De briga com Mark Zuckerberg e saída conturbada do Facebook a império bilionário em Singapura, Eduardo Saverin reconstruiu carreira, fundou a B Capital e hoje lidera fortuna de US$ 224,5 bilhões.
A trajetória de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, poderia facilmente inspirar um filme de Hollywood. Em 2004, ele vivia o auge: dono de 34% das ações da rede social recém-criada, era visto como peça-chave para expandir a empresa. Mas sua relação com Mark Zuckerberg azedou rapidamente. Divergências sobre estratégias, contratos e tomada de decisões acabaram reduzindo sua participação acionária para menos de 10%.
Saverin processou a companhia, mas fechou um acordo que, apesar de amargo, garantiu seu nome como cofundador e manteve uma fatia valiosa. Quando o Facebook abriu capital em 2012, sua fortuna disparou.
Singapura: o novo lar de um bilionário
Desde 2009, Eduardo Saverin vive em Singapura, um dos principais centros financeiros da Ásia.
Foi lá que fundou a B Capital, empresa de investimentos que hoje administra mais de US$ 7 bilhões em ativos globais. O executivo atua como co-CEO, supervisiona diretamente startups e foca em três setores estratégicos: saúde, transformação digital e sustentabilidade.
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Seu papel vai além de assinar cheques: Saverin analisa relatórios, revisa apresentações e participa ativamente das decisões estratégicas. Ele mantém o hábito de trabalhar com múltiplos monitores no escritório de casa, acompanhando simultaneamente mercados globais e sistemas meteorológicos — uma de suas paixões pessoais.
Vida pessoal discreta, mas excêntrica
Casado desde 2015 com Elaine Andriejanssen, Saverin mora em um condomínio de luxo em Singapura.
Diferente de outros bilionários que cultivam uma vida pública extravagante, ele adota uma postura discreta, evitando festas ou grandes aparições.
Mesmo assim, curiosidades não faltam:
- Ele mantém em casa um sistema meteorológico integrado a três monitores Apple, usado para acompanhar furacões e tsunamis em tempo real;
- É fã declarado da Apple, afirmando em 2019 que utilizava exclusivamente iPhone, iPad e Mac;
- Preza por um ambiente de trabalho altamente organizado, com controle rígido de agenda e revisão pessoal de relatórios de investimento.
Filosofia do “poder silencioso”
Saverin não dá entrevistas com frequência, mas quando fala, transmite uma filosofia clara: o que chama de “poder silencioso”.
Em 2019, disse à Forbes: “Ainda estamos nos estágios iniciais de criar tecnologias que influenciarão o mundo. Nunca vou me aposentar em uma praia.”
Sua visão é que o futuro das grandes fortunas e revoluções tecnológicas estará na interseção entre saúde e inteligência artificial. Para ele, é nesse ponto que surgirá o “novo Facebook” — e ele quer estar entre os primeiros a investir.
O homem mais rico do Brasil em 2025
Com um patrimônio estimado em US$ 224,5 bilhões, Eduardo Saverin se tornou em 2025 o homem mais rico do Brasil — mesmo vivendo fora do país há mais de uma década.
Sua fortuna supera a de fundadores de outras big techs e o coloca entre os maiores bilionários globais.
Esse salto financeiro não veio apenas do Facebook, mas também do desempenho de seus investimentos estratégicos na B Capital, que se beneficiou da ascensão de startups de tecnologia na Índia e no Sudeste Asiático.
Apesar do perfil discreto, Saverin também se envolve em ações sociais.
Em 2024, fez uma doação de US$ 15,5 milhões para a Singapore American School, a maior já registrada na instituição.
A iniciativa reforça seu vínculo com a comunidade local e sua crença de que educação e tecnologia são os pilares para o futuro.
Um “cidadão global”
Desde 2011, Eduardo Saverin não possui mais cidadania americana nem brasileira. Hoje, prefere se definir como cidadão global. A postura reflete tanto sua vida internacional quanto sua filosofia de negócios, voltada a investimentos com impacto mundial.
Ainda assim, sua trajetória continua a inspirar debates no Brasil: seria possível que o país tivesse abrigado o mesmo império financeiro caso Saverin tivesse permanecido por aqui? Enquanto a pergunta fica sem resposta, o fato é que o brasileiro expulso do Facebook se tornou um dos nomes mais influentes do capitalismo global.
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