Alunos da Etec de Leme criam app (Pax AI) com inteligência artificial que orienta primeiros socorros, envia alertas automáticos e ajuda a agilizar o atendimento em emergências médicas.
Em vez de procurar respostas genéricas na internet em momentos de desespero, vítimas e testemunhas de emergências médicas podem contar com um aplicativo de inteligência artificial desenvolvido por alunos da rede pública paulista. Criado por estudantes da Etec Deputado Salim Sedeh, em Leme (SP), o Pax AI foi pensado para guiar o atendimento de primeiros socorros, com instruções objetivas, enquanto o resgate não chega ao local.
O projeto nasceu no curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas e foi desenvolvido por João Masculi, Felipe de Souza e Arthur Ferreira, sob orientação do professor Andre Candido. A proposta central é simples, mas ambiciosa: transformar informação médica em ação prática, especialmente nos primeiros minutos de uma ocorrência grave.
Emergência não combina com excesso de informação
A motivação dos estudantes surgiu a partir de uma constatação comum. Em situações críticas, como um possível AVC ou desmaio súbito, buscadores e assistentes virtuais costumam entregar textos longos, explicações técnicas e conteúdos pouco úteis para quem precisa agir imediatamente.
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“Numa situação de um AVC, por exemplo, você precisa ser muito rápido para atender aquela pessoa. Você não precisa se tornar um profissional no assunto para ajudar naquele momento, precisa ter acesso à informação detalhada, com passo a passo. Nós percebemos que tinha muito disso a desejar no mercado”, explica João Augusto, um dos criadores do projeto.
Com isso em mente, o grupo decidiu construir uma ferramenta que priorizasse clareza, rapidez e orientação direta, sem sobrecarregar o usuário.

Pax AI: Evolução do projeto até virar aplicativo de primeiros socorros
O Pax AI não nasceu como app. A primeira versão funcionava como um chatbot no WhatsApp, depois foi adaptada para um site e, mais tarde, transformada em aplicativo móvel.
A mudança de formato teve um motivo essencial: permitir o uso mesmo quando não há conexão com a internet, algo comum em situações de emergência.
A base do sistema é um chatbot de IA generativa, criado a partir do DeepSeek e treinado com foco em respostas curtas, corretas e acessíveis. No modo offline, as funções são limitadas, mas o app ainda consegue reconhecer cenários frequentes e orientar os primeiros cuidados.
Funções que ajudam a ganhar tempo
Além das instruções de primeiros socorros, o Pax AI reúne recursos pensados para facilitar o acionamento do socorro.
O aplicativo pode enviar mensagens automáticas para contatos previamente cadastrados e utilizar a geolocalização do aparelho, ajudando equipes de emergência a encontrar o local com mais rapidez.
A confiabilidade das respostas foi tratada como prioridade durante o desenvolvimento.

“Nós tivemos o embasamento de diversos profissionais da área saúde nesse processo para entender quais informações seriam incrementadas na base de dados. Também pensamos em como seria a melhor forma possível de resposta para o usuário entender com clareza e objetividade”, afirma Arthur Ferreira.
Próximo passo é chegar às lojas oficiais
No momento, o Pax AI está disponível apenas em formato APK para Android, instalado fora da Play Store.
O objetivo do grupo agora é captar investimento financeiro para lançar o aplicativo nas lojas oficiais e ampliar o alcance da ferramenta.
“Queremos um investimento base para publicar o aplicativo. Assim teremos mais acesso, maior visibilidade e por refinar, deixando cada vez mais sofisticado e melhor para o público”, destaca Felipe de Souza.
Ao unir educação técnica, inteligência artificial e impacto social, o projeto dos alunos da Etec mostra como a tecnologia pode sair do ambiente acadêmico e se transformar em uma aliada real na proteção da vida, especialmente quando o tempo é o fator mais decisivo.
Com informações do CanalTech
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