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Energia Solar enfrenta retração: Investimentos e Potência Instalada devem cair em 2026, alerta Absolar

Escrito por Sara Aquino
Publicado el 12/12/2025 a las 14:07
Projeções da Absolar indicam queda nos investimentos e redução da potência instalada da energia solar em 2026.
Foto: IA
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Projeções da Absolar indicam queda nos investimentos e redução da potência instalada da energia solar em 2026.

O Brasil poderá enfrentar, em 2026, uma nova retração no mercado de energia solar, segundo projeções inéditas divulgadas pela Absolar.

A entidade estima o quê: uma queda nos investimentos e na expansão da potência instalada no País. Quem: a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. 

Quando: projeções para 2026. 

Onde: em todo o território nacional. 

Como: com redução no ritmo de implantação de grandes usinas e de sistemas de geração própria. 

Por quê: por fatores financeiros, regulatórios e estruturais que vêm pressionando o setor desde 2024. 

A análise aponta que o Brasil caminhará para o segundo ano consecutivo de retração do setor, um movimento que contrasta com o recorde de crescimento registrado em 2024.

Assim, o mercado entra em 2026 em compasso de desaceleração, apesar da crescente demanda por energia renovável no país. 

Investimentos em Energia Solar devem recuar pelo segundo ano seguido 

Absolar projeta uma redução de aproximadamente 7% na instalação de novos projetos de energia solar em 2026, comparada ao volume previsto para 2025.

A expectativa é de que o setor adicione 10,6 GW de potência instalada, número inferior aos 11,4 GW estimados para 2025. 

O cenário de 2025, por sua vez, já representou uma forte queda em relação ao ano anterior: o país deve terminar o período com 24% menos expansão do que os 15 GW adicionados em 2024. Portanto, a tendência de desaquecimento se consolida. 

Por que a retração do setor está se agravando 

retração do setor tem origens distintas nas duas frentes da cadeia solar.

Nas grandes usinas, o problema central é financeiro: os geradores enfrentam prejuízos recorrentes pela falta de ressarcimento após cortes de geração.

Esses cortes, conhecidos como “curtailment”, ocorrem quando o sistema elétrico reduz a produção para preservar a segurança da rede. 

Nos pequenos e médios sistemas, instalados por consumidores que buscam gerar a própria energia, o entrave está nas negativas de conexão.

Distribuidoras têm alegado incapacidade da rede e inversão de fluxo de potência para recusar novas instalações, movimento que vem frustrando a expansão da geração distribuída. 

Além disso, a Absolar destaca que o custo de capital no Brasil, com juros próximos de 15% ao ano, dificulta o acesso ao crédito.

A volatilidade do dólar e o alto imposto de importação de equipamentos fotovoltaicos elevam o custo final, reduzindo a atratividade dos investimentos em energia solar

Potência Instalada cresce, mas em ritmo menor e abaixo do potencial 

Mesmo com o cenário adverso, a fonte solar deve alcançar 75,9 GW de potência instalada acumulada até o fim de 2026.

Desse total, 51,8 GW virão de pequenos e médios sistemas e 24,1 GW de grandes usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Ainda assim, o ritmo reduzido preocupa o setor, que acredita que o país poderia avançar mais rapidamente caso os entraves financeiros e regulatórios fossem solucionados. 

Investimentos, empregos e arrecadação também recuam 

Os impactos da retração não se limitam à capacidade instalada.

A Absolar estima que os investimentos em energia fotovoltaica devem cair de R$ 40 bilhões em 2025 para R$ 31,8 bilhões em 2026.

Essa redução trará reflexos diretos no mercado de trabalho. 

Assim, a projeção indica 319,9 mil novos empregos gerados em 2026, número significativamente menor que os 396,5 mil postos previstos para este ano.

A arrecadação pública também sofrerá: deve recuar de R$ 13 bilhões em 2025 para cerca de R$ 10,5 bilhões em 2026. 

Absolar liga alerta e pede revisão de políticas para retomada do crescimento 

Assim, diante desse quadro, a Absolar reforça a necessidade de medidas urgentes para estimular os investimentos e evitar a continuidade da retração do setor.

Entre os pontos citados estão melhorias no ambiente regulatório, revisão das tarifas de importação de equipamentos e mecanismos que garantam segurança financeira aos geradores. 

Então para a entidade, sem mudanças estruturais, o Brasil corre o risco de desacelerar justamente em um dos mercados de energia renovável mais promissores do mundo. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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