Com capacidade para 2 mil toneladas e destinados ao transporte de cabotagem, navios porta-contêineres terão construção realizada no estaleiro Enseada, Bahia, e promete agitar o mercado naval da região
O setor de construção naval da Bahia começa a apresentar sinais de uma estratégica para a retomada econômica, após seis anos em estado de suspensão. No mês de julho, a empresa naval Petrocity Portos S.A anunciou uma parceria com o Estaleiro Enseada para a construção de dois navios porta-contêineres, com financiamento aprovado pelo Fundo Nacional de Marinha Mercante.
Veja também outras notícias
- Preço dos materiais de construção civil sobe e setor da construção pede ajuda
- O futuro é agora: Navio movido a energia eólica pode transportar até 7 mil carros
- 241 vagas de emprego de nível fundamental, médio e técnico para contratos Petrobras offshore e onshore em Macaé e Espírito Santo
O presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva, realizou na última sexta-feira (11) uma visita às instalações do Estaleiro Enseada na Bahia para inspecionar os trabalhos do local que será palco para construção de dois navios porta-contêineres, que serão destinados ao transporte de cabotagem, com capacidade para 2 mil toneladas.
O valor total do investimento para a construção dos dois navios de grande porte no Estaleiro Enseada na Bahia será de R$ 617 milhões, onde cada navio custará, de acordo com a Resolução 174/2020, o valor global de 73,443 milhões de dólares americanos, aproximadamente R$ 308,5 milhões.
-
Com 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico geradas em apenas um ano e metais avaliados em US$ 91 bilhões escondidos dentro de celulares, computadores e cabos descartados, refinarias especializadas estão transformando sucata digital em ouro, cobre e terras-raras numa nova forma de mineração urbana
-
Com mais de 4,4 bilhões de toneladas acumuladas em lagoas industriais ao redor do mundo e cerca de 160 milhões de toneladas novas produzidas todos os anos, a lama vermelha da indústria do alumínio se tornou um dos maiores depósitos de resíduo cáustico do planeta; em 2010, 1 milhão de m³ romperam uma barragem na Hungria e inundaram duas cidades
-
Bateria «morta» de carro elétrico virou matéria-prima: como mais de 1,6 milhão de toneladas de capacidade de reciclagem já instalada no mundo estão recuperando lítio, cobalto e níquel, reduzindo a dependência do Congo e fechando o ciclo da eletrificação sem minerar do zero
-
Dentro de fábricas na Coreia do Sul, máquinas transformam vidro reciclado em copos perfeitos, teclados transparentes e ferramentas em brasa que revelam um lado pouco conhecido da potência industrial asiática
Construção de navios promete gerar empregos na Bahia
Destinados ao transporte de cabotagem (entre portos nacionais) a partir de janeiro de 2021, a construção dos dois navios de 1.500 pés (75 TEUS) no estaleiro Enseada vai gerar 750 vagas de emprego em Maragogipe, Bahia.
Segundo o presidente da Petrocity Portos, a conclusão da construção dos navios está prevista para acontecer antes mesmo de terminarem as obras do porto em Urussuquara, em São Mateus (ES), e que vai operar a partir do próprio Estaleiro Enseada.
Esse é o primeiro contrato de grande porte do estaleiro Enseada, desde que foi atingido crise naval devido a Operação Lava Jato. Vale salientar que o Estaleiro Enseada pertencia inicialmente a um consórcio formado pela Odebrecht Engenharia Industrial, OAS e UTC Engenharia. Atualmente, a indústria é apenas da Odebrecht Engenharia, também parceira da Petrocity na construção do porto.

Sobre a Petrocity Portos e Estaleiros
Criada em 2013, a PetroCity Portos S/A é uma empresa fundada por um grupo de executivos com ampla experiência no setor logístico e financeiro que conta com a participação de acionistas do Brasil e exterior.
Com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil de forma sustentável através da implementação e administração de conceitos modernos de modais, a PetroCity concebeu na integralidade o projeto do Complexo Portuário de Urussuquara – o Porto da Integração, que consiste na principal ferramenta de interiorização econômica e integração regional a ser implantada no Sudeste do Brasil.
Seja o primeiro a reagir!