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Diploma no Brasil ainda é sinônimo de salário alto? Estudo aponta que quem tem ensino superior ganha até 2,5 vezes mais

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 23/12/2025 às 08:52
Atualizado em 23/12/2025 às 08:53
No Brasil, adultos de 25 a 64 anos com diploma podem ganhar até 148% a mais de salário. Entre jovens de 25 a 34 anos, acesso à graduação ainda é limitado.
No Brasil, adultos de 25 a 64 anos com diploma podem ganhar até 148% a mais de salário. Entre jovens de 25 a 34 anos, acesso à graduação ainda é limitado.
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No Brasil, adultos de 25 a 64 anos com diploma podem ganhar até 148% a mais de salário. Entre jovens de 25 a 34 anos, acesso à graduação ainda é limitado.

Ter um diploma de ensino superior no Brasil faz uma diferença direta no salário de adultos entre 25 e 64 anos, segundo dados divulgados em 2025.

O levantamento internacional aponta que, nessa faixa etária, trabalhadores com graduação podem receber até 148% a mais do que aqueles que concluíram apenas o ensino médio.

A análise considera renda, escolaridade e empregabilidade, mostrando quando, onde e por que a formação superior se tornou um dos principais fatores de ascensão profissional no país.

Diploma impacta o salário de adultos entre 25 e 64 anos

No recorte etário de 25 a 64 anos, o Brasil apresenta uma das maiores diferenças salariais do mundo entre trabalhadores com e sem diploma universitário.

Em média, adultos graduados recebem quase duas vezes e meia mais do que aqueles com apenas o ensino médio completo.

Esse percentual supera, com folga, a média dos países desenvolvidos. Enquanto em outras economias o diploma também aumenta o salário, poucas registram um impacto tão expressivo quanto o observado no mercado de trabalho brasileiro.

Assim, o diploma deixa de ser apenas um certificado acadêmico e passa a funcionar como um divisor econômico ao longo da vida profissional adulta.

Jovens de 25 a 34 anos ainda têm pouco acesso ao diploma

Apesar do alto retorno salarial, o acesso à graduação ainda é limitado no Brasil, especialmente entre jovens de 25 a 34 anos. Nessa faixa etária, apenas cerca de 20% a 25% da população concluiu o ensino superior.

Esse índice está bem abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Como consequência, grande parte dos jovens ingressa no mercado de trabalho sem o diploma que garante melhores salários no futuro.

Portanto, a desigualdade educacional começa cedo e tende a se refletir nos rendimentos ao longo das décadas seguintes.

Por que o diploma pesa tanto no salário no Brasil?

O impacto elevado do diploma sobre o salário no Brasil está ligado à baixa oferta de profissionais qualificados. Como poucos adultos entre 25 e 64 anos têm ensino superior completo, o mercado remunera melhor quem possui essa formação.

Além disso, muitos cargos de maior renda exigem graduação específica, o que restringe o acesso e valoriza ainda mais o diploma. Esse cenário amplia a distância entre trabalhadores com diferentes níveis de escolaridade.

Por outro lado, especialistas apontam que essa valorização excessiva também expõe falhas estruturais do sistema educacional brasileiro.

Diploma também reduz desemprego entre adultos

Entre adultos de 25 a 64 anos, o diploma não influencia apenas o salário, mas também a estabilidade no emprego.

Profissionais com ensino superior completo apresentam taxas menores de desemprego ao longo da vida.

Isso ocorre porque ocupações que exigem maior qualificação tendem a ser menos afetadas por crises econômicas e pela informalidade.

Assim, o diploma funciona como uma proteção adicional no mercado de trabalho brasileiro.

Enquanto isso, trabalhadores sem graduação enfrentam maior rotatividade e menor previsibilidade de renda.

Desigualdade educacional limita ganhos salariais

Embora os dados mostrem vantagens claras para quem tem diploma, o acesso desigual ao ensino superior no Brasil impede que esses benefícios sejam amplamente distribuídos.

Barreiras financeiras, evasão universitária e dificuldades de permanência afastam jovens e adultos da graduação.

Como resultado, os maiores salários ficam concentrados em grupos específicos, ampliando desigualdades sociais e regionais. Esse cenário afeta principalmente jovens de 25 a 34 anos que não conseguem concluir a formação superior.

Especialistas defendem políticas públicas focadas em acesso, permanência e conclusão do ensino superior.

Os números indicam que ampliar o acesso ao diploma pode reduzir desigualdades e elevar a renda média no Brasil.

Quanto mais jovens conseguirem concluir a graduação, menor tende a ser a distância salarial entre diferentes grupos etários no futuro.

Ao mesmo tempo, investir em educação superior fortalece o mercado de trabalho e amplia oportunidades para adultos ao longo de toda a vida profissional.

Assim, a relação entre diploma, Brasil e salário deixa claro que educação não é apenas uma escolha individual, mas um fator decisivo para o desenvolvimento social e econômico do país.

Fonte: Agência Brasil

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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