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Coreia do Norte acelera obras de 3 gigantescas estruturas em Pyongyang, supostamente pensando em Xi Jinping, Vladimir Putin e Donald Trump; entenda

Publicado el 13/12/2025 a las 20:41
Actualizado el 13/12/2025 a las 20:42
Coreia do Norte, Mansões
Reprodução / KCTV
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Imagens de satélite analisadas pelo NK News mostram obras aceleradas no complexo diplomático de Kumsusan, com estruturas de grandes dimensões e possível ligação a futuras cúpulas internacionais em Pyongyang

Construção de três mansões entre 130 mil e 140 mil pés quadrados (cerca de 12 mil m² e 13 mil m²) no complexo Kumsusan, em Pyongyang, avança em dezembro e amplia estrutura diplomática usada desde 2019.

A Coreia do Norte iniciou a construção de três grandes mansões no complexo da Casa de Hóspedes de Kumsusan, em Pyongyang, tradicional área diplomática, segundo análise de imagens de satélite divulgada em dezembro pelo NK News, apontando possível preparação para futuras cúpulas internacionais.

A informação foi publicada pelo site NK News, especializado em assuntos norte-coreanos, após análise de imagens recentes de satélite que identificaram novas estruturas surgindo dentro do complexo oficial de Kumsusan.

Segundo o levantamento divulgado pelo NK News, cada mansão ocupa entre 130 mil e 140 mil pés quadrados, área semelhante às duas edificações já existentes no local diplomático.

As mansões pré-existentes no complexo foram utilizadas para hospedar o presidente da China, Xi Jinping, durante visita oficial realizada em 2019, reforçando o papel estratégico da área.

As imagens analisadas mostram que a construção começou de forma acelerada, com a instalação de um grande acampamento de trabalhadores no fim de outubro em campo próximo.

Após a chegada dos trabalhadores, os serviços de escavação avançaram rapidamente e seguiram até meados de novembro, segundo a cronologia observada nas imagens de satélite.

Fotografias de alta resolução captadas pela empresa americana Maxar em 2 de dezembro indicam que as três mansões já possuem vários andares estruturais erguidos.

De acordo com o NK News, o ritmo das obras segue um padrão comum em campanhas do regime, caracterizadas por planejamento centralizado e execução rápida.

Especialistas ouvidos pelo site afirmam que, mantido o ritmo atual, os trabalhos externos das três estruturas podem ser concluídos em um prazo estimado de um a dois meses.

Antecedentes do complexo diplomático

A Casa de Hóspedes de Kumsusan ganhou destaque internacional antes da visita de Xi Jinping, em junho de 2019, quando o governo concluiu o complexo em apenas quatro meses.

À época, a obra foi considerada estratégica, pois a antiga Casa de Hóspedes Baekhwawon, inaugurada em 1983, era vista como inadequada para reuniões diplomáticas de alto nível.

Analistas citados pelo NK News apontam que as novas mansões podem estar ligadas à preparação para futuras cúpulas internacionais realizadas em Pyongyang.

Entre os líderes frequentemente mencionados como possíveis usuários estão o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping.

Putin visitou Pyongyang em junho do ano passado, enquanto Xi Jinping não retorna ao país desde 2019, segundo registros diplomáticos mencionados no conteúdo.

Protocolos diplomáticos indicam que o próximo encontro bilateral entre China e Coreia do Norte deve ocorrer em Pyongyang, aumentando especulações sobre a função das novas edificações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também manifestou publicamente interesse em realizar nova reunião com Kim Jong-un e visitar o país futuramente.

Trump e Kim Jong-un se encontraram três vezes durante o primeiro mandato do republicano, incluindo o encontro histórico realizado na zona desmilitarizada em 2019.

Apesar dessas hipóteses, o NK News destaca que as obras podem não estar exclusivamente relacionadas a visitas de chefes de Estado.

Durante a pandemia de Covid-19, partes do complexo de Kumsusan foram usadas como alojamento para artistas e até como cenário de produções de videoclipes.

Paralelamente, ocorre na região o desenvolvimento de um cemitério e de um museu dedicados a soldados norte-coreanos mortos no conflito na Ucrânia.

Para analistas, a proximidade desses projetos em área prestigiada de Pyongyang sugere tentativa simbólica de reforçar a cooperação militar entre Coreia do Norte e Rússia, mesmo sem confirmação oficial.

Com informações de R7.

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Romário Pereira de Carvalho

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