De pegadas jurássicas e fogo ancestral a planetas alinhados, rochas lunares e chimpanzés medicinais, subtítulo resume descobertas científicas que marcaram 2025 e ampliaram a compreensão humana
De pegadas gigantescas de dinossauros a fenômenos celestes raros, a ciência em 2025 revelou descobertas marcantes sobre o passado da Terra, o comportamento humano, o mundo natural e o espaço, destacando avanços, alertas ambientais e achados que ajudam a compreender melhor a história e o futuro da vida.
A diversidade de pesquisas ao longo do ano mostrou como a ciência conecta tempos distintos, do período jurássico a eventos observados no céu moderno, ampliando a compreensão coletiva sobre evolução e natureza.
Também houve avanços importantes no entendimento do comportamento humano, com descobertas arqueológicas e estudos comparativos que lançaram nova luz sobre habilidades, relações sociais e estratégias de sobrevivência.
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O mundo natural seguiu surpreendendo pesquisadores, revelando capacidades inesperadas em outras espécies e reforçando a proximidade evolutiva entre humanos e animais selvagens.
Ao mesmo tempo, alguns episódios lembraram que o conhecimento científico também cumpre papel essencial na identificação de riscos ambientais e ameaças à biodiversidade.
Pegadas jurássicas gigantescas reveladas na Inglaterra foi uma descoberta fascinante
Uma pedreira em Oxfordshire revelou um dos maiores sítios de pegadas de dinossauros já encontrados, com cerca de 200 marcas preservadas em pedra.
As pegadas foram deixadas há aproximadamente 166 milhões de anos e registram movimentos de dois dinossauros muito diferentes que viveram no mesmo ambiente.
Entre eles está um saurópode de pescoço comprido, que os pesquisadores acreditam ser um Cetiosaurus, além do carnívoro bípede Megalosaurus.
Algumas trilhas se estendem por até 150 metros, e os cientistas avaliam que elas podem continuar além das áreas já escavadas.
O sítio oferece um raro vislumbre do comportamento e da convivência desses animais, ajudando a reconstruir paisagens e rotinas do período jurássico.
Evidências mais antigas de fogo produzido por humanos
Em um sítio arqueológico na vila de Barnham, no leste da Inglaterra, pesquisadores identificaram evidências das mais antigas fogueiras humanas conhecidas.
Os vestígios datam de cerca de 400 mil anos e antecipam em mais de 350 mil anos a origem da produção controlada de fogo.
A descoberta marca um ponto decisivo na evolução humana, indicando capacidades técnicas e cognitivas muito mais antigas do que se imaginava.
O domínio do fogo transformou a vida cotidiana, fornecendo calor, permitindo cozinhar alimentos e influenciando diretamente o desenvolvimento cerebral.
Essa habilidade libertou os primeiros humanos para pensar, planejar e inovar, moldando trajetórias culturais que ainda impactam a sociedade atual.
Humanos e a formação de laços monogâmicos
Estudos comparativos sobre comportamento social mostraram que os humanos se destacam entre várias espécies pela frequência de relacionamentos monogâmicos.
Cerca de 66% dos humanos formam laços monogâmicos, superando chimpanzés e gorilas, embora fiquem atrás do rato-do-campo da Califórnia.
O estudo indica que, apesar de não sermos os campeões absolutos, a tendência humana à monogamia permanece significativa no reino animal.
Esses dados ajudam a contextualizar relações humanas sob uma perspectiva evolutiva, relativizando a ideia de exclusividade romântica.
Um raro desfile de sete planetas no céu noturno
Durante algumas noites de fevereiro, observadores testemunharam um raro desfile planetário, com sete planetas visíveis simultaneamente no céu noturno.
Marte, Júpiter, Urano, Vênus, Netuno, Mercúrio e Saturno alinharam-se de forma sincronizada, criando um espetáculo incomum para astrônomos e entusiastas.
Quatro planetas puderam ser vistos a olho nu, enquanto Saturno apareceu baixo no horizonte e Urano e Netuno exigiram telescópio.
Segundo cientistas, uma aparição tão clara e alinhada não deverá ocorrer novamente antes de 2040.
Rochas lunares chegam ao Reino Unido após décadas
Pela primeira vez em quase 50 anos, amostras de rochas lunares chegaram ao Reino Unido, emprestadas pela China para pesquisa científica.
Os grãos de poeira lunar estão armazenados em uma instalação de alta segurança em Milton Keynes.
O material está sendo estudado pelo professor Mahesh Anand, o único cientista do país com acesso às amostras até o momento.
Descritas como mais preciosas que ouro pelo valor científico, as rochas podem revelar novos detalhes sobre a formação e evolução da Lua.
Outra descoberta marcante: Chimpanzés usam plantas como remédio natural
Em Uganda, chimpanzés selvagens foram filmados utilizando plantas para tratar feridas abertas e outros ferimentos.
Pesquisadores da Universidade de Oxford, em parceria com uma equipe local, documentaram o comportamento ao longo de décadas.
Os animais foram observados aplicando material vegetal em seus próprios ferimentos e, ocasionalmente, nos de outros indivíduos.
As descobertas reforçam evidências de que chimpanzés possuem um conhecimento surpreendente de remédios naturais, aproximando ainda mais sua inteligência prática da humana.
Além das grandes descobertas, 2025 também trouxe alertas ambientais, como a ameaça de um iceberg gigante à deriva em direção a uma ilha remota, colocando a vida selvagem em risco.
Esses episódios mostram que a ciência segue essencial tanto para revelar maravilhas quanto para identificar perigos, conectando passado, presente e futuro de forma indissociável.
Com informações de BBC.

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