Durante o Congresso Brasileiro de Agroecologia 2025, o Pronara foi debatido como eixo essencial para fortalecer a agroecologia sustentável, estimular a redução de agrotóxicos e promover territórios livres de contaminação em todo o país
O Congresso Brasileiro de Agroecologia 2025 foi palco de um debate decisivo sobre o futuro da produção de alimentos sustentáveis no Brasil, segundo uma matéria publicada.
O evento, realizado em Juazeiro (BA), reuniu representantes de ministérios, movimentos sociais e instituições científicas em torno da implementação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara).
O encontro evidenciou o compromisso do Governo Federal em consolidar políticas integradas que conectem saúde, meio ambiente e agricultura familiar, promovendo uma transição real para modelos produtivos mais saudáveis e sustentáveis.
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O secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, reafirmou o papel do Pronara como ferramenta estratégica na transformação do campo brasileiro.
Segundo ele, o programa é resultado de mais de dez anos de mobilização social e representa um marco civilizatório na construção de territórios livres de contaminação. “Precisamos criar estímulos e subsídios para que comunidades agroecológicas sejam reconhecidas e valorizadas pela sociedade”, destacou.
Políticas públicas de agroecologia e redução de agrotóxicos impulsionam sustentabilidade no campo
Durante o Congresso Brasileiro de Agroecologia 2025, a mesa de debate “O Pronara que queremos” reuniu o Comitê Gestor Interministerial do programa, pesquisadores e entidades da sociedade civil.
Entre os temas centrais estiveram o banimento de agrotóxicos altamente perigosos, o fim da pulverização aérea, inclusive por drones, e a criação de Zonas Livres de Agrotóxicos.
As discussões ressaltaram ainda a importância de fortalecer a participação social e o monitoramento das ações implementadas.
No âmbito do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), as ações do Pronara estão voltadas para assistência técnica agroecológica, crédito rural voltado à transição de base ecológica e incentivo ao uso de bioinsumos.
Esses esforços estão articulados a programas como Pronaf Agroecologia, Da Terra à Mesa, Ecoforte e Quintais Produtivos, que juntos fortalecem a produção familiar e a sociobiodiversidade.
A governança do programa, coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, integra também os ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento e Assistência Social e Agricultura.
Produção orgânica e saúde ambiental fortalecem o Pronara e ampliam a agroecologia sustentável
Pesquisadores e organizações participantes do Congresso Brasileiro de Agroecologia 2025 destacaram os impactos do uso intensivo de agrotóxicos sobre a saúde pública e os ecossistemas.
Relatos de contaminações em áreas agrícolas reforçaram a necessidade de articular o Pronara com o Sistema de Vigilância das Populações Expostas a Agrotóxicos (VESPEA), priorizando a recuperação ambiental e a proteção de comunidades vulneráveis.
O pesquisador Leonardo Melgarejo, da Associação Brasileira de Agroecologia, ressaltou que o programa deve integrar ciência, sociedade e políticas públicas, com foco em uma saúde ecossistêmica que valorize a diversidade dos territórios e fortaleça a soberania alimentar.
Essa abordagem busca unir governos, universidades e movimentos sociais em torno de uma agricultura mais ética e sustentável, baseada na produção orgânica e na preservação ambiental.
Congresso Brasileiro de Agroecologia 2025: territórios agroecológicos e economia verde reforçam o compromisso governamental com o Pronara
O Congresso Brasileiro de Agroecologia 2025 também destacou o papel das políticas públicas na transição para uma economia verde no campo.
O secretário Vanderley Ziger anunciou a participação do MDA no Fórum Espírito-Santense de Combate aos Impactos de Agrotóxicos e Transgênicos, reforçando o engajamento do ministério em ações regionais de promoção da agroecologia.
Segundo ele, o avanço do Pronara depende de uma atuação conjunta entre governo, sociedade civil e Parlamento, garantindo que as metas do programa sejam implementadas de forma contínua e efetiva.
Entre as medidas debatidas, estão a criação de um selo que identifique zonas livres de agrotóxicos, o estímulo fiscal a produtos agroecológicos e o fortalecimento do crédito rural sustentável.
O secretário enfatizou que “não se trata apenas de substituir um produto por outro, mas de reconstruir o modelo de produção agrícola nacional”, defendendo uma política pública que valorize a vida no campo e a saúde das pessoas, durante o Congresso Brasileiro de Agroecologia 2025.
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