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Energia solar impulsiona inclusão e futuro profissional de jovens no interior do RN com projeto do Senai apoiado pela Statkraft

Escrito por Rannyson Moura
Publicado el 17/12/2025 a las 09:24
Actualizado el 17/12/2025 a las 09:25
Energia solar chega a jovens do interior do Rio Grande do Norte com projeto do Senai-RN que une qualificação profissional, sustentabilidade e usinas educacionais.
Energia solar chega a jovens do interior do Rio Grande do Norte com projeto do Senai-RN que une qualificação profissional, sustentabilidade e usinas educacionais.
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Energia solar chega a jovens do interior do Rio Grande do Norte com projeto do Senai-RN que une qualificação profissional, sustentabilidade e usinas educacionais.

A expansão da energia solar no Brasil começa a gerar impactos que vão além da matriz energética. No Rio Grande do Norte, um novo projeto aposta na formação de jovens da rede pública como estratégia para estimular o desenvolvimento local e ampliar o acesso a tecnologias limpas. 

Trata-se do Juventude Solar: Transformando o Sol em Oportunidade, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do RN (Senai-RN), que foi selecionada em edital nacional da Statkraft Brasil voltado a projetos socioambientais.

Com foco na qualificação profissional e na educação para a sustentabilidade, o projeto atenderá estudantes de municípios do interior, conectando formação técnica, prática em campo e conscientização ambiental.

Recursos de incentivo fiscal viabilizam ações educacionais

A seleção no edital de Incentivos Fiscais para Projetos Socioambientais 2025-2026 garantiu ao projeto cerca de R$ 275 mil em investimentos. 

Os recursos são oriundos do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), instrumento vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Esse montante será direcionado para ações de educação profissional e infraestrutura nos municípios de Lajes e São Bento do Norte. 

As duas cidades estão inseridas em regiões onde a Statkraft mantém investimentos em energias renováveis, o que reforça a integração entre formação local e demandas do setor.

A proposta prevê a qualificação de 75 estudantes da rede pública no curso de instalação de sistemas fotovoltaicos. A capacitação será voltada a jovens entre 18 e 19 anos que estejam concluindo ou já tenham concluído o Ensino Médio.

O curso será totalmente gratuito e terá início previsto para o primeiro semestre de 2026. Antes da abertura das inscrições, equipes do Senai-RN devem visitar os municípios envolvidos. O objetivo é articular parcerias com o poder público local e mobilizar potenciais participantes.

Além do conteúdo técnico, o projeto inclui módulos voltados à sustentabilidade e ao funcionamento da energia solar, ampliando a compreensão dos estudantes sobre o setor e suas oportunidades.

Usinas solares educacionais ampliam aprendizado prático

Um dos diferenciais da iniciativa está na implantação de usinas solares educacionais em Lajes e São Bento do Norte. 

Esses sistemas fotovoltaicos serão utilizados como laboratórios vivos, permitindo que os alunos tenham contato direto com equipamentos reais durante as aulas e atividades práticas.

Além disso, as usinas também servirão como ferramenta pedagógica para a comunidade escolar. Palestras e ações de conscientização sobre energia solar e sustentabilidade estão previstas em escolas públicas dos municípios atendidos.

Essa abordagem prática fortalece o aprendizado e aproxima os jovens das tecnologias que já transformam o setor elétrico brasileiro.

Segundo a diretora do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) do Senai-RN, Amora Vieira, a iniciativa vai além da formação pontual de mão de obra.

“Este é um dos primeiros projetos do SENAI-RN vinculados a um edital de fundo fiscal. O que o diferencia é a conexão com a comunidade, com investimento em usinas para escolas, palestras para a população e formação para alunos da rede pública, abrindo caminho para uma atuação mais ampla na qualificação e no primeiro contato com tecnologias de energias renováveis”, afirma Vieira.

A expectativa é que o projeto seja concluído até o fim de 2027, deixando estruturas permanentes e conhecimento técnico como legado para os municípios.

Outro ponto relevante da proposta é a inclusão de conteúdos voltados ao empreendedorismo. A ideia é mostrar aos participantes que o setor de energia solar oferece caminhos que vão além do emprego formal em empresas especializadas.

“A ideia é proporcionar um conhecimento mais amplo sobre o potencial do próprio município, mostrando que a formação tecnológica é um caminho possível e acessível”, diz Amora Vieira.

Nesse sentido, os alunos terão contato com alternativas de negócios ligados à instalação, manutenção e serviços associados à geração fotovoltaica, fortalecendo a economia local.

Seleção nacional reforça impacto e alinhamento aos ODS

O Juventude Solar está entre apenas sete iniciativas selecionadas pela Statkraft Brasil em um universo de mais de 240 propostas inscritas no edital. Os projetos escolhidos serão executados em 14 municípios de três estados brasileiros.

A seleção considerou critérios como impacto coletivo, qualidade técnica, viabilidade financeira, capacidade de continuidade e alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. As iniciativas contemplam áreas como educação, cultura, esporte, inclusão social e sustentabilidade.

Os recursos do edital são distribuídos por meio de diferentes mecanismos de incentivo fiscal, incluindo a Lei de Incentivo à Cultura, o Fundo da Infância e Adolescência, o Fundo do Idoso e a Lei de Incentivo ao Esporte.

Criado em 1991, o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente financia ações em todo o país com recursos provenientes, entre outras fontes, de deduções do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas. A gestão é feita pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Com isso, iniciativas como o Juventude Solar conseguem unir energia solar, educação e desenvolvimento social, ampliando o alcance das políticas públicas e privadas voltadas à transição energética no Brasil.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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