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Espada lendária de oito gumes impressiona arqueólogos: tomografia cria modelo 3D e mostra como a lâmina atravessa o cabo há 3.400 anos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado el 15/02/2026 a las 11:32
Actualizado el 15/02/2026 a las 11:33
Espada lendária de 3.400 anos é analisada com tomografia e síncrotron em Berlim, revelando estrutura interna e incrustações metálicas.
Espada lendária de 3.400 anos é analisada com tomografia e síncrotron em Berlim, revelando estrutura interna e incrustações metálicas.
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Descoberta em 2023 no sul da Alemanha, a Espada lendária octogonal de 3.400 anos foi analisada com tomografia computadorizada e radiação síncrotron BESSY II em Berlim, revelando espiga interna, rebites de fixação e incrustações de cobre, estanho e chumbo na estrutura original

Arqueólogos desenterraram no sul da Alemanha uma Espada lendária octogonal da Idade do Bronze, com 3.400 anos, analisada em 2023 com tomografia computadorizada e radiação síncrotron em Berlim, revelando como punho, lâmina e incrustações metálicas foram unidos.

A descoberta ocorreu em 2023, quando arqueólogos encontraram uma Achtkantschwert, espada de oito gumes originária do sul da Alemanha. Ao ser retirada da sepultura, o objeto apresentou reflexos metálicos preservados. A peça foi descrita como rara e associada a narrativas lendárias.

Segundo o LBV, a espada foi transportada da Baviera para Berlim dentro de uma caixa acolchoada. O objetivo era determinar como o punho e a lâmina foram unidos e identificar a composição dos materiais embutidos nas ranhuras do pomo e da placa do pomo.

Espada lendária e os desafios da análise sem destruição

Os pesquisadores enfrentaram o desafio de desvendar os segredos da Espada lendária sem danificá-la. Devido ao estado de conservação excepcional, a lâmina permaneceu afiada, o que exigiu adaptação dos métodos de estudo aplicados à Achtkantschwert.

Para realizar a investigação, o BLfD recorreu ao Helmholtz-Zentrum Berlin e ao Bundesanstalt für Materialforschung und -prüfung. Foi utilizada a fonte de radiação síncrotron BESSY II, permitindo exames detalhados sem comprometer a integridade do artefato.

Com tomografia computadorizada, os pesquisadores criaram um modelo tridimensional de raios X. As imagens mostraram que a lâmina se estende até o cabo, formando uma espiga que foi presa e fixada com rebites pelo ferreiro.

Tecnologia revela estrutura interna e técnicas de fixação

A análise confirmou que o ferreiro prendeu a espiga ao cabo e a fixou com rebites. O modelo tridimensional permitiu visualizar a união estrutural entre lâmina e empunhadura, oferecendo dados objetivos sobre o processo de fabricação.

O estudo também examinou os sulcos no cabo. Inicialmente, os pesquisadores supuseram que o material incrustado fosse estanho, devido à sua maleabilidade. Contudo, os exames de raios X indicaram outra composição.

Foi identificado que o fabricante incrustou fios de cobre nas ranhuras. A presença do cobre demonstrou um trabalho artesanal que buscava contraste visual entre o cobre avermelhado e o bronze dourado da liga principal.

Incrustações de cobre, vestígios de estanho e possível pátina química

Além do cobre, foram detectados vestígios de estanho e chumbo, presumivelmente provenientes da liga de bronze. A identificação desses elementos ampliou a compreensão sobre os materiais utilizados na produção da Espada lendária.

Segundo o pesquisador Dr. Johann-Friedrich Tolksdorf, já existem registros de trabalhos de incrustação com fio de cobre em bronze em outras descobertas. Para destacar o contraste, o cobre pode ter sido patinado, ou seja, escurecido quimicamente.

A hipótese apresentada indica que a pátina poderia ter sido aplicada com substâncias como urina, para intensificar o contraste visual entre os metais. Essa técnica reforça o nível de desenvolvimento do artesanato na Idade do Bronze.

Investigações continuam sobre oficinas e técnicas da Idade do Bronze

A investigação não foi concluída. Os arqueólogos buscam obter mais informações sobre as oficinas responsáveis pela produção da arma e sobre as técnicas empregadas há quase três mil e quinhentos anos no sul da Alemanha.

A pesquisadora principal Beate Herbold afirmou que produzir essas espadas era um processo complexo. Ela destacou o interesse em compreender como o cabo era fixado à lâmina e como os padrões característicos eram incorporados.

O Prof. Mathias Pfeil, Conservador Geral da BLfD, declarou que métodos de medição modernos permitem compreender como o metal era trabalhado há quase 3.500 anos, com precisão surpreendente e habilidades altamente desenvolvidas.

A Espada lendária permanece em análise, com expectativa de novos dados sobre sua fabricação, materiais e contexto histórico. O estudo combina preservação física e tecnologia avançada para revelar detalhes técnicos sem comprometer o artefato.

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Bruno
Bruno
21/02/2026 18:15

Deve ser uma espada para cortar leGUMES? 🤣🤣🤣 oito lados e nenhuma foto

Ariosvaldo
Ariosvaldo
17/02/2026 19:46

Pelo menos uma imagem para servir de referência, pode até ser um desenho, espada de oito gumes? Como seria?

Binhu Andrade
Binhu Andrade
17/02/2026 10:43

N sei se vc sabe, mas o «gume» da espada é a parte do fio, quando vc fala uma espada de 8 gumes e n mostra nem faz referência a isso sua matéria por mais interessante que seja, perde credibilidade…

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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