Fundada por imigrantes que fugiram da Segunda Guerra Mundial, a empresa brasileira saiu de uma pequena ferraria no interior do Rio Grande do Sul para se tornar multinacional, líder em inovação, agricultura de precisão e exportações globais
Pouca gente sabe, mas além das gigantes globais da indústria agrícola, como John Deere, New Holland e Massey Ferguson, o Brasil abriga uma fabricante nacional que construiu uma trajetória impressionante no setor de máquinas agrícolas. Trata-se da maior fabricante brasileira de tratores e implementos agrícolas, cuja história atravessa continentes, guerras e crises econômicas até se consolidar como uma potência do agronegócio nacional e internacional.
Essa trajetória singular começa longe do Brasil, no meio da Segunda Guerra Mundial, atravessa o oceano Atlântico e encontra seu destino em um pequeno distrito do Rio Grande do Sul, onde uma família de imigrantes transformou dificuldades extremas em inovação, tecnologia e crescimento industrial.
A informação foi divulgada por conteúdos históricos e registros institucionais da própria empresa, além de relatos amplamente difundidos em materiais audiovisuais sobre a indústria agro brasileira, que detalham a evolução da companhia desde sua origem até o cenário atual.
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Da Holanda em guerra ao recomeço no Brasil rural
A origem dessa história começa na província de Brabante do Norte, ao sul da Holanda, onde vivia a família Stepper Brook. Eles levavam uma vida simples, sustentada pelo trabalho em uma pequena propriedade rural. No entanto, esse cotidiano foi brutalmente interrompido em 1940, com a invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial.
A Holanda foi intensamente bombardeada, mergulhou em recessão econômica, enfrentou instabilidade política severa e passou a conviver com o medo constante de novos conflitos armados. Diante desse cenário, a família passou a temer, sobretudo, que seus filhos fossem convocados para o serviço militar obrigatório.
Buscando segurança, estabilidade e a chance de recomeçar, a decisão foi tomada: deixar a Europa e migrar para outro continente. O destino escolhido foi o Brasil, que naquela época recebia diversas famílias holandesas, especialmente na região de Campinas (SP), onde surgia a colônia de Holambra.
Foi assim que, em 19 de abril de 1949, chegou ao Brasil Johannes Bernardos Stepper Brook, acompanhado de sua esposa e filhos. Inicialmente, a família se estabeleceu em Holambra, onde Johannes passou a trabalhar como ferreiro na Fazenda Ribeirão. Ainda assim, o futuro reservava mudanças ainda mais profundas.
Alguns anos depois, influenciados por religiosos holandeses que já viviam no Sul do país, a família decidiu se mudar para o pequeno distrito de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, região que à época pertencia aos municípios de Carazinho e Passo Fundo.
O nascimento da indústria e a criatividade como diferencial
Nesse novo cenário, Johannes e sua família continuaram atuando com reparos e montagem de implementos agrícolas, uma atividade essencial para os agricultores locais. Em pouco tempo, Johannes montou sua própria ferraria em parceria com outro imigrante, John Hers.
O crescimento foi rápido. Isso aconteceu porque havia uma demanda crescente por adaptações de implementos agrícolas europeus às condições do solo e do clima brasileiro. Dessa necessidade nasceu a Stepper Brook Hers, embrião do que, anos mais tarde, se tornaria a Stara.
Já na década de 1960, a empresa se destacava pela criatividade e inovação, passando a desenvolver seus próprios equipamentos. Em 1968, lançou um marco histórico para o agronegócio nacional: a primeira carpideira do Brasil com braços flutuantes, um avanço tecnológico significativo para a época.
Além disso, a empresa diversificou sua produção, fabricando pulverizadores, camas hospitalares e outros equipamentos. A família trabalhava incansavelmente, literalmente de domingo a domingo, transformando ferro em desenvolvimento e progresso.
Com o aumento das encomendas, uma fábrica maior foi construída e inaugurada em 1978, com impressionantes 8.000 m². No entanto, o crescimento seria interrompido por um dos períodos mais difíceis da história da empresa.
Crises, reconstrução e o salto tecnológico da Stara
Os anos 1980 chegaram trazendo uma forte recessão econômica no Brasil. A moeda nacional se desvalorizou rapidamente, enquanto dívidas contraídas em dólar se tornaram impagáveis. Como consequência, a empresa atrasou salários, deixou de pagar fornecedores e chegou a perder carros e máquinas, confiscados por credores.
Em meio a essa crise profunda, em 1981, o patriarca Johannes faleceu aos 83 anos, deixando a empresa à beira do colapso. Foi nesse momento crítico que um novo capítulo começou a ser escrito.
Francisco, conhecido como seu Chico, que havia deixado a empresa para atuar como agricultor, decidiu retornar e investir suas próprias economias para salvar o negócio da família. Com esforço coletivo, união e muito trabalho, a empresa começou a se reerguer.
A partir de 1984, uma nova geração assumiu papel decisivo. Susana, filha de Francisco, casou-se com Gilson, que se tornaria uma peça-chave na reconstrução da empresa. Com uma visão moderna e estratégica, Gilson ajudou a Stara a dar um salto gigantesco nas décadas seguintes.
Em 1987, surgiram dois grandes sucessos de mercado: a plain agrícola dianteira (PED) e o subsolador Asa Laser. Nos anos 1990, a empresa continuou crescendo, embora enfrentasse disputas internas que levaram à saída de alguns familiares, os quais fundaram outras empresas de implementos agrícolas.
Na virada dos anos 2000, a Stara iniciou investimentos pesados em agricultura de precisão, importando equipamentos para estudo e desenvolvendo sistemas próprios. Nascia o Projeto Aquários, que colocou a empresa como pioneira no uso de GPS, guiamento via satélite e sistemas inteligentes no campo.
Mesmo diante de mais um momento difícil, com o falecimento de seu Chico em 2003, aos 65 anos, a empresa já estava preparada para seguir em frente. A liderança passou definitivamente para Gilson, que acelerou ainda mais o desenvolvimento de produtos inovadores.
Em 2006, foi lançada a plataforma de milho Brava. Em 2008, chegaram ao mercado a linha Vitória de plantadeiras e a Prima de semeaduras. O crescimento se intensificou até que, em 2010, ocorreu o maior salto da história da empresa.
Nesse ano, a Stara inaugurou uma nova fábrica em Carazinho, dedicada à fundição e usinagem, e lançou o primeiro pulverizador do mundo com barras centrais, uma inovação global. Ao mesmo tempo, entrou com força no mercado de tratores, lançando modelos como o ST Max 105 e o robusto ST Max 180, ambos equipados com motores renomados e preparados para operar com sistemas de agricultura de precisão.
Em 2019, a empresa se tornou oficialmente multinacional, com a inauguração da Stara Argentina. Já em 2020, o comando passou para AT, bisneto do fundador.
Atualmente, a Stara possui quatro fábricas, emprega mais de 3.600 funcionários, exporta seus produtos para 35 países, registra faturamento anual superior a R$ 1 bilhão e está posicionada entre as maiores fabricantes de implementos agrícolas do Brasil, com reconhecimento internacional por suas tecnologias exclusivas.
Uma gigante que nasceu pequena em Não-Me-Toque, no interior do Rio Grande do Sul, e conquistou o mundo com máquinas que transformam a forma de produzir alimentos.
Você conhecia a história dessa gigante brasileira do agronegócio ou se surpreendeu ao descobrir que o Brasil também lidera inovação na fabricação de tratores?
Se não tivesse tantos políticos criminosos ocupando cargo público e atrapalhando o desenvolvimento do país infernizando quem produz, estaríamos em outros patamares de desenvolvimento.
Há muito erro na reportagem, a começar pelo nome de família do empresário holandês, os Stapelbroek, e a terminar no outro holandês que vivia em Não Me Toque, Gerit Jan Rauwers. Não houve dívidas contraídas em dólar. Não foi o patriarca Johannes que deixou a empresa à beira do colapso, pois ele não era gestor da empresa. Se formos em frente, vamos encontrar mais erros.
Reportagem feita por IA, sem o mínimo de pesquisa humana abrangente.
Esse é o grande problema. E o elemento que se diz repórter ainda ganha por isso.