O estudo entregue ao governo estima que a tarifa zero de ônibus alcançaria 160 milhões de brasileiros e exigiria investimento anual de R$ 80 bilhões, divididos entre União e municípios em um modelo de implantação gradual
O debate sobre tarifa zero de ônibus ganhou força após o deputado federal Jilmar Tatto receber o estudo da UnB sobre o impacto da medida, informação publicada pela Coluna do Guilherme Amado, do site platôbr.com.br. O parlamentar pretende entregar o documento ao presidente Lula.
tarifa zero de ônibus e a projeção financeira
O estudo considerou municípios acima de 50 mil habitantes e estimou custo anual de R$ 80 bilhões para atender 160 milhões de pessoas. A previsão é que metade do valor seja bancada pela União dentro de um modelo aplicado em etapas.
O deputado afirmou que o tema tem caráter social para o PT e deve integrar o programa de governo de Lula, em linha com a isenção do IR. Ele avalia que o assunto terá centralidade na próxima agenda de debates.
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A posição de Jilmar Tatto
Tatto foi secretário de Transportes nas gestões de Fernando Haddad e Marta Suplicy em São Paulo. Na Câmara, apresentou o projeto de lei da tarifa zero e considera que a proposta será prioridade da esquerda em 2026, ao lado do fim da escala 6×1.
A ideia apresentada por ele é iniciar a implantação por cidades piloto, respeitando a viabilidade orçamentária. O modelo poderia ser expandido conforme o avanço das condições fiscais.
Exemplos já em funcionamento
Hoje, 138 cidades adotam o sistema. A maior é Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, com 378 mil habitantes e o programa Bora de graça. Há tarifa zero também em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Para Tatto, prefeitos de diferentes orientações políticas apoiam o projeto porque o transporte enfrenta estrangulamento. Ele avalia que o ambiente tenso da Câmara não impedirá o avanço da proposta e afirma que ninguém deseja votar contra algo comparável à isenção do IR. Assim, a tarifa zero de ônibus permanece no centro das articulações.

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