Estratégia com 80 miligramas de paracetamol ganhou testes em campo, evoluiu para sistema automatizado e virou parte do controle contínuo da cobra castanha arborícola em Guam
A ação planejada para os bosques de Guam saiu do papel e entrou na lista de medidas usadas no combate à cobra castanha arborícola.
O método usa roedores mortos com 80 miligramas de paracetamol, dose letal para a espécie, colocados no ambiente de forma a facilitar o encontro pelas serpentes.
Além do impacto na fauna, o avanço das cobras também afeta a infraestrutura da ilha, com risco de problemas em sistemas elétricos e interrupções de energia.
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O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A operação envolveu o lançamento de 2.000 ratos já mortos, preparados para servir de isca tóxica para as cobras.
O alvo é a cobra castanha arborícola, que pode atingir três metros e se espalhou de forma agressiva pela ilha.
A estratégia chamou atenção por usar paracetamol como toxicante para um réptil invasor, aproveitando a alta sensibilidade da espécie ao composto.
Como funciona a queda das iscas nas árvores

Direita: alternativa proposta de isca terrestre composta por um rato morto de 13 a 17 g com dois comprimidos de 80 mg inseridos no corpo.
Para reduzir o risco de outros animais encontrarem as iscas no chão, a entrega foi pensada para ficar presa na vegetação.
O procedimento prevê que os roedores sejam soltos um a um, com um mini paraquedas, para ficarem enroscados nas árvores, onde as serpentes circulam.
Também houve uso de acompanhamento por rádio em parte das iscas para monitorar movimentos das cobras antes da morte, em etapas de avaliação do método.
Por que o paracetamol entrou no controle das cobras
O paracetamol é um toxicante oral eficaz para a cobra castanha arborícola, com a dose de 80 miligramas associada a mortalidade muito alta na espécie.
O controle em larga escala ganhou força com o desenvolvimento de um sistema automatizado de entrega aérea, pensado para distribuir iscas em áreas de mata com velocidade e padronização.
Testes e validações indicam que a técnica pode reduzir a abundância de cobras em áreas tratadas, embora não elimine o problema de forma definitiva.
O tamanho do problema em Guam e os danos no dia a dia

Estimativas apontam cerca de 2 milhões de cobras em 541 quilómetros quadrados de Guam, com densidade entre 50 a 100 cobras por hectare em áreas críticas.
A espécie está ligada à perda de aves nativas, com extinção de nove das 12 espécies autóctones citadas no histórico do problema.
A pressão também aparece na infraestrutura, com foco em reduzir apagões e riscos em instalações elétricas.
O que pode acontecer a partir de agora
O programa não ficou restrito a uma única ação e passou a integrar um conjunto de medidas de controle, com pesquisa contínua e ajustes de método.
A queda aérea pode suprimir cobras por um período, mas há reinvasão a partir de áreas não tratadas ao longo de meses, o que reforça a necessidade de reaplicações e combinação com outras ferramentas.
Guam segue como território associado não incorporado aos EUA, com 160 mil pessoas e relevância militar, enquanto o controle das cobras continua sendo um tema ambiental e de serviço essencial, como energia.
EQUÍVOCO. CONTROLA COM AVESTRUZ EMA SIRIEMA ok?
Tengo entendido que las serpientes no consumen animales muertos, inoculan con su mordida el veneno
que actua como las enzimas digestivas lo ayuda a digerir la presa antes de ser deglutida, lo que favorece su digestion
entiendes mal
Ótimo iniciativa.