Imagens recentes da área industrial mostram unidades paralisadas e estruturas degradadas em Cubatão, enquanto autoridades discutem medidas para evitar a perda de competitividade do polo petroquímico paulista
O polo petroquímico de Cubatão, na Baixada Santista, enfrenta um momento de transformação e preocupação econômica após o fechamento ou paralisação de algumas plantas industriais que por décadas ajudaram a sustentar a economia da região.
Registros recentes da área industrial mostram complexos industriais aparentemente abandonados, equipamentos enferrujando e instalações tomadas pela vegetação, um contraste marcante com o passado de intensa atividade produtiva.
Embora o polo ainda mantenha empresas em operação e grande movimentação logística, o encerramento de unidades industriais reacendeu o debate sobre competitividade da indústria química brasileira, custos de produção e impacto das importações.
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Autoridades locais, empresários e trabalhadores discutem possíveis soluções para evitar que Cubatão perca definitivamente parte de sua importância no setor industrial nacional.
Polo industrial de Cubatão vive momento delicado após paralisação de fábricas e redução da atividade petroquímica
O polo industrial de Cubatão foi durante décadas um dos mais importantes complexos industriais do Brasil, reunindo empresas químicas, petroquímicas, siderúrgicas e de fertilizantes. A região chegou a empregar milhares de trabalhadores e teve papel central no desenvolvimento industrial paulista.
Nos últimos anos, no entanto, algumas unidades industriais encerraram atividades ou reduziram operações. Um exemplo recente foi a paralisação da fábrica de estireno e tolueno da Unigel, anunciada em janeiro, após quase 70 anos de operação na cidade.
Segundo a empresa, a decisão ocorreu em um cenário de queda global na indústria química e excesso de oferta internacional de produtos petroquímicos, que vem pressionando a competitividade das fábricas instaladas no Brasil desde 2023.
Além da Unigel, outra empresa relevante do setor, a Yara Brasil, também interrompeu parte de sua produção na cidade nos últimos anos, aumentando a preocupação com o processo de desindustrialização local.
Esses movimentos representam mais do que o fechamento de uma fábrica isolada. Para especialistas e autoridades locais, eles refletem dificuldades estruturais enfrentadas pela indústria nacional, incluindo custos elevados de produção e concorrência internacional.
Infraestrutura gigantesca permanece enquanto parte das instalações perde atividade industrial
Mesmo com algumas unidades paralisadas, o complexo industrial de Cubatão ainda possui uma infraestrutura gigantesca construída ao longo de décadas, incluindo tanques industriais, tubulações, pátios logísticos, ferrovias e acesso portuário.
Em diversas áreas do polo é possível encontrar estruturas que, em alguns casos, permanecem sem uso após o encerramento de operações. A presença de galpões vazios, equipamentos deteriorados e prédios administrativos abandonados evidencia a mudança no ritmo industrial da região.
Ao mesmo tempo, outras partes do complexo continuam funcionando com intensidade. Pátios logísticos, por exemplo, ainda recebem caminhões e contêineres para exportação e transporte de produtos químicos e petroquímicos.
Essa convivência entre instalações ativas e estruturas abandonadas mostra que o polo não desapareceu, mas vive uma fase de reestruturação.
Prefeitura e governo discutem medidas para recuperar competitividade da indústria local
Diante do fechamento de fábricas e da perda de empregos industriais, a prefeitura de Cubatão e lideranças da Baixada Santista iniciaram articulações com o governo estadual e federal em busca de soluções para reverter o quadro.
O prefeito de Cubatão, César Nascimento, afirmou que o enfraquecimento do polo industrial não é apenas um problema local, mas um risco para toda a cadeia industrial brasileira.
Entre as propostas discutidas estão medidas de estímulo à indústria, revisão de políticas tarifárias e criação de novos mecanismos de incentivo econômico. Uma das ideias apresentadas pelo governo estadual é a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que permitiria benefícios fiscais para empresas voltadas à exportação.
Outra iniciativa discutida é o chamado Projeto 50 km, que busca fortalecer cadeias produtivas regionais ao incentivar fornecedores e empresas industriais a se instalarem próximas das grandes fábricas da região.
A expectativa das autoridades é que essas medidas possam atrair novos investimentos e recuperar parte da atividade industrial perdida nos últimos anos.
História industrial de Cubatão ajuda a explicar o impacto econômico do fechamento de fábricas
Cubatão construiu sua identidade econômica a partir da indústria pesada. A cidade foi palco de grandes projetos industriais desde meados do século XX e chegou a abrigar complexos gigantescos ligados à petroquímica, siderurgia e fertilizantes.
O polo industrial foi responsável por gerar milhares de empregos diretos e indiretos, impulsionando o crescimento da Baixada Santista e contribuindo para o desenvolvimento da indústria brasileira.
Segundo representantes do setor químico da região, o número de trabalhadores ligados ao polo já foi superior a 12 mil empregos, mas hoje é significativamente menor.
Esse cenário alimenta o debate sobre o futuro da indústria nacional e sobre quais políticas públicas podem garantir que estruturas industriais estratégicas continuem operando no país.
A discussão também envolve fatores globais, como mudanças nas cadeias produtivas, aumento da concorrência internacional e transformações tecnológicas no setor químico e petroquímico.
O que você acha que está acontecendo com a indústria brasileira? É falta de competitividade, excesso de importações ou políticas econômicas inadequadas? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro do polo industrial de Cubatão e da indústria no Brasil.
Trabalhei terceirizado 2019- 2021 na unigel em Cubatão e sao jose dos Campo e já nesta época, somente a planta da Bahia recebia investimento. Inclusive muita coisa desativado, e enferrujado.
Trabalhei durante anos no Polo industrial de Cubatão, tudo começou ruir com a venda da Cosipa para Usiminas, para não fazer concorrência com sua unidade em Minas Gerais, ela fechou as unidades de alto forno, com isso centenas de funcionários foram mandados embora, então começou puxar a corda e empreiteiras, fornecedores, outras fabricas que usavam produtos fornecido por esse setor, aconteceu uma quebradeira geral e a corda esticou mais, cada empresa atingida aumenrava o numero de desempregados, afetou a cidade, depois disso foi ladeira abaixo e os anos dourados e produtivos da região acabaram, assim começou.