Com a inteligência artificial mudando rapidamente as exigências do mercado, habilidades práticas ganham mais peso do que a formação acadêmica.
A revolução da inteligência artificial está mudando a forma como as empresas contratam. Um novo relatório da consultoria americana PwC sugere que os diplomas universitários podem estar se tornando obsoletos em algumas áreas de atuação.
Segundo os dados, a prioridade dos empregadores está migrando para as habilidades práticas, especialmente em setores mais expostos à IA.
Relatório mostra mudança nas exigências do mercado
O relatório “AI Jobs Barometer 2025”, publicado pela PwC, analisou cerca de um bilhão de anúncios de emprego e milhares de relatórios financeiros de empresas em seis continentes.
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Os dados revelam que a exigência de diplomas formais está diminuindo. E essa mudança ocorre de forma ainda mais rápida em profissões diretamente afetadas pela inteligência artificial.
Segundo o documento, a IA permite que as pessoas adquiram conhecimento técnico em menos tempo. Isso pode reduzir a relevância de qualificações formais, que antes eram vistas como obrigatórias.
As habilidades exigidas pelos empregadores estão mudando 66% mais rápido em ocupações com alto nível de exposição à IA, como analistas financeiros, do que em funções menos expostas, como fisioterapeutas.
Esse número representa um crescimento expressivo em relação ao ano anterior, quando a diferença registrada era de 25%. Isso mostra uma aceleração clara na transformação das exigências do mercado de trabalho.
Mais oportunidades para quem não tem diploma
Para os trabalhadores, esse cenário pode representar uma oportunidade. Segundo o relatório, a diminuição da importância dos diplomas pode democratizar o acesso a empregos qualificados.
Isso significa que pessoas sem formação universitária, mas com habilidades práticas, podem ter mais chances de disputar boas vagas.
Em áreas expostas à IA, a prioridade dos empregadores está se voltando para o que os profissionais conseguem fazer hoje, e não para o que estudaram no passado.
A educação tradicional já não é a única forma de aprender. Hoje, é possível adquirir conhecimento usando ferramentas de IA e modelos de linguagem, como os LLMs.
Aposte no aprendizado prático e contínuo
Joe Atkinson, diretor global de IA da PwC, acredita que o cenário está mudando rapidamente.
Em entrevista à CNBC, ele recomendou que os profissionais se adaptem por conta própria. Para ele, estudar inteligência artificial por conta própria já se tornou essencial para quem quer manter uma carreira relevante.
“O mais importante é que as habilidades de IA sejam práticas. São habilidades aplicadas… você precisa usar a tecnologia”, disse Atkinson. Ele também recomendou acompanhar blogs de tecnologia, testar modelos de IA e aprender como estimular os LLMs corretamente.
Segundo ele, estamos entrando em uma nova economia, onde o acesso ao conhecimento será muito maior. Isso também vai elevar o nível de exigência. Para se destacar, será necessário se manter atualizado e em constante aprendizado.
Educação formal ainda tem seu valor
Apesar de destacar a importância da autoaprendizagem, Atkinson não descarta totalmente o valor da educação formal. Para ele, o ensino superior oferece mais do que apenas conteúdo técnico.
Ele acredita que a universidade desenvolve habilidades como pensamento crítico, capacidade de interação e análise profunda — aspectos que continuarão sendo valorizados no futuro.
Ainda assim, o recado principal é claro: as mudanças estão acontecendo em ritmo acelerado. E quem não acompanhar essa transformação pode ficar para trás.

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