Ex-engenheiro da Volkswagen, especialista em veículos elétricos, está modernizando o primeiro carro elétrico brasileiro, o Gurgel Itaipu E-400, para o seu projeto de TCC
Bem antes de chegada da corrida dos veículos elétricos, que ganhou mais força nesta década, a fábrica brasileira Gurgel Motores, situada em Rio Claro (SP), já tentava inovar na indústria automotiva brasileira. Primeiro, com o protótipo do minicarro elétrico Itaipu, em 1974, que tinha capacidade de levar duas pessoas, mas que não chegou a ser fabricado em massa. Logo após, com o Gurgel Itaipu E-400, entre os anos de 1981 e 1982, se tornando o primeiro carro elétrico brasileiro.
Leia também
Primeiro carro elétrico brasileiro vira projeto de TCC

Gurgel Itaipu E-400 sendo remodelado em projeto de TCC do SENAI – foto: Reprodução/Mobiauto 
Gurgel Itaipu E-400 sendo remodelado em projeto de TCC do SENAI – foto: Reprodução/Mobiauto 
Gurgel Itaipu E-400 sendo remodelado em projeto de TCC do SENAI – foto: Reprodução/Mobiauto 
Ex-engenheiro do grupo VW trabalhará no aprimoramento do primeiro carro elétrico brasileiro – foto: Reprodução/Mobiauto
A parte curiosa é que, após 40 anos, o Gurgel Itaipu E-400 se tornou um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de veículos elétricos e híbridos do Senai Conde José Vicente de Azevedo, situado no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
O projeto do primeiro carro elétrico brasileiro foi desenvolvido pela turma do curso e por Val Arrais, engenheiro especializado em veículos elétricos e híbridos que atuou em projetos da Volkswagen por três décadas. Segundo o engenheiro que atuou na Volkswagen, tudo teve início quando o carro elétrico brasileiro foi anunciado em um grupo de carros antigos.
-
5 carros lançados em 2016 que ainda valem a pena em 2026: de Creta e Kicks a Compass, Cruze e Toro, modelos envelheceram bem e seguem fortes no mercado de usados
-
O jogo virou no varejo automotivo em março: depois de liderar fevereiro com folga, o Dolphin Mini perde força, despenca para fora do pódio e vê o HB20 protagonizar uma arrancada inesperada da 9ª posição até a vice-liderança nas vendas
-
YouTuber compra ‘Bugatti’ por US$ 30 mil em site da China, espera 4 meses pela caixa gigante e descobre algo tão estranho que virou motivo de risada
-
Novo centro de testes da BYD no Galeão promete avaliar carros em condições reais e acelerar tecnologias automotivas com investimento de R$300 milhões
Adquirindo mais informações do primeiro carro elétrico brasileiro, descobriu que estava parado há cerca de 20 anos. Sendo assim, o antigo engenheiro da Volkswagen decidiu conhecer o modelo, acertou a negociação com o antigo proprietário, e correu atrás de toda a documentação para a transferência. Com tudo certo, o especialista em veículos elétricos criou um projeto para apresentar ao Senai. O intuito era fazer uma modernização do conjunto motriz para que o Gurgel Itaipu E-400 pudesse circular e sair da garagem.
Segundo ele, tudo começou quando o veículo foi anunciado em um grupo de carros antigos. “Sempre fui antigomobilista, tenho outros modelos e apareceu a oportunidade de comprar esse Gurgel Itaipu E-400”, conta o idealizador.
Gurgel Itaipu E-400 ganha novo motor elétrico e baterias
Todas as partes voltadas ao motor e ao banco de baterias originais serão trocadas por componentes novos e atualizados. Sendo assim, além de ser equipado com um novo motor e uma bateria mais moderna, o carro elétrico terá uma maior autonomia e potência para ser utilizado no dia a dia.
O Senai concordou com a ideia de restaurar o Gurgel Itaipu E-400 nessas condições, e os trabalhos tiveram início. O primeiro passo foi levar o modelo à escola e planejar as fases do TCC, criando um cronograma de execução dos trabalhos.
O projeto do antigo engenheiro da Volkswagen ainda está no início e levará cerca de 6 meses para ficar totalmente pronto, que é o tempo para a conclusão do curso.
Engenheiro já atuou em outros projetos inovadores
Além das alterações de motor e baterias, o carro elétrico brasileiro terá uma direção atualizada, freios a disco, entre outras. De acordo com o engenheiro da Volkswagen, nunca parou para calcular tudo.
Porém, explica que, em outros projetos que executou, somente as baterias custaram cerca de R$ 60 mil. Essa não é a primeira vez que Arrais atua em projetos como este após ter deixado a Volkswagen.
O especialista já criou dois carros elétricos ao lado da Moura, que inclusive foram apresentados no Salão Latino Americano de Mobilidade elétrica de SP, no fim do último ano.
Seja o primeiro a reagir!