Arqueólogos da Universidade de Coimbra e de Cambridge descobriram no Iraque um edifício monumental de 5.000 anos que pode revelar uma ligação política e administrativa entre Kani Shaie e a lendária cidade de Uruk
Durante a campanha de escavações de 2025, pesquisadores no Iraque descobriram um edifício monumental que pode transformar a compreensão sobre Uruk e sua relação com as regiões vizinhas. A Universidade de Coimbra anunciou que o sítio arqueológico de Kani Shaie é o mais importante a leste do rio Tigre para entender a sequência da ocupação humana desde o início da Idade do Bronze até o 3.º milênio a.C.
As escavações revelaram um monumento impressionante que remonta às primeiras cidades da Terra. Embora os arqueólogos tenham encontrado artefatos sugerindo funções administrativas, ainda não há confirmação oficial dessa hipótese.
Mesmo assim, tudo indica que o local possuía grande relevância política. Segundo os pesquisadores, Kani Shaie foi “um ator fundamental na formação de redes culturais e políticas”.
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Novo centro político próximo de Uruk
Localizada a quase 480 quilômetros ao norte de Uruk, Kani Shaie exigiria mais de duas semanas de viagem a pé desde a lendária cidade, conforme apontou o Live Science. Apesar da distância, as novas descobertas sugerem que o assentamento integrava uma rede maior que se estendia por toda a Mesopotâmia.
Pesquisadores da Universidade de Coimbra e da Universidade de Cambridge trouxeram à superfície o edifício de 5.000 anos e acreditam que, por seu tamanho, ele só poderia ter natureza política, possivelmente um templo. As escavações também revelaram objetos que reforçam essa hipótese.
Entre as peças encontradas, há “um fragmento de um pingente de ouro”, refletindo a presença de riqueza e o acesso a metais preciosos em uma comunidade considerada periférica.
Outro achado foi um selo cilíndrico do período de Uruk, artefato associado a práticas de administração e legitimação do poder.
O The Jerusalem Post informou que esses selos também indicam a existência de alguma forma de autoridade. Ainda que a confirmação científica sobre a função do edifício não tenha sido concluída, as evidências reforçam a interpretação de que se tratava de uma estrutura oficial.
Os pesquisadores também identificaram cones de parede, elementos decorativos típicos da arquitetura monumental, comuns em Uruk.
Conexão visual e simbólica com Uruk
De acordo com o Live Science, as partes planas das pedras do edifício eram pintadas para criar a ilusão de um mosaico com padrões geométricos, como triângulos e ziguezagues. Esse recurso artístico sugere vínculos diretos com o estilo arquitetônico da antiga Uruk.
A cidade de Uruk, que abrigou cerca de 80.000 habitantes, possuía bairros administrativos e residenciais planejados, o que indica um sistema político e urbano avançado. A descoberta em Kani Shaie fortalece a hipótese de que o poder de Uruk se estendia além de suas fronteiras imediatas, revelando uma rede política mais ampla do que se acreditava.
Redefinindo o Berço da Civilização
As escavações em Kani Shaie começaram em 2013 e revelaram vestígios de ocupação humana desde cerca de 6.500 a.C., segundo o Archaeology News.
As descobertas recentes sugerem que as conexões entre as primeiras comunidades mesopotâmicas eram mais fortes do que os pesquisadores imaginavam.
O novo edifício de 5.000 anos agora se torna peça central na reinterpretação da história das primeiras cidades do mundo e pode redefinir o entendimento sobre o verdadeiro alcance político da antiga Uruk.

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