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Descoberta científica revela estrutura gigante sob o Triângulo das Bermudas e reorganiza o entendimento sobre a geologia oceânica

Escrito por Caio Aviz
Publicado el 17/12/2025 a las 11:57
Estrutura geológica gigante submersa sob o Triângulo das Bermudas, identificada por estudos sísmicos e associada à elevação da ilha de Bermuda.
Imagem ilustrativa representa a formação rochosa inédita identificada sob o Triângulo das Bermudas por pesquisadores internacionais em 2025.
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Estudo recente identifica formação rochosa inédita, altera explicações sobre a elevação de Bermuda e amplia o conhecimento sobre processos profundos da Terra

Uma descoberta científica de grande relevância foi divulgada em novembro de 2025, atraindo atenção internacional para a região conhecida como Triângulo das Bermudas. Pesquisadores identificaram uma estrutura rochosa gigantesca e incomum, localizada sob a crosta oceânica próxima à ilha de Bermuda, no Atlântico Norte. O achado foi apresentado em estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters, conduzido por William Frazer, do Carnegie Science, e Jeffrey Park, da Universidade Yale. Desde então, a descoberta passou a reorganizar interpretações consolidadas sobre a formação geológica da área.

A análise revelou uma camada de rocha com cerca de 20 quilômetros de espessura, posicionada entre a crosta oceânica e o manto terrestre. Essa configuração, segundo os autores, não encontra paralelo em nenhuma outra região conhecida do planeta, o que imediatamente despertou interesse da comunidade científica.

Leituras sísmicas revelam camada inédita sob Bermuda

A identificação da estrutura ocorreu, principalmente, a partir da análise de ondas sísmicas geradas por terremotos distantes, registradas por uma estação instalada em Bermuda. À medida que essas ondas atravessam diferentes materiais, elas sofrem alterações de velocidade e trajetória. Com base nessas variações, os pesquisadores conseguiram mapear o subsolo até cerca de 50 quilômetros de profundidade.

Os dados indicaram a presença de uma camada menos densa do que o esperado, localizada abaixo da crosta oceânica. Esse resultado surpreendeu os cientistas, pois a espessura e a composição da formação fogem completamente dos modelos geológicos tradicionais usados para explicar ilhas oceânicas isoladas.

Estrutura ajuda a explicar elevação persistente da ilha

A descoberta lança nova luz sobre um antigo enigma geológico. Bermuda permanece elevada em relação ao fundo oceânico, apesar de não apresentar atividade vulcânica há aproximadamente 31 milhões de anos. Em condições normais, ilhas desse tipo tendem a afundar gradualmente quando deixam de ser alimentadas por magma proveniente de pontos quentes do manto.

No entanto, a pesquisa sugere que essa camada espessa de rocha funciona como um suporte estrutural, ajudando a sustentar a elevação da ilha. De forma indireta, essa formação age como um elemento de flutuabilidade geológica, mantendo Bermuda acima do nível esperado para a crosta oceânica local.

Relação com processos antigos da Terra

Além disso, os cientistas apontam que a origem da estrutura pode estar ligada a eventos geológicos muito antigos. Evidências geoquímicas indicam conexão com processos associados à formação e fragmentação do supercontinente Pangeia, ocorrida entre cerca de 900 milhões e 300 milhões de anos atrás.

Estudos anteriores sobre lavas da região já sugeriam uma composição incomum, compatível com materiais oriundos de camadas profundas do manto terrestre. Agora, a nova análise sísmica reforça essa hipótese, conectando o passado geológico profundo da Terra à configuração atual do Atlântico Norte.

Impacto científico e próximos passos

A descoberta altera, de maneira significativa, a compreensão sobre como ilhas oceânicas podem se formar, evoluir e permanecer elevadas ao longo de milhões de anos. Por isso, os autores do estudo indicam que novas investigações serão conduzidas em outras ilhas oceânicas, com o objetivo de verificar se estruturas semelhantes existem em diferentes partes do planeta.

Esse avanço amplia o conhecimento sobre a dinâmica interna da Terra e demonstra como processos profundos podem influenciar a superfície por escalas de tempo geológicas extensas.

Diante desse cenário, até que ponto descobertas como essa podem transformar os modelos atuais usados para explicar a evolução dos oceanos e das ilhas ao redor do mundo?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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