Piscicultura brasileira ganha nova lista de doenças da tilápia, com iridovirose e tilapinevirus entre notificações obrigatórias do MAPA.
A inclusão das doenças da tilápia na nova lista de notificação obrigatória do MAPA chega após discussões sobre o risco sanitário e econômico associado ao cultivo.
Mesmo que algumas enfermidades ainda não tenham casos registrados no Brasil, especialistas alertam que a vigilância antecipada é imprescindível para evitar surtos e perdas produtivas.
Segundo o médico-veterinário e mestre em Aquicultura pela Unesp, Santiago Benites de Pádua, a revisão é urgente porque muitas doenças listadas há dez anos já se tornaram endêmicas.
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Além disso, novas ameaças surgiram no cenário internacional. “Existem novas que, mesmo sem casos conhecidos no país, podem se instalar e levar à perda de produção”, afirma.
Iridovirose e tilapinevirus preocupam produtores
Entre as doenças da tilápia que passam a integrar o monitoramento obrigatório, a iridovirose é uma das mais sensíveis. Mato Grosso do Sul já registrou ocorrências em cultivos na Bacia do Paraná. Santiago explica que o impacto é severo:
“Essa doença ocorre na tilápia no estágio larval e jovem. Provoca anemia e imunossupressão animal, levando à morte.”
Outra preocupação crescente é o tilapinevirus, também conhecido como vírus da tilápia do Lago.
Embora o Brasil seja considerado livre dessa infecção, ela já provocou prejuízos graves em países vizinhos e em diversos produtores asiáticos.
O controle, portanto, é essencial para proteger o mercado interno, que se consolidou como um dos maiores do mundo.
Necroses virais e Parvovírus da Tilápia entram no radar do MAPA
O professor da UFMS e doutor em Medicina Veterinária, Carlos Eurico Santos Fernandes, lembra que a discussão sobre a inclusão do vírus da necrose infecciosa do baço e do rim (ISKNV) não é recente. “Possivelmente será inclusa na lista de notificação obrigatória”, afirma.
A enfermidade ganhou atenção nacional após um surto registrado em Goiás, São Paulo e Minas Gerais em agosto de 2020.
Já no caso do Parvovírus da Tilápia (TiPV), ainda não há registro no Brasil.
Fiscalização ainda enfrenta desafios técnicos e estruturais
Para Fernandes, a piscicultura brasileira ainda precisa avançar na assistência e no diagnóstico.
“Os serviços estaduais de fiscalização ainda estão se organizando diante do diagnóstico e do combate às doenças registradas na piscicultura, e há uma carência de laboratórios especializados no diagnóstico e na assistência aos produtores”, explica.
Com o aumento da produção e a expansão geográfica da atividade, a demanda por infraestrutura sanitária se torna mais urgente.
Assim, a notificação obrigatória busca fortalecer a resposta dos órgãos de inspeção e padronizar ações em todo o território nacional.
Impacto econômico predomina sobre riscos à saúde humana
O Brasil encerrou 2024 como o quinto maior produtor nacional de tilápia, segundo a PeixeBR. Para Santiago, o impacto das quatro doenças da tilápia é limitado à cadeia produtiva.
“Não são doenças transmissíveis para o ser humano. Elas causam prejuízo na produção, pois podem contaminar todo o cardume do produtor”, afirma.
Mesmo sem registros no território nacional, o tilapinevirus segue como ameaça internacional e exige atenção redobrada das fazendas e cooperativas.
“Nosso setor está muito atento em relação a ele. Causa bastante prejuízo. Aqui no Brasil, os produtores participam de programas de monitoramento e não temos registro”, finaliza
Quase todas as tilápias , são vacinadas ainda na fase juvenil , uma a uma, reportagem do globo rural desse ano, inclusive com vídeos. Então acho que se informar um pouco mais , possa até ser que não são todos os criadores ,mas os sérios e grandes produtores fazem isso. É só pesquisar
Acharam também a doença tilápiads fritoides gostosoides kkkk