Calor persistente mantém alerta em regiões do Centro-Sul, com máximas próximas de 40 °C, risco à saúde e bloqueio atmosférico que dificulta a chegada de frentes frias, prolongando dias abafados, pouca chuva ampla e desconforto térmico em grandes cidades.
Uma onda de calor continua elevando as temperaturas em áreas do Centro-Sul do Brasil nesta sexta-feira (26), com máximas previstas perto de 39 °C em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo e com aviso de risco à saúde emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O quadro ocorre após dias seguidos de calor acima do normal para a época, condição que, segundo critérios usados pelo órgão, caracteriza onda de calor quando a temperatura máxima se mantém mais de 5 °C acima da média climatológica por mais de cinco dias.
Ao longo da semana, o Inmet vinha indicando alerta laranja de perigo para parte do país.
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Na manhã desta sexta, porém, o instituto atualizou a situação e passou a classificar como alerta vermelho de grande perigo para áreas do Sudeste, mantendo aviso de calor intenso também em trechos do Sul e do Centro-Oeste, com validade indicada até a segunda-feira (29) em áreas mais afetadas.
Bloqueio atmosférico sustenta calor fora do padrão
Meteorologistas apontam que um bloqueio atmosférico tem favorecido a persistência de ar quente e reduzido a entrada de frentes frias, o que limita o alívio mais amplo das temperaturas.
Com menos chuva generalizada e mais tempo aberto em vários períodos do dia, a combinação de sol forte e ar quente mantém as máximas elevadas e torna as noites mais abafadas, sobretudo em centros urbanos.

Mesmo onde há previsão de pancadas de chuva, o padrão descrito por serviços meteorológicos indica ocorrência localizada e de curta duração.
Na prática, a sensação de calor permanece ao longo do dia, com maior desconforto no começo da tarde, quando a radiação solar é mais intensa.
Alerta do Inmet concentra risco em oito estados
A área monitorada pelo Inmet inclui estados do Sudeste e partes do Sul e do Centro-Oeste.
O aviso de calor abrange São Paulo e Rio de Janeiro, além de áreas de Minas Gerais e Espírito Santo, e também trechos de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O conjunto dessas regiões soma centenas de municípios sob atenção, em um cenário em que o risco é associado tanto às temperaturas elevadas quanto ao período de persistência do calor.
Embora o mapa de aviso seja atualizado conforme novas rodadas de previsão, a indicação para esta sexta-feira é de manutenção do calor mais forte nessas faixas do território.
Em cidades do interior, a combinação de calor e baixa umidade em alguns horários pode aumentar o desconforto e a demanda por água.
São Paulo e Rio registram máximas elevadas e pouco alívio
Na cidade de São Paulo, a previsão aponta novamente máxima em torno de 34 °C a 35 °C, com predomínio de sol e aumento de nuvens entre a tarde e a noite.
Há indicação de chance de chuva fraca e localizada, mas sem expectativa de queda significativa da temperatura ao longo do dia.
Já no Rio de Janeiro, o cenário segue de tempo firme, com sol predominante e máximas projetadas entre 38 °C e 39 °C.
O calor mais intenso costuma se espalhar pela capital e pela região metropolitana, com variação conforme a influência marítima em bairros próximos à orla.
Ainda assim, a projeção para esta sexta é de desconforto térmico elevado na maior parte do município.

Minas, Centro-Oeste e Sul mantêm calor e instabilidade pontual
Em Minas Gerais, o calor se distribui de forma desigual.
Belo Horizonte tende a repetir máximas próximas de 33 °C, enquanto áreas como o Triângulo Mineiro e o sul do estado podem registrar temperaturas mais altas, com períodos longos de céu aberto.
Quando a chuva aparece, a tendência é de pancadas pontuais no fim da tarde, com efeito temporário sobre o calor.
No Centro-Oeste, Goiânia segue com calor e abafamento, com máximas ao redor de 33 °C.
Brasília, por outro lado, mantém calor com características mais secas em parte do dia, com máximas próximas de 30 °C.
Em Campo Grande e no leste de Mato Grosso do Sul, a previsão indica sol predominante e possibilidade de pancadas isoladas no fim do dia.
No Sul, o avanço do ar quente aparece com mais força no Paraná e no norte de Santa Catarina.
Em Curitiba, a sequência de dias quentes coloca as máximas entre 30 °C e 33 °C, com potencial de pancadas mais fortes entre a tarde e a noite.
Nesse tipo de configuração, o contraste entre calor e umidade pode favorecer chuva intensa em curto período, acompanhada de trovoadas e rajadas de vento.
Em Santa Catarina, a tendência é de alternância entre sol e aumento de nebulosidade, com maior chance de instabilidade em parte do estado.
No Rio Grande do Sul, o calor perde força em comparação com o eixo mais aquecido do Centro-Sul, mas ainda pode permanecer relevante em áreas do norte gaúcho, com chuva em pontos isolados ao longo do dia.
Norte e Nordeste seguem fora do alerta de onda de calor
Fora da área principal do aviso, Norte e Nordeste mantêm temperaturas altas dentro do padrão da estação, com umidade elevada favorecendo pancadas de chuva em vários momentos do dia.
Em capitais como Manaus, Rio Branco e Porto Velho, o calor se combina com a umidade e sustenta a formação de nuvens carregadas, principalmente no período da tarde.
No Nordeste, cidades como Salvador, Fortaleza, Natal e Recife seguem com máximas perto ou acima de 30 °C, em cenário de sol intercalado com chuvas passageiras.
No interior do Maranhão e do Piauí, a combinação de calor e instabilidade pode aumentar a chance de pancadas mais fortes.
Fim de semana terá calor persistente e mais instabilidade
A previsão para o fim de semana indica manutenção do calor, com aumento gradual de umidade em parte do país.
A expectativa é de crescimento das áreas de instabilidade, o que pode elevar o risco de temporais localizados, sobretudo entre a tarde e a noite.
Sem um alívio amplo e duradouro das temperaturas máximas, o bloqueio atmosférico segue como fator central para a permanência do calor intenso por vários dias.
Com o aviso do Inmet destacando risco à saúde e a possibilidade de persistência do evento, até quando esse padrão atmosférico deve impedir uma mudança mais consistente no tempo?
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