1. Início
  2. / Feiras e Eventos
  3. / Copa Feminina 2027: Arte urbana de Izzy Credo transforma Brasília em palco do futebol feminino
Localização DF Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 0 comentários

Copa Feminina 2027: Arte urbana de Izzy Credo transforma Brasília em palco do futebol feminino

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 09/02/2026 às 13:49
Atualizado em 09/02/2026 às 13:50
Arte urbana de Izzy Credo celebra Brasília a 500 dias da Copa Feminina 2027 e destaca a força do futebol feminino no Brasil.
Foto: IA
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Arte urbana de Izzy Credo celebra Brasília a 500 dias da Copa Feminina 2027 e destaca a força do futebol feminino no Brasil.

A 500 dias da Copa Feminina de 2027, o Brasil começou a viver, de forma simbólica e cultural, a contagem regressiva para o maior torneio do futebol feminino mundial.

A artista visual e muralista Izzy Credo foi convidada pela Fifa para representar Brasília em um festival de arte urbana realizado no dia 25 de janeiro, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A iniciativa reuniu artistas das cidades-sede que, de maneira colaborativa, produziram painéis inspirados nas identidades locais.

O objetivo foi conectar esporte, cultura e território, reforçando o protagonismo feminino às vésperas do evento inédito na América do Sul, marcado para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. 

Arte urbana e futebol feminino: conexão cultural ganha força 

As obras produzidas durante o festival foram concebidas para traduzir a emoção do futebol feminino por meio da linguagem visual.

Cada painel apresentou cenas de comemoração, lances simbólicos e referências arquitetônicas das cidades anfitriãs. 

Além disso, a proposta valorizou a arte urbana como ferramenta de engajamento social.

Ao ocupar o espaço público, os murais ampliam o acesso à cultura e estimulam o sentimento de pertencimento em torno da Copa Feminina

Com forte presença feminina nas narrativas visuais, os trabalhos também destacaram a evolução da participação das mulheres no esporte.

Assim, o projeto ultrapassa a estética e se consolida como manifestação cultural e política. 

Izzy Credo: raízes do Cerrado e protagonismo negro na arte 

Natural de Trindade, em Goiás, Izzy Credo construiu sua trajetória artística a partir do diálogo entre cultura popular, identidade regional e protagonismo negro.

Sua produção nasce das vivências no Cerrado, incorporando festas, crenças e manifestações do interior brasileiro. 

Os murais da artista são marcados por cores vibrantes, sensação de movimento e pela relação entre o sagrado e o profano.

Essa combinação cria narrativas visuais carregadas de energia e simbolismo. 

Izzy integra o duo Irmãos Credo, ao lado do irmão Jesus, e já realizou trabalhos para o Museu de Arte de Rua de São Paulo, além de parcerias com grandes marcas nacionais.

Esse repertório consolidou seu nome dentro da arte urbana contemporânea brasileira. 

Inspirações para representar Brasília na Copa Feminina 

Ao comentar o processo criativo, a artista destacou as influências que nortearam a obra dedicada a Brasília

“Minhas principais referências são a cultura popular e o protagonismo negro dentro desses contextos.

E o contexto em que fui criado é o Cerrado.

Cresci no interior, em meio a festas populares, expressões culturais e práticas religiosas.

Acho muito bonita a mistura dessas tradições com a música — as cores vibrantes, o senso de mistério, o jogo entre o sagrado e o profano, o ato de realmente acreditar.

A combinação de todos esses elementos torna o nosso trabalho energético e se conecta com o modo de vida brasileiro e, neste projeto, necessariamente, com a forma como as pessoas apoiam seus times também.” 

A fala evidencia como a Copa Feminina serviu de ponte entre memória afetiva, identidade cultural e linguagem esportiva. 

Arquitetura de Brasília como elemento narrativo 

A estética modernista da capital federal teve papel central na concepção do mural.

Segundo Izzy Credo, a cidade desperta imagens futuristas e sensações de projeção. 

“Brasília evoca em mim a imagem de um lugar de futuros hipotéticos.

Gosto muito da arquitetura porque ela dialoga intensamente com essa ideia de movimento, expectativa e projeção.

E são ideias que também aparecem quando pensamos em futebol. Posso ser suspeito, mas acho que a cidade tem uma grande variedade de formas bonitas, com uma luz solar que intensifica e satura tudo.

O verde é mais verde, o azul é mais brilhante, o branco é realmente branco.

Assim, penso nos torcedores como parte da paisagem, como um elemento de um cenário que não é apenas cenário, mas também parte da narrativa de que os torcedores de futebol no Brasil são diferentes — não apenas pela energia e pelo calor humano, mas também pela estética.” 

Dessa forma, o painel conecta arquitetura, torcida e emoção esportiva em uma única narrativa visual. 

Imersão artística e experiência coletiva 

Participar do projeto teve um significado especial para a muralista, sobretudo pelo caráter colaborativo da ação internacional ligada à Copa Feminina

“Estou muito feliz. Fico muito feliz em participar deste projeto, ao lado de outros artistas extremamente talentosos.

E fico ainda mais feliz porque pensar na Copa do Mundo (Feminina da Fifa) e no futebol no Brasil é pensar em cultura e, sobretudo, em experiência coletiva.” 

A declaração reforça o papel do futebol feminino como fenômeno social que ultrapassa o campo e alcança diferentes expressões culturais. 

Memória afetiva no processo criativo 

O desenvolvimento da obra também resgatou lembranças pessoais da infância da artista, aproximando o público da dimensão emocional do projeto. 

“Voltei àqueles momentos da infância, deitado no chão e fingindo chutar uma bola enquanto meus primos pintavam o contorno do meu corpo no chão, que ficava completamente coberto de tinta, todo verde e amarelo, cheio de pequenas bandeiras por todos os lados.

Assim, todo o processo deste trabalho foi muito divertido, e espero que esse sentimento de nostalgia chegue a outras — porque sei que, quando se trata de futebol no Brasil, esse sentimento não nasce de uma experiência individual, mas sim de uma experiência coletiva.” 

Esse resgate simbólico aproxima a arte urbana do imaginário popular ligado ao futebol. 

Copa Feminina deixa legado cultural antes mesmo da bola rolar 

Mesmo faltando mais de um ano para o torneio, iniciativas como essa demonstram que o legado da Copa Feminina já está em construção.

A ocupação artística dos espaços urbanos fortalece identidades locais e amplia a visibilidade do futebol feminino

Em Brasília, o mural de Izzy Credo sintetiza essa proposta ao unir arquitetura, cultura popular e paixão esportiva.

Assim, a capital federal passa a integrar não apenas o calendário esportivo, mas também o mapa simbólico da arte ligada ao maior evento do futebol mundial feminino. 

Veja mais em: A 500 dias da Copa do Mundo Feminina, arte de Izzy Credo pinta Brasília – Blog Drible de Corpo

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x