Vijay Vaitheeswaran, da The Economist, discutiu no podcast Babbage por que a energia geotérmica, antes negligenciada, ganhou tração. Ele afirmou que tecnologia na indústria do petróleo pode ampliar a viabilidade global e entregar eletricidade limpa 24 horas, reabrindo a comparação com energia nuclear para abastecer o mundo continuamente.
Em 2025, a energia geotérmica voltou ao noticiário técnico quando Vijay Vaitheeswaran, editor de inovação global em energia e clima da The Economist e vencedor do prêmio de Escritor de Energia do Ano de 2025, conversou com Alok Jha, apresentador do podcast Babbage. O tema foi a virada de percepção sobre energia geotérmica depois de anos de baixa atenção.
Na conversa de 2025, a hipótese colocada foi direta: com um novo conjunto de tecnologias, parte delas associadas à indústria do petróleo, a energia geotérmica pode finalmente se tornar viável em mais lugares do mundo. A promessa destacada é eletricidade limpa 24 horas por dia, reabrindo a pergunta sobre competir com energia nuclear.
O que foi discutido no podcast Babbage em 2025

O ponto de partida do podcast Babbage foi a pergunta sobre a energia geotérmica ultrapassar a energia nuclear.
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Vijay Vaitheeswaran apresentou o tema como uma fonte há muito negligenciada, e enquadrou o debate como um retorno da energia geotérmica ao centro das decisões de energia e clima.
A conversa no podcast Babbage também fixou quem está falando: Vaitheeswaran é editor na The Economist e recebeu em 2025 o prêmio de Escritor de Energia do Ano.
Esse contexto importa porque define o recorte: inovação aplicada e viabilidade industrial, não apenas teoria.
Por que a energia geotérmica foi tratada como esquecida

A base fornecida descreve a energia geotérmica como negligenciada.
Isso é compatível com um histórico em que a fonte costuma ser vista como limitada por condições locais e por desafios de implantação que exigem engenharia e investimento antes de qualquer geração.
Nesse quadro, a energia geotérmica permaneceu como assunto técnico especializado, enquanto outras fontes receberam mais atenção pública e política.
O efeito prático é que a energia geotérmica ficou fora do radar de parte do mercado por longos períodos.
O papel da indústria do petróleo no salto tecnológico
O elemento novo apontado por Vijay Vaitheeswaran é a incorporação de tecnologia associada à indústria do petróleo para destravar projetos de energia geotérmica.
O argumento é que métodos, equipamentos e rotinas operacionais amadurecidos em petróleo e gás podem reduzir incertezas e acelerar aprendizado em campo.
O podcast Babbage não detalha quais tecnologias específicas estão no pacote, mas a ideia central é clara: a indústria do petróleo teria produzido ferramentas e práticas que agora podem ser reaproveitadas para ampliar a viabilidade da energia geotérmica em escala global.
Aqui, a “tecnologia do petróleo” aparece como vetor de industrialização.
Eletricidade limpa 24 horas e a comparação com energia nuclear
A promessa mais forte destacada é a de eletricidade limpa 24 horas por dia, todos os dias, o que colocaria a energia geotérmica no debate de fornecimento contínuo.
Esse atributo explica por que a comparação com energia nuclear aparece como eixo, já que energia nuclear é frequentemente associada a geração firme.
O ponto enfatizado é que, se a energia geotérmica entregar esse perfil contínuo, ela pode disputar a mesma categoria de uso em alguns sistemas elétricos.
O material não apresenta números de custo, potência ou prazos, mas destaca a ambição de operar sem parar, em contraste com fontes intermitentes.
O que a base não informa e quais dados precisam aparecer
A base não traz métricas, cronograma de implantação, localizações, custos, potências, taxas de sucesso, nem critérios de segurança.
Também não há detalhamento de licenciamento, impacto ambiental, ou parâmetros para comparar, na prática, energia geotérmica e energia nuclear além do argumento de fornecimento contínuo.
Para transformar a discussão do podcast Babbage em avaliação técnica, faltam pelo menos três blocos de dados: desempenho operacional ao longo do tempo, custo nivelado por megawatt-hora e risco de implantação.
Sem esses números, a tese fica no campo de plausibilidade, não de confirmação.
O recorte de 2025 apresentado por Vijay Vaitheeswaran na The Economist, em diálogo no podcast Babbage, recoloca a energia geotérmica como candidata a geração firme, apoiada em tecnologia da indústria do petróleo e na promessa de eletricidade limpa 24 horas por dia.
A comparação com energia nuclear aparece como provocação central, mas a base não entrega os dados necessários para concluir se a virada já aconteceu.
Se você cobre energia e clima, acompanhe novos episódios, relatórios técnicos e anúncios de projetos que tragam números verificáveis, porque é aí que a energia geotérmica deixa de ser narrativa e vira evidência.
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