A pandemia não afetou o setor, que movimentou 60,8 milhões de toneladas no período; dados constam de levantamento do Ministério da Infraestrutura
O setor portuário no Brasil, sobretudo na navegação por cabotagem, não sofreu impactos com a pandemia do coronavírus, registrando alta de 11,3% na movimentação entre janeiro e abril deste ano, em relação ao mesmo quadrimestre de 2019. Confiança da indústria no Brasil aumenta após afrouxamento nas medidas de quarentena
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O levantamento foi realizado pelo Ministério da Infraestrutura, com base em dados estatísticos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
No total, o setor transportou 60,8 milhões de toneladas no período. O impacto na movimentação por cabotagem está relacionado ao crescimento no transporte de graneis líquidos e gasosos (10,1%) – com destaque para o setor de petróleo e derivados –, assim como à alta de 58,1% no transporte de graneis sólidos no nos quatro primeiros meses do ano.
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“Apesar de termos segmentos mais afetados durante a pandemia, o setor portuário tem mostrado resiliência aos efeitos da crise, mostrando um crescimento relevante no fechamento de dados do primeiro quadrimestre, com destaque para o aumento das movimentações da cabotagem. Isso mostra que estamos no caminho correto ao traçar o programa BR do Mar, que tem como objetivo potencializar ainda mais esse crescimento”, avalia o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.
O setor portuário também registrou alta de 3,7% no período, sendo 65,2% das cargas operadas pelos portos privados e 34,8%, pelos portos públicos. Em toneladas, o volume total transportado foi de 340,4 milhões.
Mesmo após janeiro deste ano ter registrado quedas de 30% no transporte de minério de ferro e soja, na comparação com 2019, o setor apresentou recuperação nos meses seguintes, com o minério de ferro mantendo o nível do ano anterior, e o petróleo e a soja impactando no resultado positivo final.
A Companhia Docas do Pará (CDP), teve aumento de 30% no período, em comparação com ao ano passado; para o Porto de Suape (PE), com alta de 21,1%; para a Portos do Paraná, que administra os portos de Paranaguá (PR) e Antonina (PR), com aumento de 20,5%; além da SPA, autoridade portuária do Porto de Santos (SP), que registrou crescimento de 12% no período acumulado.
Os portos administrados pela Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA), pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e pela Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA) foram os que sofreram maior impacto nas movimentações, com perdas de 15,68%, 34,37% e 6,27%.
Embora sejam portos de movimentação expressiva, o levantamento realizado mostra que, até o momento, a tendência de queda geral no transporte não é uma realidade do setor portuário.

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