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Copasa entra no Ibovespa B3 e no ICO2 B3 com foco em baixo carbono

Escrito por Sara Aquino
Publicado el 05/01/2026 a las 15:21
Ações da Copasa entram no Ibovespa B3, impulsionam visibilidade no mercado e reacendem discussões sobre privatização em Minas Gerais.
Foto: IA
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Ações da Copasa entram no Ibovespa B3, impulsionam visibilidade no mercado e reacendem discussões sobre privatização em Minas Gerais.

A partir desta segunda-feira (5), a Copasa passa a integrar a nova carteira do Ibovespa B3, principal indicador do mercado acionário brasileiro.

A inclusão ocorre em um momento estratégico para a estatal mineira, marcado por discussões sobre Privatização, novos investimentos bilionários e reconhecimento em índices de sustentabilidade, como o ICO2 B3.

A mudança foi confirmada na terceira prévia do índice, divulgada em 23 de dezembro de 2025, e passa a valer até 30 de abril deste ano. 

Com peso de 0,351% na carteira, a Copasa torna-se a décima representante entre as Empresas mineiras listadas no Ibovespa B3.

O índice, que reúne os papéis mais negociados da bolsa brasileira, passa a contar com 82 ativos de 79 companhias. 

O que muda com a entrada da Copasa no Ibovespa B3 

Além da inclusão das ações ordinárias da Copasa, a B3 confirmou apenas uma alteração adicional na carteira: a saída da CVC Brasil, também com papéis ON.

Segundo a própria bolsa, o critério central para a composição do Ibovespa B3 é a liquidez, ou seja, a facilidade com que uma ação pode ser comprada ou vendida no mercado, sem grandes oscilações de preço. 

Esse ponto é relevante porque o índice funciona como referência para diversos produtos financeiros.

Entre eles estão os Exchange Traded Funds (ETFs), fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho do Ibovespa B3.

Assim, a presença da Copasa tende a ampliar a visibilidade da empresa junto a investidores institucionais e estrangeiros. 

Entrada ocorre após sanção de lei que autoriza privatização 

Enquanto a Copasa amplia sua presença no mercado financeiro, o debate sobre Privatização ganha força em Minas Gerais.

A entrada no Ibovespa B3 acontece menos de um mês após o governador Romeu Zema sancionar a Lei nº 25.664/2025. 

O objetivo da legislação é direcionar os recursos obtidos com a operação para a amortização da dívida de Minas com a União ou para outras obrigações previstas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), iniciativa do governo federal.

O tema divide opiniões, mas coloca a Copasa no centro das discussões sobre o futuro das estatais mineiras. 

Investimentos bilionários reforçam estratégia da companhia 

Paralelamente ao cenário político, a Copasa apresentou um robusto plano de investimentos. A estatal prevê aplicar R$ 3,1 bilhões em 2026 e outros R$ 17,9 bilhões entre 2027 e 2030.

Ao todo, o aporte planejado soma cerca de R$ 21 bilhões, voltados principalmente para a ampliação e modernização dos serviços de saneamento em Minas Gerais. 

Esse volume de investimentos reforça a relevância da empresa tanto para a economia estadual quanto para o mercado de capitais. 

Empresas mineiras ganham destaque no principal índice da bolsa 

Além da Copasa, outras nove Empresas mineiras possuem ações na carteira do Ibovespa B3.

Entre elas, a Localiza&Co se destaca com o maior peso, somando 1,816% em ações ordinárias e 0,065% em preferenciais.

A lista inclui ainda nomes como Companhia Energética de Minas Gerais, Grupo Energisa, CSN Mineração, Cogna Educação, Direcional Engenharia, Azzas 2154, Usiminas e MRV. 

A presença expressiva de companhias sediadas em Minas reforça a importância do estado no mercado acionário brasileiro e evidencia a diversidade de setores representados, como energia, mineração, educação, construção e saneamento. 

Copasa também avança em sustentabilidade com entrada no ICO2 B3 

Além do Ibovespa B3, a Copasa passará a integrar outros sete índices da B3, incluindo o ICO2 B3, referência nacional em práticas ambientais e transição energética.

O indicador reúne empresas com melhor desempenho na gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e políticas sustentáveis. 

De acordo com a estatal, a Copasa lidera o ranking do setor de água e saneamento em eficiência na gestão de emissões, com coeficiente emissão/receita de 0,08532. 

“Essa conquista posiciona a companhia como referência no setor, alinhada às metas globais de transição energética e ao Acordo de Paris”. 

A empresa também alcançou 66 pontos no Score de Gestão de Emissões (SGEE), acima da média do segmento, que é de 61,44. 

“Esses resultados reforçam a liderança da companhia na gestão climática e sua capacidade de conduzir iniciativas sustentáveis no setor de saneamento básico”, afirma a estatal

Com isso, a Copasa consolida sua posição no mercado, equilibrando crescimento financeiro, debate sobre Privatização e compromisso ambiental. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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