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Consumo de biodiesel no Brasil crescerá em 2026 segundo StoneX: alta projetada, impacto da soja no mix, B15/B16 e perspectivas do mercado de biocombustíveis

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 12/12/2025 às 16:23
Atualizado em 12/12/2025 às 16:24
Veículo moderno abastecendo com biodiesel em posto ecológico, destacando o uso de combustíveis renováveis no Brasil.
Consumo de biodiesel no Brasil crescerá em 2026 segundo StoneX: alta projetada, impacto da soja no mix, B15/B16 e perspectivas do mercado de biocombustíveis/ Imagem Ilustrativa
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A StoneX projeta novo avanço no consumo de biodiesel em 2026, destacando tendências do mercado de biocombustíveis e o papel da sustentabilidade na expansão energética brasileira

A consultoria StoneX divulgou novas projeções que reforçam o aumento do consumo de biodiesel no Brasil e trazem atualizações relevantes para o mercado de biocombustíveis, especialmente diante da possível elevação da mistura obrigatória de B15 para B16. Segundo matéria publicada pela Agência Eixos nesta sexta-feira (12), os dados confirmam que o setor continuará em expansão, impulsionado tanto pela atividade econômica quanto por metas de sustentabilidade alinhadas à transição energética nacional.

Projeções da StoneX e crescimento do consumo de biodiesel

Segundo os cálculos divulgados, o Brasil deve alcançar 10,5 milhões de m³ de biodiesel em 2026, um crescimento de 6,4% em comparação com 2025. Caso o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprove a mistura B16, o volume poderá se aproximar de 11 milhões de m³, aumentando também a demanda por óleo de soja utilizado na produção do biocombustível.

A StoneX indica que o consumo de biodiesel deve fechar 2025 em 9,8 milhões de m³, representando uma alta de 9% em relação a 2024. Essa expansão demonstra o fortalecimento do mercado de biocombustíveis, que se beneficia diretamente do aumento das demandas do transporte, da agricultura e da indústria.

Para 2026, a consultoria aponta continuidade no ritmo de expansão. O volume deve atingir 10,5 milhões de m³, impulsionado pela obrigatoriedade da mistura B15 e pela crescente produção agrícola. O analista Leonardo Rossetti afirma que o mercado de biodiesel tem apresentado um desempenho surpreendente,  destacando que a diferença entre B14 e B15 continuará se ampliando nos próximos meses. A análise evidencia que o consumo cresce de forma consistente e sustentável, reforçando a relevância da categoria dentro da matriz energética brasileira.

Impacto do B16 e efeitos na sustentabilidade do setor

O avanço para B16, previsto pela Lei do Combustível do Futuro, pode representar um marco significativo para o mercado de biocombustíveis. Caso o CNPE aprove a mudança a partir de março de 2026, o consumo de biodiesel deverá chegar muito próximo de 11 milhões de m³, ampliando também o uso de óleo de soja em aproximadamente 1 milhão de toneladas.

Esse aumento da mistura obrigatória é considerado um movimento estratégico, pois reforça a política nacional de sustentabilidade, reduz emissões de poluentes e estimula a cadeia produtiva, da agricultura à distribuição. O biodiesel, por sua origem vegetal, contribui diretamente para a redução de gases de efeito estufa quando comparado ao diesel fóssil.

Adicionalmente, a medida cria um ambiente mais favorável para investimentos, pesquisas e expansão da capacidade instalada do setor. O impacto é visto como positivo não apenas na ótica ambiental, mas também na econômica e logística.

Soja como principal base do mercado de biocombustíveis

A produção de soja tem papel decisivo no desempenho do mercado de biocombustíveis, uma vez que o óleo extraído da oleaginosa é o principal insumo para a fabricação de biodiesel no país. O aumento projetado pela StoneX no uso de óleo de soja reforça a relação direta entre a agricultura e o setor energético.

Com o possível avanço para B16, o uso da matéria-prima aumentaria cerca de 1 milhão de toneladas, impulsionando tanto produtores rurais quanto agroindústrias. O biodiesel fortalece a ligação entre campo e energia, criando um ciclo produtivo economicamente relevante para diversas regiões, especialmente as que concentram plantações de soja.

Além disso, a contínua expansão agrícola brasileira, aliada à industrialização de produtos derivados, sustenta o avanço logístico e o aumento de demanda no setor de transportes, elementos essenciais para o crescimento projetado pela consultoria.

Diesel B, logística e a influência da atividade econômica

A estimativa da StoneX para o diesel B — mistura de diesel mineral com biodiesel — reforça o cenário de crescimento. A consultoria projeta que o consumo total de diesel B chegará a 70,4 milhões de m³ em 2026, aumento de 1,9% em relação ao ano anterior. Em 2025, o volume deve fechar em 69,1 milhões de m³, representando alta de 2,7% frente a 2024.

Esses números mostram como o aumento da circulação de cargas, motivado pela produção agrícola e industrial, eleva o consumo de biodiesel, fortalecendo o mercado de biocombustíveis. O analista Bruno Cordeiro destaca que “o fluxo de cargas está mais intenso, o que se reflete diretamente nos volumes comercializados”.

A expansão logística, tanto rodoviária quanto ferroviária, cria condições para crescimento contínuo do setor, já que mais circulação de mercadorias significa mais uso de diesel B e, portanto, mais biodiesel na matriz energética nacional.

Aumento no consumo de biodiesel: sustentabilidade e transição energética como direcionadores

Além dos fatores produtivos e logísticos, o avanço do biodiesel está alinhado às diretrizes de sustentabilidade adotadas pelo Brasil em consonância com metas internacionais de descarbonização. A Lei do Combustível do Futuro e outras políticas públicas reforçam o compromisso de ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir emissões e diversificar a matriz energética.

O biodiesel é uma alternativa estratégica porque possibilita a redução de poluentes sem necessidade de grandes mudanças tecnológicas na frota, que já está adaptada ao uso de diesel B. O biocombustível une desempenho logístico à responsabilidade ambiental, e sustentará parte importante da transição energética na próxima década.

O fortalecimento do setor também contribui para a geração de empregos, renda agrícola, inovação e ampliação de investimentos, consolidando sua relevância no cenário nacional.

Relevância estratégica do biodiesel para o futuro do mercado de energia

O conjunto de projeções divulgado pela StoneX  mostra que o consumo de biodiesel continuará crescendo de forma consistente nos próximos anos, impulsionado pela mistura obrigatória, pela força da produção de soja, pela expansão logística e pela ênfase em sustentabilidade.

O mercado de biocombustíveis ganha cada vez mais protagonismo na transição energética nacional, ao combinar geração de valor econômico com benefícios ambientais. O setor se posiciona como um dos motores da economia verde, beneficiando produtores rurais, indústrias, distribuidoras e toda a cadeia logística.

O biodiesel segue consolidado como um pilar estratégico para o futuro energético brasileiro, sustentando crescimento econômico, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo a competitividade do país no cenário mundial.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas. Contato e sugestões de pauta: hiltonliborio44@gmail.com

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