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Conta de luz deve disparar em 2026 e pesar no bolso do brasileiro, com reajustes bem acima da inflação; maiores aumentos são previstos para Pernambuco, São Paulo e Ceará

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 09/02/2026 às 12:11
Atualizado em 09/02/2026 às 12:12
A conta de luz deve subir quase o dobro da inflação em 2026. Estudo aponta reajuste médio de 7,64%, com altas acima de 10% em algumas distribuidoras e alerta para riscos no sistema elétrico.
A conta de luz deve subir quase o dobro da inflação em 2026. Estudo aponta reajuste médio de 7,64%, com altas acima de 10% em algumas distribuidoras e alerta para riscos no sistema elétrico.
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A conta de luz deve subir quase o dobro da inflação em 2026. Estudo aponta reajuste médio de 7,64%, com altas acima de 10% em algumas distribuidoras e alerta para riscos no sistema elétrico.

A conta de luz dos brasileiros deve se tornar um dos principais motivos de tensão no orçamento doméstico em 2026. Um estudo da consultoria Thymos Energia indica que as tarifas de energia elétrica devem subir, em média, 7,64% no próximo ano

O número chama atenção porque é quase o dobro da inflação projetada, estimada em 3,99%, segundo o Boletim Focus.

Na prática, isso significa que a energia elétrica tende a pesar mais no bolso do consumidor do que a maioria dos outros itens do dia a dia. Mesmo com a inflação sob controle, a conta de luz segue um caminho próprio, impulsionada por fatores estruturais do setor elétrico.

Reajustes podem ultrapassar 10% em algumas regiões

Embora a média nacional já seja considerada elevada, o cenário fica ainda mais preocupante quando se observam os dados regionais. O levantamento aponta que algumas distribuidoras devem aplicar reajustes superiores a 10%, o que representa mais de três vezes a inflação esperada para o ano.

Entre os maiores aumentos previstos estão:

  • Neoenergia Pernambuco: 13,12%
  • CPFL Paulista: 12,50%
  • Enel Ceará: 10,66%

Esses percentuais indicam que milhões de consumidores podem enfrentar um salto expressivo na conta de luz, especialmente em estados onde a renda média já é pressionada por outros custos básicos.

Segundo a Thymos Energia, os reajustes mais altos estão ligados, principalmente, ao aumento dos custos de geração e ao alto volume de perdas, que incluem furtos e ligações irregulares de energia. Esses prejuízos acabam sendo repassados para quem paga a conta em dia.

Nem todos terão aumento, mas exceções são raras

Apesar do cenário majoritariamente negativo, algumas distribuidoras devem registrar queda nas tarifas em 2026. No entanto, esses casos são minoria e não compensam o avanço geral dos preços.

As reduções previstas incluem:

  • Neoenergia Brasília: -3,73%
  • Amazonas Energia: -1,72%
  • Equatorial Piauí: -0,83%

Mesmo nessas regiões, a redução não significa alívio duradouro. Especialistas alertam que o setor elétrico vive um momento de forte instabilidade, o que pode gerar novos reajustes nos anos seguintes.

Cortes de energia renovável entram no centro do problema

Além dos reajustes diretos na conta de luz, a Thymos Energia chama atenção para um problema que vem crescendo silenciosamente: o curtailment, ou seja, os cortes na geração de energia solar e eólica.

Em 2025, os números bateram recorde. Na média anual, 24,3% da geração solar e 18,7% da eólica foram cortadas. Para 2026, a projeção é de um leve agravamento desse cenário.

Esses cortes ocorrem quando o sistema não consegue absorver toda a energia produzida. O resultado é desperdício, perda financeira para geradores e pressão adicional sobre o equilíbrio do setor. Com isso, os custos tendem a subir e, novamente, acabam refletindo na conta de luz do consumidor.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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