a 87% de execução, com investimento de R$ 139.785.485,97 para 11,52 quilômetros.
A mesma atualização aponta previsão de concluir os serviços até o fim de fevereiro de 2026 e informa que a segunda ponte sobre o Rio Coutinho já foi concluída.
Com três obras simultâneas em uma mesma rodovia, a PRC-466 passa por uma reconfiguração extensa, combinando pavimento rígido, adequações de drenagem e intervenções em interseções.
Na prática, o desafio é fazer o cronograma avançar sem perder controle sobre a segurança no canteiro e sobre as condições de tráfego nos municípios cortados pela estrada.
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