Coronavírus: Concessionárias de distribuição de energia elétrica do Brasil têm registrado a maior inadimplência após a Aneel ter decidido que distribuidoras não poderão cortar a energia de clientes residenciais e empresas de serviços essenciais durante 90 dias, mesmo em caso de falta de pagamento. Justiça proíbe que concessionárias cortem energia elétrica e água do Estaleiro Mauá
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Segundo dados levantados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), devido a pandemia desde meados de março houve uma queda de faturamento de cerca de 9 por cento na comparação com o ano passado.
De acordo com o relatório assinado ontem (28) pelo diretor da Aneel, Sandoval Feitosa, «O índice de inadimplência mais do que triplicou: saiu de 3,9% em abril de 2019 para 12,9% nos últimos dias. Esse percentual representa um inadimplemento de 2,46 bilhões de reais».
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A redução de 14 por cento no consumo total de energia desde o início de medidas de isolamento adotadas no país para combater a disseminação do vírus, acarretou no recuo do faturamento.
Os dados da Aneel sobre o faturamento, foram obtidos junto a «parte das distribuidoras» e consideram período de 21 de março a 19 de abril.
«Somando-se a redução de mercado e o aumento da inadimplência, verifica-se que as distribuidoras estão lidando com uma redução de receita total da ordem de 4,3 bilhões de reais», apontou o relatório.
Em meio aos fortes impactos no mercado, as distribuidoras de energia elétrica têm pedido ao Ministério de Minas e Energia um pacote de apoio ao segmento.
O governo já publicou uma medida provisória que deve permitir a obtenção de empréstimos junto a bancos para socorrer o caixa das distribuidoras durante a pandemia.
As concessionárias de energia elétrica têm estimado que para atravessar o período de «turbulência» associado à pandemia, podem precisar de um aporte nos valor de 15 bilhões e 17 bilhões de reais.
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