Mais de 24.000 km/h, scramjet, hidrogênio e impressão 3D: o lançamento do DART AE no HASTE junta quatro “palavras mágicas” da engenharia e vira vitrine da corrida hipersônica
Rocket Lab prepara a 4ª missão hipersônica para o Pentágono em menos de seis meses, com um foguete capaz de Mach 20 e um demonstrador “quase todo” impresso em 3D
Se você piscou, perdeu: os EUA estão prestes a acelerar — literalmente — a pesquisa hipersônica com um lançamento que promete chamar atenção no setor de defesa e no mercado espacial. A Rocket Lab, considerada um dos nomes mais fortes fora da SpaceX, vai executar sua quarta missão de testes hipersônicos em menos de seis meses, colocando em voo um sistema capaz de simular condições de até Mach 20, o equivalente a mais de 24.000 km/h.
O lançamento está previsto para o fim de fevereiro, a partir do Complexo de Lançamento 2, em Wallops Island (Virgínia). O veículo usado será o HASTE (Hypersonic Accelerator Suborbital Test Electron), uma versão modificada do foguete Electron, feita sob medida para testes suborbitais com foco em tecnologias hipersônicas.
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O “passageiro” do foguete: um demonstrador com scramjet a hidrogênio
Dentro do HASTE vai viajar o DART AE, um demonstrador hipersônico desenvolvido pela australiana Hypersonix Launch Systems para a DIU (Defense Innovation Unit), ligada ao Departamento de Defesa dos EUA.
O destaque aqui é o motor: o DART AE é impulsionado por um scramjet (um tipo de motor que “respira” o ar em velocidades extremas), alimentado por hidrogênio — um detalhe que mostra como a disputa não é só por velocidade, mas por eficiência e viabilidade de operação.

Por que Mach 20 importa (e quem ganha com isso)
A Rocket Lab diz que o HASTE permite aos clientes controlar perfis de voo e “ambientes” de teste em velocidades de até Mach 20 — e afirma que não existe rival comercial oferecendo a mesma capacidade com a mesma cadência. O objetivo é claro: reduzir drasticamente o custo de testes hipersônicos, tornando esse tipo de experimento mais acessível tanto para pesquisa quanto para aplicações comerciais.
Traduzindo: em vez de depender apenas de estruturas governamentais caríssimas e raras janelas de teste, o setor pode começar a testar com mais frequência, iterar mais rápido e chegar antes ao “produto final”.
Como funciona o HASTE (e por que ele é diferente do Electron)
O HASTE nasce do Electron, mas com uma missão bem específica: suborbital e hipersônica. Ele pode levar até 700 kg ao espaço suborbital, mais do que o dobro da carga útil típica do Electron em órbita baixa (cerca de 300 kg).
Já o DART AE tem aproximadamente 3 metros de comprimento e pesa perto de 300 kg — um tamanho que parece modesto, até você lembrar que ele foi feito para encarar regimes de voo que desafiam materiais e aerodinâmica.
Um detalhe que chama atenção: estrutura totalmente impressa em 3D
A Hypersonix afirma que o DART AE é a primeira plataforma de lançamento hipersônica do mundo com estrutura completamente impressa em 3D, usando ligas de alta temperatura. Segundo a empresa (fundada em 2019), o veículo pode ter alcance de até 1.000 km e atingir Mach 7.
E tem mais: a Hypersonix anunciou que o DART AE passou por testes-chave de vibração, um passo importante antes de ensaios em voo mais complexos.
O pano de fundo: a corrida hipersônica virou prioridade
Nos últimos anos, pesquisa hipersônica deixou de ser “futuro distante” e virou prioridade por um motivo simples: velocidade extrema torna esses veículos e armas muito difíceis de interceptar. Para o Pentágono, acelerar testes frequentes e mais baratos significa reduzir o tempo entre protótipo e capacidade real — especialmente em um cenário de competição tecnológica com a China, que vem avançando nesse tipo de armamento.
Rocket Lab: rival real da SpaceX (e com soluções bem diferentes)
Fora da China, a Rocket Lab é vista como um dos rivais mais relevantes da SpaceX. A empresa disputa o mercado de pequenos satélites, cada vez mais estratégico, e já colocou cargas em órbitas de 430 a 500 km. Até o fim de 2021, já havia implantado mais de 100 satélites com o Electron.
Mesmo sem o “tamanho” da SpaceX, a Rocket Lab também aposta em reduzir custos com reutilização — só que por outro caminho: em vez de capturar o foguete na descida com uma estrutura no solo, ela usa um helicóptero Sikorsky S-92 para “pescar” o estágio que desce de paraquedas, engatando o cabo a quase 2.000 metros de altura. O método foi apelidado de “There And Back Again” (“lá e de volta”) e mostra que há mais de um jeito de tornar lançamentos competitivos.
Além disso, a Rocket Lab participa de missões como a Victus Haze, em colaboração com a Força Espacial dos EUA, reforçando sua posição como parceira confiável em contratos de defesa — um território onde a SpaceX também atua forte.
Entendo o quanto a velocidade incide em benefício mas estamos dispensando no parque São Jorge pois nosso glorioso Corinthians já está voando baixo desde o começo do ano!
E o Brasil, o que que mostra ou apresenta para os brasileiros ?
Virgínia, Vini Jr, Neymar Peréba. Não tem que ficar molhando á tanga pra americano não, mas algo á de se inspirar, ou ao menos querer aproximar ou igualar.
Como sempre já apareceu um vira lata , au au au au kkkkkk
Falar a verdade ofende os verdadeiros **** rolas de plantão !
Mach 20…?? Cuidado pra que esta coisa não venha se desintegrar no ar e cair as frações sobre pessoas e casas.