Anunciado em 22 de dezembro de 2025, o EMU-370 coloca a Coreia do Sul na disputa pelo segundo trem mais rápido do mundo, com operação ao público em 2031, velocidade comercial de 370 km/h, meta técnica de 407 km/h, 479 lugares e obras na via para reduzir viagem Seul Busan
O governo e o Ministério da Terra, Infraestrutura e Transporte da Coreia do Sul apresentaram o EMU-370 como o segundo trem mais rápido do mundo, com cronograma que prevê testes em 2030 e entrada em operação para o público em 2031, atingindo 370 km/h em serviço.
O plano detalhou que o projeto foi sustentado por pesquisa e desenvolvimento entre abril de 2022 e dezembro de 2025, com custo total de US$ 15,23 milhões, equivalente a 22,5 bilhões de won, liderado pelo Instituto de Pesquisa Ferroviária da Coreia, o KRRI, com apoio de sete organizações públicas e privadas.
O que é o EMU-370 e por que ele entra como segundo trem mais rápido do mundo

O EMU-370 é o trem de alta velocidade anunciado pela Coreia do Sul para operar em 2031 com velocidade comercial de 370 km/h.
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O ponto central é o posicionamento oficial: a Coreia do Sul afirma que o EMU-370 será o segundo trem mais rápido do mundo quando for comercializado em 2031, com testes em 2030 já previstos no calendário.
Essa definição é relevante porque amarra a narrativa a números e datas verificáveis.
Segundo trem mais rápido do mundo, aqui, não aparece como adjetivo solto: ele vem acompanhado do patamar operacional de 370 km/h e do marco 2031 para início da operação ao público, com uma fase de testes em 2030 no caminho.
Cronograma até 2031: testes em 2030 e comercialização plena ao público
O cronograma informado separa duas etapas objetivas.
A primeira é 2030, quando o EMU-370 deve entrar em operação de testes, etapa necessária para validar desempenho em condições controladas e, progressivamente, em cenários mais próximos do serviço real.
A segunda é 2031, descrita como a comercialização completa para o público.
Para a Coreia do Sul, colocar o EMU-370 em testes em 2030 e em serviço em 2031 exige coordenação entre trem, via e operação, porque a própria base afirma que haverá necessidade de modernizar trechos da infraestrutura ferroviária sem interromper as operações regulares.
370 km/h em serviço e 407 km/h como teto técnico do projeto
A base diferencia dois números que costumam gerar confusão. A velocidade associada ao serviço ao passageiro é 370 km/h. Já a velocidade máxima de projeto é citada como até 407 km/h.
Em termos práticos, isso significa que o “segundo trem mais rápido do mundo” é defendido com base em 370 km/h como velocidade de operação em 2031, enquanto 407 km/h funciona como referência de engenharia, não como promessa de uso cotidiano.
Esse detalhe muda a leitura do projeto. Muitos anúncios se concentram apenas na velocidade máxima teórica.
Aqui, o recorte apresentado pela Coreia do Sul destaca 370 km/h como objetivo de operação, com 2031 como marco de entrega ao público, mantendo 407 km/h como margem técnica do desenho do EMU-370.
Seul a Busan em menos de duas horas: o impacto declarado no tempo de viagem
O projeto é descrito como capaz de levar a viagem de Seul a Busan a pouco menos de duas horas, em comparação com um tempo usual de cerca de duas horas e meia.
A promessa de ganho de tempo está diretamente ligada ao patamar de 370 km/h e ao cronograma de 2031, porque reduzir tempo de viagem exige mais do que picos de velocidade.
Para sustentar 370 km/h, o sistema precisa manter velocidade média alta, o que depende de via compatível, padrões de segurança, sinalização e operação.
Por isso, a base reforça que melhorias significativas na infraestrutura ferroviária são necessárias para que o EMU-370 atinja o desempenho esperado de forma regular.
Capacidade, ruído e potência: os números que acompanham o EMU-370
O EMU-370 foi descrito com capacidade para 479 passageiros e redução de ruído interno em dois decibéis.
Também foi informado um motor com potência de 560 quilowatts, com menção a um salto de 47,4% a mais de potência.
Esses números ajudam a entender que a meta de 370 km/h não é apenas velocidade, mas também controle de conforto e desempenho sob carga.
A base também compara a situação atual da Coreia do Sul, citando o EMU-320, identificado como KTX-Cheongyong, como o trem mais rápido do país hoje.
Nesse contexto, 2031 vira um marco de mudança: a passagem de um topo doméstico para um projeto que busca reposicionar a Coreia do Sul na elite global de velocidade, com o EMU-370.
Infraestrutura: por que a via precisa mudar para sustentar 370 km/h
A modernização da via aparece como requisito explícito.
O material diz que serão necessárias melhorias significativas para que o EMU-370 atinja a velocidade máxima esperada, e cita um método específico: substituir o lastro por trilhos de concreto em alguns trechos, executando a intervenção durante uma janela de quatro horas em que os trens não estejam circulando.
Em termos técnicos, lastro é a camada de brita que sustenta e estabiliza a via, ajudando a distribuir carga e a controlar vibração.
Ao indicar troca por soluções em concreto em trechos selecionados, a Coreia do Sul sinaliza busca por maior estabilidade geométrica, algo crítico para operar a 370 km/h com regularidade, reduzindo limitações de conforto e segurança em alta velocidade.
Pesquisa e desenvolvimento entre abril de 2022 e dezembro de 2025: quem liderou e quanto custou
O EMU-370 foi descrito como resultado de um programa nacional de pesquisa e desenvolvimento com duração de três anos, de abril de 2022 a dezembro de 2025.
A liderança foi atribuída ao KRRI, em parceria com sete organizações públicas e privadas.
O custo total foi informado como US$ 15,23 milhões, equivalente a 22,5 bilhões de won.
Esse intervalo temporal ajuda a explicar a sequência dos anúncios.
A base indica que a apresentação do projeto ocorreu em 22 de dezembro de 2025, já ao fim do ciclo de desenvolvimento, e que a matéria de 2 de janeiro de 2026 detalhou o escopo do programa e os números do trem, conectando o encerramento do desenvolvimento em dezembro de 2025 ao cronograma de testes em 2030 e operação em 2031.
China, 2027 e o padrão de 320 km/h: onde a Coreia do Sul quer se encaixar
O texto aponta que a China testa o CR450, com velocidades aproximadas de 400 km/h, e prevê lançamento comercial em 2027.
Esse dado funciona como contexto para o rótulo de segundo trem mais rápido do mundo em 2031 atribuído ao EMU-370: a liderança de velocidade é associada à China, enquanto a Coreia do Sul busca a segunda posição ao colocar 370 km/h em operação ao público em 2031.
Em contraste, França, Alemanha e Japão são citados com velocidades máximas aproximadas de 320 km/h.
O Japão aparece como pioneiro desde 1964 com o Shinkansen, mas o recorte atual apresentado pelo material coloca a corrida recente acima do patamar de 320 km/h.
Assim, quando o texto reforça que “não é o Japão”, ele está destacando que o segundo trem mais rápido do mundo previsto para 2031, no relato, é sul coreano e se chama EMU-370.
O que muda para o passageiro em 2031 e quais riscos ficam no caminho
Se o cronograma for mantido, 2031 marca o início da operação ao público com 370 km/h, com a meta de encurtar o tempo de viagem de Seul a Busan e entregar uma cabine com ruído interno reduzido.
A base, porém, deixa claro que a infraestrutura é parte do problema: modernizar trechos de via sem interromper operações regulares é um gargalo operacional e de engenharia.
A própria estratégia descrita, usando uma janela de quatro horas sem trens circulando para executar intervenções, mostra que o projeto depende de execução disciplinada e coordenação fina.
Nesse cenário, 2030 e 2031 viram datas que só se sustentam se a modernização da via acompanhar a ambição do EMU-370.
A Coreia do Sul apresentou em 22 de dezembro de 2025 um plano que combina pesquisa encerrada em dezembro de 2025, testes em 2030 e operação ao público em 2031, com o EMU-370 descrito como segundo trem mais rápido do mundo por operar a 370 km/h.
O pacote inclui capacidade para 479 passageiros, ruído interno reduzido e potência anunciada, mas depende de obras na via para transformar 370 km/h em padrão operacional.
Se você quer acompanhar o projeto com pragmatismo, o passo realista é observar dois marcos: o início dos testes em 2030 e, principalmente, se as melhorias de infraestrutura avançam no ritmo necessário para sustentar 370 km/h quando chegar 2031.
Você acha que 2031 é um prazo realista para entregar o segundo trem mais rápido do mundo com 370 km/h, ou a infraestrutura vai travar o cronograma antes mesmo do EMU-370?
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