A Engie concluiu em dezembro de 2025 a operação plena do Serra do Assuruá, maior projeto de energia eólica da empresa, ampliando a oferta de energia renovável no Mercado Livre
Em dezembro de 2025, a Engie Brasil Energia anunciou o início da produção total do Conjunto Eólico Serra do Assuruá, localizado no município de Gentio do Ouro, na Bahia. Embora o empreendimento tenha iniciado sua operação comercial de forma gradual em agosto de 2024, foi apenas no fim de 2025 que o complexo passou a operar com 100% de sua capacidade instalada, consolidando-se como o maior projeto de energia eólica onshore da Engie no mundo.
Com 846 MW de potência instalada, investimento aproximado de R$ 6 bilhões e toda a energia destinada ao Mercado Livre, o projeto reforça o protagonismo da Bahia na expansão da energia renovável no Brasil e amplia a oferta de eletricidade de baixa emissão de carbono para grandes consumidores.
Serra do Assuruá marca a produção plena da Engie em energia eólica
O Serra do Assuruá é composto por 188 aerogeradores, distribuídos em 24 parques eólicos, formando um complexo de escala inédita dentro do portfólio global da Engie. A entrada em produção total em dezembro de 2025 representa o encerramento definitivo da fase de implantação e comissionamento do empreendimento.
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A capacidade instalada de 846 MW posiciona o projeto entre os maiores de energia eólica terrestre da América Latina, podendo impactar positivamente a segurança energética e a previsibilidade da oferta elétrica nacional.
Além de ampliar a participação da energia renovável na matriz brasileira, o projeto reduz a exposição do sistema a variações hidrológicas e contribui para a estabilidade do fornecimento em períodos de maior demanda.
Operação comercial gradual até a produção total em 2025
A trajetória operacional do Serra do Assuruá ocorreu em etapas. Após autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o complexo iniciou a operação comercial parcial em agosto de 2024, com entrada progressiva dos parques eólicos.
Somente em dezembro de 2025, com todos os aerogeradores conectados e testados, o empreendimento passou a operar em sua capacidade plena, caracterizando o início efetivo da produção total.
Esse modelo escalonado é comum em projetos de grande porte, permitindo ajustes técnicos, validação de desempenho e integração segura ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Infraestrutura de transmissão garante escoamento da energia renovável
O complexo conta com 28 quilômetros de linhas de transmissão, responsáveis por conectar o Serra do Assuruá ao SIN. Essa infraestrutura é essencial para o escoamento da energia eólica produzida no interior baiano para diferentes regiões do país.
A robustez da malha de transmissão é considerada estratégica, especialmente diante da expansão acelerada da energia renovável no Nordeste, região que concentra alguns dos maiores projetos eólicos do Brasil. A integração ao sistema nacional permite que a produção do complexo contribua para o equilíbrio da oferta elétrica em escala nacional.
Energia renovável e Mercado Livre impulsionam contratos corporativos
Toda a energia gerada pelo Serra do Assuruá é destinada ao Mercado Livre de Energia, ambiente de contratação no qual consumidores podem negociar diretamente com os geradores.
Esse modelo tem ganhado protagonismo no Brasil, especialmente entre indústrias, empresas exportadoras e grupos multinacionais que buscam previsibilidade de custos e certificação de origem renovável.
A energia renovável tornou-se um diferencial competitivo em cadeias produtivas cada vez mais pressionadas por metas ambientais e compromissos de descarbonização.
Impacto econômico e geração de empregos durante a implantação
Durante a fase de construção e implantação, o Serra do Assuruá gerou aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos, com prioridade para a contratação de trabalhadores da região.
O impacto econômico foi relevante para o semiárido baiano, área historicamente marcada por menor oferta de emprego formal e oportunidades de qualificação profissional.
Segundo a Engie, grandes projetos de energia eólica devem atuar como vetores de desenvolvimento regional, especialmente em municípios do interior.
Qualificação profissional como legado do Serra do Assuruá
Entre as iniciativas associadas ao empreendimento está o Programa Bahia Qualificação, que ofereceu 60 vagas gratuitas de capacitação, com 50% destinadas a mulheres.
Os cursos abrangeram áreas como alvenaria, carpintaria e montagem de estruturas de concreto armado, alinhadas às demandas técnicas da obra.
O objetivo foi deixar um legado de formação profissional, ampliando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho mesmo após o encerramento da fase de implantação.
A Engie destaca que a qualificação associada a projetos de energia renovável é fundamental para gerar impactos duradouros nas comunidades locais.
Investimentos socioambientais no entorno do complexo eólico
No campo socioambiental, a empresa investiu R$ 8,5 milhões em projetos voltados à inclusão social, educação, meio ambiente e desenvolvimento econômico nas comunidades do entorno do Serra do Assuruá.
Desse total, R$ 4,6 milhões foram destinados a obras de infraestrutura em comunidades rurais, quilombolas e de fundo e fecho de pasto.
As intervenções incluíram a construção e reforma de sedes comunitárias, praças e quadras poliesportivas, consideradas essenciais para o fortalecimento do convívio social.
Presença da Engie na Bahia e expansão da energia eólica
Com quase três décadas de atuação no Brasil, a Engie mantém presença estratégica na Bahia. Além do Serra do Assuruá, a companhia opera os conjuntos eólicos Umburanas, Campo Largo 1 e Campo Largo 2, nos municípios de Umburanas e Sento Sé.
Juntos, esses empreendimentos ultrapassam 1 GW de capacidade instalada, consolidando o estado como um dos principais polos de energia eólica do país.
Transmissão de energia renovável e investimentos estruturantes
No segmento de transmissão, a Engie colocou em operação o primeiro trecho da Linha de Transmissão Asa Branca, com 334 quilômetros de extensão. O projeto completo deverá ultrapassar 1.000 quilômetros, atravessando Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.
O investimento estimado é de R$ 2,7 bilhões, incluindo a ampliação de cinco subestações, consideradas estratégicas para o escoamento da energia renovável produzida no Nordeste.
O significado do Serra do Assuruá para a transição energética brasileira
A entrada em produção total do Conjunto Eólico Serra do Assuruá, em dezembro de 2025, consolida a Bahia como um dos pilares da energia eólica no Brasil. O volume de investimento, a escala do projeto e a destinação ao Mercado Livre refletem as transformações estruturais do setor elétrico.
Ao mesmo tempo, o empreendimento evidencia os desafios do país em expandir a geração renovável de forma coordenada com a infraestrutura de transmissão e com políticas de desenvolvimento regional.
O Serra do Assuruá simboliza a maturidade da energia renovável no Brasil, ao combinar escala industrial, contratos corporativos, impacto social e compromisso ambiental em um único projeto.
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